Artigos

Moncarapacho05_486

Moncarapacho

Saia de Estói em direcção a Olhão, virando em seguida à esquerda, para Moncarapacho. A estrada está em bom estado, embora a paisagem, de matagal baixo, seja um pouco monótona. Chegado ao cruzamento à entrada de Moncarapacho, verá, à sua esquerda, uma grande olaria, onde poderá adquirir, se o desejar, diversos artefactos de barro típicos da região.

• Depois, dirija-se para o centro da povoação e visite o Museu Paroquial, que está indicado à esquerda. Neste museu estão expostos alguns artefactos arqueológicos, uma grande variedade de antigos utensílios agrícolas e inúmeras obras de arte e antiguidades diversas. Também estão presentes algumas curiosidades, como, por exemplo, um relógio antigo de caixa alta, da autoria de John Harrison, que é um dos quatro que existem em todo o mundo.

Nota: os visitantes são guiados por uma senhora que fecha a porta sempre que começa uma nova visita – por isso, não se admire se encontrar a porta fechada no horário normal de abertura. Em princípio, bastará ter um pouco de paciência e aguardar que a visita termine.

• Além do museu, também poderá visitar a pequena capela contígua, ricamente decorada com talha dourada e azulejaria tradicional. Encontram-se expostos vários objectos de arte sacra.

Local: Rua de Santo Cristo,
Moncarapacho.
Contacto: 289 79 21 91.
Horário: segundas, quartas e sextas, das11.00 h às 15.00 h.

• Também pode valer a pena, se a temática o interessar, dar uma vista de olhos na Igreja de Nossa Senhora da Graça. Depois de apreciar o portal, ornamentado por figuras finamente trabalhadas na pedra clara, entre e repare nas pinturas sobre pedra que decoram as colunas e abóbadas da igreja.

2

Museu Doutora Berta Cabral

Um pouco abaixo do local onde se situa a Igreja Matriz, não deixe de visitar este museu, que está instalado num bonito edifício do séc. XIII, que era, inicialmente, o Solar dos Aguilares, primeiros donatários de Vila Flor, e serviu mais tarde como Paços do Concelho, Repartição de Finanças e Posto da Guarda Republicana. A construção austera em granito é ornamentada com as armas reais na fachada principal, a flor de lis (símbolo da vila) e as armas dos Aguilares (duas águias).

No museu encontram-se expostas várias colecções, distribuídas por diversas salas: arte sacra, arqueologia, etnografia, pintura, máquinas de costura, numismática, louças e utensílios de cozinha, máquinas de escrever, instrumentos musicais e arte africana. São mais de 3 000 peças, provenientes de ofertas de habitantes do concelho e amigos da terra!
De forma que, no meio de tanta variedade, é quase impossível não encontrar algo que lhe interesse…

Local: Largo Doutor Alexandre de Matos, Vila Flor.
Contacto: 278 512 373.
Horário: das 10.00 h às 12.30 h e das 14.00 h às 17.30 h.
Encerra às terças e feriados.
Preço: gratuito.

f8d0a87e-b19e-4bd5-8bd3-fc6a5af7f60d

Museu de Aveiro

Se quiser visitar este museu, mas não lhe apetecer pedalar em piso inclinado, o melhor é deixar a buga num dos respectivos parques e subir, a pé, até à Catedral de São Domingos, um templo de fachada barroca. O museu está instalado nas imediações da Catedral, no antigo Convento de Jesus, mantendo-se alguns espaços da sua anterior condição conventual. Destacam-se o lindíssimo túmulo da Princesa Santa Joana, encomendado por D. Pedro II ao arquitecto João Antunes, e a bela talha dourada.
O museu exibe uma das mais importantes colecções de arte sacra do país, além de possuir outras secções interessantes. É de destacar também a biblioteca (de acesso reservado), que acolhe um espólio rico, dividido em dois núcleos: um, dedicado ao livro antigo, e outro, a publicações mais recentes, relacionadas sobretudo com a História Geral e a História da Arte. O museu também acolhe, frequentemente, exposições temporárias.

Local: Avenida de Santa Joana Princesa.
Contacto: 234 38 31 88.
Horário: terça a domingo, das 10.00 h às 17.30 h. Encerra à segunda e dias 1 de Janeiro, Sexta-feira Santa, Domingo de Páscoa, 1 de Maio e 25 de Dezembro.

• À saída do museu, aproveite para visitar também a Catedral de São Domingos, e não abandone estas paragens sem apreciar, no largo frontal, o bonito cruzeiro gótico-manuelino. Depois, continuando a andar para sul, chegará ao magnífico Parque Municipal, junto ao Estádio Mário Duarte. O espaço está bem arborizado e possui alguns recantos encantadores, como uma curiosa fonte que parece escavada na rocha. Os mais novos encontrarão, decerto, motivos específicos de interesse, algures entre o parque infantil e as gaiolas gigantes, que albergam várias espécies de aves. Aí perto, também poderá visitar a Igreja de Santo António e São Francisco. As duas capelas geminadas, construídas em homenagem aos dois santos, são o que resta do antigo Convento de Santo António, fundado em 1524.

