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Em Monsaraz

Quem visita Monsaraz pela primeira vez, sobretudo se chegar a uma hora já tardia, tem frequentemente a impressão de que está num lugar perdido no tempo. Lá em cima, raramente se ouve a buzina de um automóvel, não há pessoas apressadas pelas ruas, nem anúncios luminosos a agredir-nos o olhar. Tudo parece imerso numa estranha paz. Tirando alguns grupos de turistas mais alvoroçados, a maioria das pessoas apenas sussurra e caminha calmamente sobre a calçada de xisto, como se estivesse num lugar sagrado. Talvez não seja por acaso que a colina está rodeada de menires e cromeleques, monumentos religiosos dos nossos antepassados. Seja como for, acaso ou não, a verdade é que, independentemente do que se possa ver ou visitar, Monsaraz vale a pena também pelo que transmite: um ambiente de grande serenidade, ideal para quem pretende fugir, durante uns dias, à agitação das grandes cidades…

• Normalmente, um pequeno passeio de uma hora é suficiente para fazer o reconhecimento dos pontos mais interessantes da povoação. Entrando pela Porta da Vila, onde se destaca a Torre do Relógio – pois a sua alvura contrasta bastante com o acastanhado da muralha – vire na primeira ruela, à esquerda. Depois, desça a Rua Direita. Chegará à Praça de D. Nuno Álvares Pereira, dominada pela Igreja Matriz de Santa Maria da Lagoa, um templo de estrutura renascentista. Lá dentro, encontrará o túmulo de Gomes Martins Silvestre, cavaleiro templário e povoador de Monsaraz. Em frente está o pelourinho e, do outro lado da praça, a Igreja da Misericórdia, mas esta não está aberta ao público. À esquerda, quando se está virado para a igreja matriz, ficam os antigos Paços da Audiência, hoje transformados em Museu de Arte Sacra. Entre outras coisas, este museu exibe um curioso fresco do séc. XV, onde estão representados o Bom e o Mau Juiz. O Bom Juiz empunha com determinação a vara recta da Justiça, enquanto o Mau Juiz, que tem um duplo rosto, segura uma vara quebrada.

Horário: segunda a sexta, das 14.00 h às 18.00 h; fim-de-semana, das 09.00 h às 18.00 h.

• Vá até ao extremo da Rua Direita, passando, eventualmente, pelo Posto de Turismo (contacto: 266 55 71 36). Chegará ao castelo, que impressiona pelo bom estado de conservação e pelo tom castanho-alaranjado da pedra. Já dentro do recinto, suba a escada de ferro e aprecie a antiga praça de armas. A magia é tanta que, ao pôr do Sol, até se consegue imaginar, sem esforço, que os antigos vigias ainda andam pelo passeio de ronda, perscrutando o horizonte…

• Saindo do castelo, faça o caminho inverso, desta vez pela Rua de Santiago. Já quase no final, encontrará o edifício da antiga Igreja de Santiago, hoje transformada num espaço cultural. Depois, despeça-se da zona amuralhada, passando novamente pela Porta da Vila. Daí avistará, em posição frontal, uma pequena ermida. Dirija-se para lá, descendo por uma estrada que passa pela antiga judiaria. Infelizmente, a Ermida de São Bento está em ruínas, pois foi votada a um total abandono. Mesmo assim, a deslocação vale a pena, pela perspectiva que daí se tem sobre a vila e pela magnífica vista sobre os arredores.

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