Artigos

54552479

A Rocha

Passe a Mexilhoeira Grande, visitando, eventualmente a Igreja Matriz, do século XVI e de estilo Renascença, mas com duas portas laterais manuelinas. Depois, continuando para sul, na direcção de Alvor, irá desembocar na EN 125. Atravesse com cuidado esta via e siga por uma estradinha que continua a via por onde veio, do outro lado da Escada Nacional. Ao fim de um quilómetro e trezentos metros, vire à direita e irá encontrar A Rocha, um observatório de aves do barlavento algarvio. Estão abertos ao público às um telefonema antes de aparecer.

• A Rocha é uma associação cristã internacional sem fins lucrativos, fundada por ingleses em 1986, que tem como principais objectivos promover o interesse activo pela conservação da natureza, proporcionando instalações para os visitantes interessados em estudar os ecossistemas do barlavento algarvio, sobretudo no que concerne à avifauna.

• A sede da associação está inserida num terreno com uma área de um hectare, onde existem pequenas lagoas e vegetação típica da região. Possui óptimas áreas para a observação de aves nas imediações e existem vários percursos pedestres já definidos para o efeito. Podem hospedar até 12 pessoas, mediante marcação prévia.

Local: Mexilhoeira Grande, Cruzinha.
Contacto: 282 96 83 80.
Preço: gratuito.

39411738

Faia da Pedra Amarela

Continue a pé pela estrada da direita, atravessando o ribeiro (normalmente, pouco profundo nesta zona) e seguindo em frente até ao fim do caminho. Depois, desça a encosta, contornando-a sempre para a esquerda. Vá com atenção, porque existem algumas setas brancas, pintadas sobre pedras bem visíveis, que indicam o melhor itinerário.

• No final, encontrará uma queda d’água, com várias dezenas de metros de altura, por onde o rio se precipita com violência, continuando o seu leito lá em baixo, por entre altas paredes de rocha. Localmente, chamam faia a uma queda d’água – daí o seu nome. Pedra Amarela refere-se à coloração dos líquenes que, como poderá ver, crescem um pouco por toda a parede rochosa. Apesar das dificuldades do trajecto (facilmente superáveis para quem esteja habituado a caminhadas na Natureza), o local é realmente muito bonito e merece bem o esforço. A extensão do percurso é de, aproximadamente, 2 quilómetros.

• Os mais afoitos, e que se encontrem em boas condições físicas, poderão continuar o percurso assinalado pelas setas, que passa por baixo da cascata e chega a um local denominado Poço do Pêro Negro.
Segundo reza a tradição, nas manhãs de São João, antes de nascer o Sol, viam-se, no fundo das águas escuras, teares a fiar ouro!
Trata-se de um percurso relativamente perigoso, que desaconselhamos a quem esteja acompanhado por crianças pequenas e não esteja habituado a estas “andanças”.

dscn14001

Rocha da Relva e Rocha do Cascalho

Logo a seguir ao miradouro, vire à direita por um caminho de terra. Ao fim de cerca de 500 metros, encontrará à esquerda o pequeno Miradouro da Vigia, num local mais isolado e com uma óptima perspectiva sobre a falésia costeira. Continuando pela mesma estrada, chegará a um logradouro onde poderá estacionar. A partir daqui, poderá dar início a dois agradáveis percursos pedestres, com cerca de dois quilómetros de extensão cada, que seguem até perto do mar, através de trilhos opostos sulcados na falésia. O piso está em bom estado e o caminho não é perigoso, mesmo para crianças, desde que se mantenham dentro do trilho. A praia é de calhau, mas pouco concorrida, como seria de esperar. A melhor opção será, talvez, levar um pequeno farnel para saborear à beira-mar antes de encetar a subida, sempre mais penosa, sobretudo se estiver um dia quente.

