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Alte

Para sair de Paderne em direcção a Lentiscais, com destino a Alte, continue na rua que passa em frente à igreja e, quando começar a descer, vá com atenção, porque vai ter de virar numa ruela à direita. A estrada encontra-se num estado razoável de conservação e segue através de uma paisagem rural agradável. Em Lentiscais, vire à direita, para Esteval dos Mouros, e, um pouco adiante, avistará Alte, incrustada no meio da serra. Repare na localização do cemitério, à esquerda da vila, que lhe será útil como referência para encontrar, mais tarde, a Queda-d’água do Vigário.

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Marinhas do Sal

Pegue no carro e saia de Rio Maior pela Avenida Paulo VI. Cedo encontrará a indicação Marinhas do Sal, que distam apenas uns 3 quilómetros do centro da cidade. Chegando ao local, observe como as salinas estão divididas em vários compartimentos, a que se dá o nome de talhos. Repare, junto ao poço, nas picotas, que serviam para extrair a água, e no pormenor das fechaduras de madeira das casas, já que esse era, praticamente, o único material imune ao poder corrosivo do sal. O simples facto de se tratar de uma salina no meio da serra valeria, por si só, a visita. Sugerimos que saia do carro, aprecie tudo com atenção e, se tiver oportunidade, pergunte tudo o que quiser saber ao Sr. João Martins Dias, um homem com mais de 80 anos que trabalhou nas salinas toda a vida e é, hoje, quem mais se preocupa com o destino desta pequena maravilha.

Queda-de-agua-de-Galegos-da-Serra-Parque-do-Alvao

Parque Natural do Alvão

Saia da cidade, tomando a direcção de Ferreiros, Lordelo e Borbela. Alguns quilómetros adiante, começarão a surgir indicações para Lamas de Olo e Parque Natural do Alvão. Passando Borbela, entrará numa magnífica paisagem, de serrania a perder de vista.

• À saída de Relva, passará por um pinhal denso, do lado direito da estrada. Repare na forma de aproveitamento da resina: antigamente, recolhia-se em potes de barro; hoje, utilizam-se sacos de plástico, devido à necessidade de reduzir custos.

• Durante a subida para a serra, não desdenhe a paisagem, que varia da ampla panorâmica serrana a um pequeno bosque sombrio ou a um retorcido regato. E, se viajar durante a Primavera, terá o privilégio de assistir ao inesquecível espectáculo dos campos revestidos de vários tons de verde, salpicados do amarelo da carqueja e da giesta-das-vassouras, do avermelhado das urzes e do branco das giestas-brancas.

• Ao fim de cerca de 12 quilómetros, passará pelo café-restaurante A Cabana, com o seu telhado de colmo. Ao lado encontra-se um bosque denso, onde sabe bem parar um pouco durante as horas mais quentes do dia; em volta, pastam vacas da raça barrosã, típica desta região. É a altura ideal para inspirar calmamente um pouco de ar campestre…

• Cerca de um quilómetro depois, surge, subitamente, uma barragem do lado esquerdo da estrada: trata-se da Barragem Cimeira. A paisagem que envolve este grande corpo de água situado em pleno planalto é extraordinária. No entanto, a lagoa está vedada em todo o perímetro e não é permitido tomar banho.

• Passadas algumas centenas de metros, verá outra barragem (a Barragem Fundeira), um pouco mais pequena, mas não menos bonita que a primeira. Nessa altura, estacione à beira da estrada ou, então, volte para a esquerda quando vir uma estradinha de terra batida, que vai até perto da água. Aqui já se pode tomar banho, enquanto se desfruta de um panorama igualmente extraordinário. Também poderá fazer um pequeno passeio, ao longo de todo o perímetro da barragem. E, se lhe agradar a ideia, não hesite em alargar a caminhada até à primeira barragem. Encontrará vários pequenos lagos e morros pedregosos que se escalam facilmente e lhe permitirão aceder a novos pontos de vista. O caminho é fácil, sempre plano, e tem uma extensão total de cerca de 3 quilómetros.

• Continue caminho pela mesma estrada. Quando vir, do lado direito, um painel do Parque Natural do Alvão, estacione e aproveite para ler as informações sobre esta zona protegida e respectiva sinalética. Uns 20 metros abaixo, uma tabuleta indica Panorama. Siga o trilho. Quando tiver andado cerca de 50 metros, encontrará um miradouro, de onde poderá observar a excelente paisagem circundante, e um novo painel interpretativo, onde figuram algumas das espécies de fauna e flora da região.

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Percurso em Vieira do Minho

Este percurso tem como ponto de referência Vieira do Minho, uma vila antiga e rica em tradições, protegida pela Serra da Cabreira.
Depois, o itinerário vai-se desenvolvendo pela zona leste do Parque Nacional da Peneda-Gerês, onde ainda se podem encontrar alguns dos mais belos cenários naturais do país e encantadoras aldeias históricas. Aqui, vale a pena deixar o tempo correr…

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Castelo de Paderne

O castelo, de origem árabe, foi habitado até ao século XIV, mas encontra-se presentemente em muito más condições. No interior encontrará uma capela gótica, também em ruínas. O aspecto mais atractivo está na paisagem de que desfruta, mas mesmo essa é relativamente perturbada pelo viaduto da Via do Infante e pelo ruído incessante do tráfego, que corrompe o silêncio da serra de forma quase insuportável. Na povoação, pode visitar a Igreja Matriz, que foi reconstruída depois do terramoto de 1755 e cujo arco da capela-mor está decorado com figuras humanas. Numa das casas também poderá descobrir uma interessante chaminé decorada do século XVIII.

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