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Caldas de São Jorge

Depois de atravessar a barragem, continue pela estrada larga e quase sempre agradável que se lhe apresenta, até encontrar uma placa com a indicação Canedo, para a esquerda. Ao chegar a esta localidade, poderá visitar a Capela de Nossa Senhora da Piedade, um curioso templo, de forma hexagonal, dos princípios do século XVII, precedido por 12 cruzes, erguidas em Canedo, seguindo sempre pela estrada principal, encontrará uma placa de cor azul com a indicação Termas de São Jorge, destino ao qual chegará sete quilómetros depois. A povoação fica num vale rodeado de vegetação frondosa e tem um ar calmo e simpático. O complexo das termas envolve os balneários e um parque. Não sendo especialmente atractivo, este constitui, mesmo assim, um bom local para uma paragem. As crianças ficarão certamente satisfeitas ao ver o parque infantil que fica em frente às termas e mais ainda se puderem pedalar nas “gaivotas” pertencentes ao restaurante que fica do outro lado da estrada, junto ao ribeiro. O enquadramento é bastante agradável. Infelizmente, no entanto, a limpeza do local não é exemplar, pelo menos tendo em conta a altura em que passámos por lá…

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Parque Municipal do Sítio das Fontes

Para iniciar a descoberta da região, saia de Portimão em direcção a Lagoa e, ao fim de poucos quilómetros, vire à direita para Estômbar. Ali, siga a indicação Fontes, no caminho para Silves, e vá com atenção para não passar o cruzamento de uma estrada de terra, à esquerda, com uma tabuleta indicando o Sítio das Fontes.

• Estacione o carro no local adequado e siga depois o trilho, que o leva até um troço da ribeira com as margens consolidadas por muros de pedra sobreposta. No final, um açude com uma comporta, junto a uma nora, mantém o nível da água constante. Mais ou menos a meio existe uma ponte que permite não só ter acesso à outra margem, como também dividir a parte menos funda (para as crianças) da zona mais profunda, mediante uma comporta de madeira. Escadas também de madeira permitem entrar e sair da água com facilidade.

• A água cristalina deixa ver o fundo, coberto de seixos rolados. Se tiver curiosidade de ver de onde vem toda esta água, suba o ribeiro uma ou duas dezenas de metros e encontrará uma cavidade, de onde brota um jorro de água suficientemente abundante para alimentar esta piscina natural.

• À volta do ribeiro encontra-se um parque muito agradável, com mesas, bancos, caixotes do lixo, assador, lavabos… enfim, uma série de equipamento que lhe permitirá desfrutar plenamente deste espaço de lazer. Também existe um anfiteatro ao ar livre, onde, durante o Verão, acontecem espectáculos diversos. Por sua vez, um percurso de manutenção, bem assinalado, pode constituir um complemento bastante saudável para uma manhã bem passada. No cais, junto à nora, atracam ocasionalmente, durante a maré cheia, barcos com turistas que viajam de Silves até Portimão, explorando todos os recantos do rio Arade.

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Faia da Pedra Amarela

Continue a pé pela estrada da direita, atravessando o ribeiro (normalmente, pouco profundo nesta zona) e seguindo em frente até ao fim do caminho. Depois, desça a encosta, contornando-a sempre para a esquerda. Vá com atenção, porque existem algumas setas brancas, pintadas sobre pedras bem visíveis, que indicam o melhor itinerário.

• No final, encontrará uma queda d’água, com várias dezenas de metros de altura, por onde o rio se precipita com violência, continuando o seu leito lá em baixo, por entre altas paredes de rocha. Localmente, chamam faia a uma queda d’água – daí o seu nome. Pedra Amarela refere-se à coloração dos líquenes que, como poderá ver, crescem um pouco por toda a parede rochosa. Apesar das dificuldades do trajecto (facilmente superáveis para quem esteja habituado a caminhadas na Natureza), o local é realmente muito bonito e merece bem o esforço. A extensão do percurso é de, aproximadamente, 2 quilómetros.

• Os mais afoitos, e que se encontrem em boas condições físicas, poderão continuar o percurso assinalado pelas setas, que passa por baixo da cascata e chega a um local denominado Poço do Pêro Negro.
Segundo reza a tradição, nas manhãs de São João, antes de nascer o Sol, viam-se, no fundo das águas escuras, teares a fiar ouro!
Trata-se de um percurso relativamente perigoso, que desaconselhamos a quem esteja acompanhado por crianças pequenas e não esteja habituado a estas “andanças”.

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Santiago do Cacém

Siga para Ermidas do Sado, não sem antes parar junto à ponte, à saída de Lousal, para apreciar um singelo ribeiro com nenúfares e as margens forradas de juncos. Em Ermidas, vire à direita em direcção a Santiago do Cacém.

• Depois de passar o cruzamento à esquerda para Abela, atravessará uma pequena ponte. Vire à direita logo a seguir e depois desça até à margem do rio. O local é muito agradável durante o Inverno e a Primavera, quando o caudal é maior. No entanto, no Verão a água desaparece e as algas secas atraem nuvens de moscas bastante incomodativas.

• Seguindo sempre para Santiago, passará, pouco depois, por São Bartolomeu da Serra, onde poderá visitar a Igreja Paroquial, caracterizada por um cruzamento de vários estilos arquitectónicos. No interior, destaca-se, sem dúvida, a bela talha rococó.

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Lousal

Pegue no carro e saia da cidade, tomando a direcção de Santiago do Cacém. Atravessará uma paisagem agradável, com relevo moderado e arborização farta. Em alguns locais surgem, junto à estrada, maciços rochosos de pedra escura facetada. Do lado esquerdo da via, será acompanhado, por vezes bem de perto, por um ribeiro que só leva água durante os meses mais chuvosos e frios.

• Volte à esquerda quando vir a indicação Azinheira dos Barros e continue o caminho através de uma paisagem planícies ondulantes, salpicadas de azinheiras e sobreiros. Azinheira dos Barros é uma aldeia típica alentejana, de casinhas baixas, caiadas de um branco ouro que, nas horas de sol, até custa a encarar. Se é um apreciador deste género de arquitectura, pare um pouco o carro e dê uma volta a pé pela aldeia.

• Se prefere não circular em estradas florestais, siga agora até ao IO, que passa ali mesmo ao lado, e vire à direita no sentido do Algarve. Pouco depois, volte de novo à direita onde indicar Ermidas e Lousal. Se possui um veículo todo-o-terreno, pode virar à direita no fim da Azinheira dos Barros e seguir sempre em frente, até encontrar, à esquerda, uma guarita branca, perto de uma bomba de água manual. Vire aí à esquerda e siga pela estrada que passa junto ao campo de futebol. Atravessará uma paisagem de campos cerealíferos e eucaliptais. Seguindo sempre pela via da direita, terá de atravessar um pequeno ribeiro, que se transpõe facilmente, já que leva, normalmente, pouca água e o leito é firme. Repare na ponte do comboio, na barragem e nas ruínas industriais, um pouco mais acima, do lado direito. É para essa zona que deverá dirigir-se.

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