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Castelo e Torre de Menagem

As muralhas do castelo, que ainda hoje podem ser apreciadas, foram mandadas construir por D. Afonso III, sobre os caboucos da antiga muralha romana. São poucos os vestígios que restam desta primeira fortificação – até nós chegaram apenas as portas romanas de Évora e de Avis. No início do séc. XIV, D. Dinis manda construir a magnificente torre de menagem, com quase 40 metros de altura. Para além do seu inegável interesse arquitectónico, que se pode admirar quer do exterior, quer no interior das três salas, distribuídas ao longo da subida, vale realmente a pena escalar os mais de 180 degraus, até ao topo da torre, de onde se pode observar, sem obstáculos, toda a paisagem circundante. Atente, por exemplo, no emaranhado de ruas que se estende a partir do castelo, ou na planície, que parece coberta de remendos.

Local: Largo Dr. Lima Faleiro.
Horário: castelo – Verão, das 10.00 h às 13.00 h e das 14.00 h às 18.00 h. Inverno, das 09.00 h às 12.00 h e das 13.00 h às 16.00 h. Torre de menagem – Verão, das 10.00 h às 12.30 h e das 14.00 h às 17.30 h. Inverno, das 09.00 h às 11.30 h e das 13.00 h às 15.30 h.
Preço: gratuito.

• Na Praça da República, repare na curiosa arcada manuelina, com os seus arcos todos diferentes, e no pelourinho manuelino. Ao fundo, encontra-se a Igreja da Misericórdia, inicialmente construída para albergar um açougue. Devido à sua qualidade arquitectónica, acabou por se dar outro destino ao edifício.

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Monsaraz

Depois da breve visita a Mourão, regresse a Monsaraz, não sem se deter, durante alguns minutos, no Cromeleque do Xarez, que fica a cerca de 200 metros da estrada, do lado esquerdo. É um recinto megalítico quadrangular, composto por 50 menires de granito, muitos deles quebrados. No centro, ergue-se um bloco de configuração fálica, com quase 4 metros de altura e 7 toneladas de peso. Mais uma vez, do sítio onde o cromeleque se encontra, vê-se perfeitamente Monsaraz, que aparece ao longe como uma colina sagrada, olhando para o céu. Será que foi nisso que pensaram os nossos antepassados?
Sagrada ou não, Monsaraz espera-o para um último momento antes da despedida. Num dos óptimos restaurantes que se encontram dentro das muralhas, talvez possa reflectir calmamente sobre tudo o que viu durante o percurso. Mas, atenção: Monsaraz deita-se cedo! Por isso, faça o possível para não chegar ao restaurante depois das 21 horas!

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Castelo Mendo

Continue na 324 até chegar ao cruzamento com a estrada secundária 16. Nessa altura, vire à direita e siga a indicação Castelo Mendo. Vá com atenção, porque a última tabuleta antes de chegar à aldeia está tão bem “disfarçada” que mal se dá por ela. A certa altura, o casario aparece do lado direito da estrada, incrustado num maciço granítico a cerca de 700 metros de altitude. Há-de reparar que, como acontece noutras localidades desta região, em Castelo Mendo tudo parece estar na mesma há vários séculos. A aldeia está completamente envolvida por muralhas medievais que, em conjunto com a sua localização, contribuíam para a tornar quase inexpugnável.

• Antes de entrar na zona que fica dentro do limite das muralhas, não deixe de prestar atenção ao Alpendre da Feira, ao Chafariz d’EI-Rei (ornamentado com as armas reais de D. Manuel I) e à Fonte Nova. Curiosamente, a Capela do Cemitério, que já existia em 1519, tem o pavimento interior revestido de seixos rolados. Ali próximo, no Outeiro das Oliveiras, encontrará o Calvário (séc. XIX), composto por cinco cruzes dispostas ao longo do caminho.

• As Portas da Vila estão guardadas por duas imagens de pedra, de origem celta, que se pensa representarem porcos ou javalis. Por sua vez, o pelourinho de gaiola (séc. XVI), com os seus 7 metros de altura, é um dos mais altos da Beira e fica num largo pavimentado com seixos rolados, tal como a referida Capela do Cemitério.

• No castelo, suba à torre de menagem e, ao apreciar a paisagem, repare na pequena azenha, junto ao rio. Quando acabar a visita ao castelo, pense na possibilidade de ir até essa azenha, onde, até há poucas décadas, era moído o trigo de toda a população. Para lá chegar, desça pela estrada que vai para Mesquitela. Passando umas amoreiras que ficam do lado direito, vire à esquerda e siga por uma vereda estreita que o levará ao rio. O caminho é fácil e tem vários trechos em calçada antiga. Repare nas estranhas inscrições gravadas sobre o portal da azenha. Preste atenção, também, à levada de pedra e à represa, que conduziam a água necessária ao funcionamento da mó. Depois, regresse à aldeia pelo mesmo caminho. Em alternativa, existe outro trilho, também em calçada antiga, que também o levará à aldeia, mas pela outra encosta do morro. Andando com calma, este passeio pode demorar cerca de 2 horas. Destina-se, sobretudo, aos que gostam de uma boa caminhada entre paisagens aprazíveis.