IMG_3755

Querença

Mantenha intacto o apetite desperto por este saudável exercício e, depois de passar por uma povoação com o nome sugestivo de Vale de Mulher, entre em Querença, onde poderá provar um dos melhores pratos serranos da região algarvia – o gaspacho. No entanto, para evitar traumatismos gastronómicos, é nossa obrigação esclarecer, a quem não o saiba, que o dito gaspacho mais não é do que uma espécie de sopa fria à base de tomate e pepino, que normalmente acompanha peixe frito ou assado no forno. Também já vai sendo tempo de provar uma boa aguardente de medronho, apanhado nos matagais da região e destilado nos tradicionais e insubstituíveis alambiques de cobre. Em Querença, poderá visitar a Igreja de Nossa Senhora da Assunção, com o seu portal manuelino. No largo da igreja existe um cruzeiro assente sobre uma rocha calcária. Mais abaixo, mas ainda no largo, encontra-se a única loja de artesanato da vila, com artigos de cestaria, bonecas, abanos de folha de palma, etc.

praia1

Olhos de Água

Continue para Amiais de Cima e, depois, para Amiais de Baixo. Aí, siga as indicações Santarém e Alcanena, voltando à esquerda quando vir placas dizendo Olhos de Água, Alcanena e, depois, Praia Fluvial. É em Olhos de Água que se encontram as nascentes do Rio Alviela, cujas águas são depois encaminhadas para consumo doméstico na região de Lisboa.

• Estacione o carro no largo, que fica junto a umas casas. Seguindo a pé, encontrará, à esquerda, a indicação Percurso Pedestre. Se gosta de uma boa caminhada, siga por aí; se preferir um passeio menos extenso, eis uma alternativa (caso tenha trazido uma lanterna de mão), que lhe permitirá usufruir apenas do essencial: continue em frente, pela estrada, e depois de passar a ponte sobre as nascentes, repare na garganta de escarpas altas, por onde corre um ribeiro que não se mistura com a água límpida das nascentes. Desse lado, veja como é fácil descer pelo canto direito, onde há uma pedra alta que vem quase até meio metro abaixo do muro. Desça para esse primeiro nível e, depois de tirar os sapatos, dê um pequeno salto para o ribeiro, evitando as zonas com mais algas. Depois, siga sempre pelo leito do ribeiro. O nível da água raramente lhe chegará à altura do joelho. Junto a um tanque, encontrará, à esquerda, a abertura de uma gruta, de onde procede o ribeiro. Suba, com cuidado, pela parede da direita, junto à entrada da gruta, e depois prossiga, com a ajuda da lanterna de mão. Continuando por esse patamar sobranceiro à garganta por onde corre a água, acabará por ter acesso ao próprio leito, a cerca de 100 metros da entrada da gruta. Repare nalguns morcegos que dormem pendurados no tecto da gruta, mas não os incomode!

• Saindo da gruta, siga pelo trilho que continua a subir a encosta e prossiga, até encontrar uma nova cavidade, à esquerda, que também comunica com o curso de água por onde passou. Continuando no mesmo trilho, irá ter a uma grande gruta, cujo chão de rocha está profundamente “lavrado” pela corrente. Existe um patamar lateral, que permite entrar profundamente na gruta e apreciar a paisagem de dentro para fora. Depois, pode voltar pelo mesmo caminho ou subir o morro à esquerda, quando vir um trilho bem marcado, e seguir sempre em frente até encontrar uma estrada de terra batida que desce até junto da praia fluvial, a escassas dezenas de metros da ponte onde iniciou o trajecto, que tem o pomposo nome de Caminho de Fátima.

Esta pequena aventura, desde que bem orientada por um adulto e sem descurar a vigilância, pode ser facilmente acompanhada por um adolescente, a partir dos 12 anos.

• Neste momento, é provável que lhe apeteça dar um bom mergulho na praia fluvial. Como verá, aí existe também um bom parque de merendas, campos de jogos, um restaurante e outras instalações.

• Após este período de merecido descanso, volte ao carro e, subindo até ao cruzamento onde virou para as nascentes, vire agora à esquerda, seguindo na direcção de Alcanena e, depois, de Pernes e Santarém.

Passando por Malhou, continue para Arneiro das Milhariças e Tremês. Repare no sino da igreja desta última aldeia, com uma espécie de chapéu-de-chuva em ferro.

parque aquatico fafe, parque aquatico de fafe, parque aquatico de fafe preços 2013, casa do penedo, burros, parque aquatico fafe preços, praias fluviais algarve, escapadelas baratas, parque aquatico fafe site oficial, parque terra nostra .