• Regressando ao centro, sugerimos que esqueça a dieta por alguns momentos e prove uma especialidade da doçaria regional, como os ovos moles, em hóstia ou em barricas, considerados a imagem de marca de Aveiro.

monsaraz1

Em Monsaraz

Quem visita Monsaraz pela primeira vez, sobretudo se chegar a uma hora já tardia, tem frequentemente a impressão de que está num lugar perdido no tempo. Lá em cima, raramente se ouve a buzina de um automóvel, não há pessoas apressadas pelas ruas, nem anúncios luminosos a agredir-nos o olhar. Tudo parece imerso numa estranha paz. Tirando alguns grupos de turistas mais alvoroçados, a maioria das pessoas apenas sussurra e caminha calmamente sobre a calçada de xisto, como se estivesse num lugar sagrado. Talvez não seja por acaso que a colina está rodeada de menires e cromeleques, monumentos religiosos dos nossos antepassados. Seja como for, acaso ou não, a verdade é que, independentemente do que se possa ver ou visitar, Monsaraz vale a pena também pelo que transmite: um ambiente de grande serenidade, ideal para quem pretende fugir, durante uns dias, à agitação das grandes cidades…

• Normalmente, um pequeno passeio de uma hora é suficiente para fazer o reconhecimento dos pontos mais interessantes da povoação. Entrando pela Porta da Vila, onde se destaca a Torre do Relógio – pois a sua alvura contrasta bastante com o acastanhado da muralha – vire na primeira ruela, à esquerda. Depois, desça a Rua Direita. Chegará à Praça de D. Nuno Álvares Pereira, dominada pela Igreja Matriz de Santa Maria da Lagoa, um templo de estrutura renascentista. Lá dentro, encontrará o túmulo de Gomes Martins Silvestre, cavaleiro templário e povoador de Monsaraz. Em frente está o pelourinho e, do outro lado da praça, a Igreja da Misericórdia, mas esta não está aberta ao público. À esquerda, quando se está virado para a igreja matriz, ficam os antigos Paços da Audiência, hoje transformados em Museu de Arte Sacra. Entre outras coisas, este museu exibe um curioso fresco do séc. XV, onde estão representados o Bom e o Mau Juiz. O Bom Juiz empunha com determinação a vara recta da Justiça, enquanto o Mau Juiz, que tem um duplo rosto, segura uma vara quebrada.

Horário: segunda a sexta, das 14.00 h às 18.00 h; fim-de-semana, das 09.00 h às 18.00 h.

• Vá até ao extremo da Rua Direita, passando, eventualmente, pelo Posto de Turismo (contacto: 266 55 71 36). Chegará ao castelo, que impressiona pelo bom estado de conservação e pelo tom castanho-alaranjado da pedra. Já dentro do recinto, suba a escada de ferro e aprecie a antiga praça de armas. A magia é tanta que, ao pôr do Sol, até se consegue imaginar, sem esforço, que os antigos vigias ainda andam pelo passeio de ronda, perscrutando o horizonte…

• Saindo do castelo, faça o caminho inverso, desta vez pela Rua de Santiago. Já quase no final, encontrará o edifício da antiga Igreja de Santiago, hoje transformada num espaço cultural. Depois, despeça-se da zona amuralhada, passando novamente pela Porta da Vila. Daí avistará, em posição frontal, uma pequena ermida. Dirija-se para lá, descendo por uma estrada que passa pela antiga judiaria. Infelizmente, a Ermida de São Bento está em ruínas, pois foi votada a um total abandono. Mesmo assim, a deslocação vale a pena, pela perspectiva que daí se tem sobre a vila e pela magnífica vista sobre os arredores.

museu_terra_miranda

Museu Municipal da Terra de Miranda

Este museu foi fundado em 1982 na antiga Domus Municipalis, edifício monumental do século XVII que serviu de câmara e cadeia municipal e se encontra na Praça de D. João III. Aí estão expostos, em doze salas, os principais elementos culturais, etnográficos e artísticos desta região transmontana.

• Numa das salas, observam-se diversos objectos de uso quotidiano, do Paleolítico aos nossos dias, e algumas peças de arte sacra. Muito interessante é também a sala dedicada a instrumentos de caça, onde são apresentadas várias armas antigas e armadilhas, utilizadas, até há bem pouco tempo, na caça artesanal e furtiva, uma actividade importante na região.

• Finalmente, a sala das figuras rituais seria suficiente para justificar, por si só, a visita a este museu. Aí encontrará Farandulos, Chocalheiros e Cécias, que são algumas das figuras típicas que percorrem a terra de Miranda durante as festividades pagãs que decorrem todos os anos entre 23 de Dezembro e meados de Janeiro. Estas festas, cujas origens se perdem no tempo, estão intimamente relacionadas com os ritos de fertilidade e fecundidade e com o mito do eterno retorno.

Local: Praça D. João III.
Contacto: 273 43 11 64.
Horário: no Verão, de terça a domingo, das 10.00 h às 12.30 h e das 14.30 h às 17.45 h; no Inverno, de terça a sábado, das 10.00 h às 12.30 h e das 14.00 h às 17.30 h (ao domingo, fecha à tarde).
Encerra à segunda.

• Se decidir tomar aqui uma refeição, não hesite em experimentar a tradicional posta de vitela à mirandesa, acompanhada de azeite e batatas cozidas. Depois, quando puder voltar a andar, faça uma visita à zona onde fica a barragem. Ao longo da estrada multiplicam-se os locais de onde se pode obter uma óptima vista sobre o Douro.

parque aquatico fafe, parque aquatico de fafe, parque aquatico de fafe preços 2013, casa do penedo, burros, parque aquatico fafe preços, praias fluviais algarve, escapadelas baratas, parque aquatico fafe site oficial, parque terra nostra .