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Rocha da Pena

Saia agora de Alte, em direcção a Salir. Depois de passar Benafim, quando a estrada começa a descer, verá logo a Rocha da Pena enchendo o lado esquerdo do horizonte. Trata-se de um maciço rochoso que se destaca de todos os outros da região. Ao chegar a Pena, verá a indicação para a Rocha da Pena, povoação a partir da qual iniciaremos um excelente percurso pedestre, que pode atingir uma extensão de 5 quilómetros.

• O maciço rochoso é constituído por calcários muito duros que, ao longo do tempo, foram corroídos por processos físicos e químicos, dando origem a uma superfície marcada por sulcos profundos e algumas grutas. A escarpa, com cerca de 50 metros de altura, é encimada por um planalto com 2 quilómetros de comprimento, onde se encontram duas interessantes muralhas em pedra sobreposta, que se pensa remontarem à Idade do Ferro.

• Estas muralhas, construídas para defesa de povos primitivos, foram mais tarde utilizadas por mouros que se refugiaram naquele planalto durante a reconquista de Portugal pelo Rei D. Afonso III. A gruta onde consta que se refugiaram é, por isso, ainda hoje conhecida como Algar dos Mouros (um algar é uma gruta de entrada vertical, semelhante a um poço). No entanto, deve evitar explorar esta e outras cavidades que, provavelmente, encontrará pelo caminho. Por dois motivos: primeiro, porque a maioria exige conhecimentos e equipamento de espeleologia; segundo, porque ali repousam várias espécies de morcegos muito sensíveis à presença humana, como, por exemplo, o morcego-de-peluche e o morcego-rato-pequeno, ambos em perigo de extinção.

Com efeito, além do indiscutível valor paisagístico da elevação, a Rocha da Pena também apresenta uma grande riqueza biológica. Encontram-se aí mais de 390 espécies botânicas, muitas das quais aromáticas ou medicinais. A avifauna está representada por mais de 122 espécies, entre elas um casal de águias-de-bonelli. O coelho, o javali, a raposa e a gineta são alguns dos mamíferos que aí também se podem encontrar.

• O percurso pedestre que propomos está devidamente indicado e pode ter uma duração de 2,5 a 3,5 horas. Suba pela escarpa sul até um miradouro do lado norte e depois suba ao planalto, atravessando a muralha e apreciando a vista a partir do marco geodésico. Depois, contorne o cabeço até à Penina e regresse ao lugar da Rocha da Pena, onde existe um agradável fontanário que o ajudará a recompor as forças após a caminhada, bem como um bar-restaurante (encomenda prévia). Nunca será de mais lembrar que, ao efectuar o percurso, não deve sair dos trilhos, fazer fogueiras, colher plantas ou perturbar de qualquer forma os animais com a sua presença. Como marcas, deixe apenas as suas pegadas e, como recordação, leve apenas a memória de um bom passeio.

• Depois, continue o seu caminho em direcção a Salir, onde vale a pena dar uma rápida vista de olhos ao castelo, cujas muralhas de taipa são um dos poucos vestígios de fortificações muçulmanas em Portugal. Aí encontrará também um bom miradouro. Além disso, se é um apreciador de artesanato, talvez seja boa ideia visitar a única loja existente nesta zona, a Casa da Serra, no n.° 18 da Rua António Pinto Castelar (contacto: 289 48 92 99). Aí encontrará diversos objectos manufacturados típicos desta região.

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Castelo de Silves

De volta a Silves, faça uma visita ao castelo, de onde poderá apreciar toda a cidade. Logo à entrada, repare nas pedras avermelhadas que compõem as muralhas. Trata-se de um arenito vermelho, o grés de Silves, ao qual a luz amarelada do pôr do Sol confere uma coloração quase irreal.
O local onde se encontra o castelo foi ocupado desde a Idade do Ferro, depois pelos Romanos e, mais tarde, pelos Árabes, durante quase 5 séculos. Na zona norte encontra-se uma grande cisterna, de forma rectangular, o Aljibe. Trata-se de uma estrutura coberta por abóbadas, que abastecia de água grande parte da cidade. Mais para sul há a Cisterna dos Cães, uma espécie de poço onde foram encontrados diversos fragmentos de cerâmicas medievais, nomeadamente alcatruzes do tempo da ocupação islâmica.

Local: Rua do Castelo.
Horário: das 09.00 h às 17.00 h, no Inverno, ou até às 20.00 h, no Verão. Durante o Inverno, só o castelo é visitável; de Março a Setembro estão também patentes diversas exposições temporárias.

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