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Mogadouro

Se viaja com crianças, sugerimos que as deixe gastar as energias matinais, brincando à vontade, durante algum tempo, no jardim que se encontra nas traseiras do edifício do tribunal. Depois, siga a pé até à parte alta da vila, passando pela Igreja Matriz e por um singelo pelourinho.

Lá em cima, encontrará as ruínas do Castelo Templário e uma Torre Sineira. Desfrutará também de uma excelente panorâmica dos arredores, sobretudo se os campos e o casario forem iluminados pelos primeiros raios do Sol nascente. Os vales, mais frescos, aparecem então repletos de nuvens baixas, como que coladas ao chão, assemelhando-se a rios de algodão.

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Rabaçal

Inicie a subida para Santa e depois para o Paul da Serra, por entre vinhas cultivadas em socalcos, bem protegidas da nortada e da maresia por paliçadas feitas com ramadas de urzes, armadas sobre os muros de pedra. Ao longo da subida, surgem zonas de charneca, com mato mais rasteiro. Há diversos caminhos florestais para explorar e, à beira da estrada, aparecem frequentemente zonas planas de erva rasa, onde pode estacionar e descansar um pouco, contemplando a bonita paisagem serrana que se eleva acima do tecto de nuvens.

• A cerca de 9 quilómetros de Santa, encontrará uma tabuleta indicando Fonte. De facto, do lado esquerdo da estrada há uma fonte debitando uma água de paladar agradável, mas gélida ao ponto de fazer doer os dentes. Pouco depois, chegará ao cruzamento de onde parte o caminho para a casa-abrigo do Rabaçal, onde poderá estacionar e iniciar um percurso pedestre, que será mais ou menos longo, dependendo do tempo de que dispuser e da sua forma física. Leve consigo umas botas antiderrapantes, um impermeável, uma camisola de lã e um bom farnel.

• Comece por fazer um passeio até à Lagoa do Vento. Se tiver dificuldade em encontrar a vereda que, entre as urzes, prossegue para a lagoa, peça aos guardas do abrigo de montanha que lho indiquem. É um percurso de dificuldade média, de aproximadamente 2 quilómetros, que se faz facilmente em cerca de uma hora, tendo depois de regressar pelo mesmo caminho. A lagoa está inserida num cenário muito bonito, por entre escarpas, vegetação abundante e quedas d’água.

• De volta ao início do percurso, bem perto da primeira vereda, encontrará outra que corre até ao Poço do Risco. É um passeio fácil, com cerca de mil metros em terreno plano, que leva pouco mais de um quarto de hora a percorrer. Há um pequeno miradouro, com vista para a queda d’água que se precipita a partir da Lagoa do Vento, cem metros mais acima, para dentro do Poço do Risco, através de uma parede rochosa repleta de densa vegetação.

• De regresso à casa-abrigo do Rabaçal, procure uma vereda com a indicação 25 Fontes. Descendo por esse caminho, encontrará uma levada, que deverá seguir na direcção contrária à que corre a água. Trata-se de um percurso fácil, mas em alguns locais a vereda é muito estreita e sem protecção, pelo que é preciso passar com algum cuidado, sobretudo se sofrer de vertigens ou se for acompanhado de crianças. Ao fim de cerca de uma hora, chegará a uma lagoa no meio de densa vegetação, à volta da qual caem pela parede rochosa várias nascentes – chegou às 25 Fontes. Também aqui terá de voltar pelo mesmo caminho.

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