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Em Estremoz

Estremoz é uma das cidades mais cativantes do Alentejo. A zona velha, sobretudo, talvez por causa da muralha medieval que a cerca e da sua localização privilegiada, exerce uma atracção quase irresistível sobre os recém-chegados. Mas nós convidamo-lo a resistir, pelo menos inicialmente, pois Estremoz tem mais para oferecer. Assim, dirija-se primeiro ao centro da zona baixa, que é o Rossio Marquês de Pombal. Aí se realizam as grandes festas, as feiras e o mercado semanal. Em redor, concentram-se os principais estabelecimentos comerciais e alguns dos mais importantes edifícios administrativos da cidade.

• Quem entra por baixo, vindo da Rua Serpa Pinto, vê primeiro o jardim público, à esquerda, e, à direita, a Fonte das Bicas. Um pouco acima está o Lago do Gadanha, um dos poucos espaços com água da cidade. A estátua que se encontra no meio representa o deus Saturno, considerado, pelos romanos, o Senhor do Tempo. O nome Lago do Gadanha vem da foice que Saturno empunha; segundo a mitologia, ele usava-a para ceifar a vida dos homens. A seguir, vem o Largo dos Combatentes da Grande Guerra, antigo Rossio de São Brás. Em frente, um pouco sobre a esquerda, está a Igreja de São Francisco, uma das mais importantes da cidade. Lá dentro, o mármore está por toda a parte. E o mesmo acontece nos edifícios religiosos que rodeiam o Rossio Marquês de Pombal, como o Convento das Maltesas, onde funciona o Museu Rural da Casa do Povo, e a Igreja dos Congregados, que fica junto ao posto da PSP, do lado contrário à Igreja de São Francisco.

• O referido Museu Rural vale bem uma visita, pois mostra uma boa parte do que foi a vida nesta região há algumas décadas. Aí se encontram miniaturas das diversas divisões de uma casa, de artesãos nas suas ocupações, de eventos populares como festas ou procissões. Os materiais utilizados são múltiplos, com predominância para o barro (a tradição barrista de Estremoz é famosa) e a madeira. Um museu simples e modestamente apresentado, sem dúvida, mas muito interessante.

Local: edifício do Convento das Maltesas, Rossio do Marquês de Pombal.
Contacto: 268 33 25 41 (Posto de Turismo de Estremoz).
Horário: de segunda a sábado, das 10.00 h às 12.30 h e das 14.00 h às 17.30 h. Encerra aos domingos e feriados.

• Outro aspecto interessante de Estremoz reside nas antigas portas de entrada na cidade. Para as ver, é melhor ir de carro, pois ficam um pouco longe umas das outras. Não terá muita dificuldade em encontra-las, sobretudo se tiver consigo um mapa da cidade. Perto do Rossio, e sobre a esquerda quando se sai do Museu Rural, fica a Porta de Santo António; no sentido oposto, como quem vai para a Praça de Touros, encontrará a Porta de Santa Catarina, uma das mais bonitas; por outro lado, chegará facilmente à Porta dos Currais se, estando no Rossio, tomar a direcção de Elvas.

• A Porta de Évora é a entrada e saída mais importante da zona alta da cidade. No entanto, sugerimos que não entre por ela. Siga antes o seguinte trajecto: no Largo dos Combatentes da Grande Guerra, vá pelo Rossio Marquês de Pombal, tomando a via da direita. Passará junto aos típicos Restaurante Alentejano e Café Águia d’Ouro. No final da rua, há um cruzamento. Vire aí à direita, seguindo a placa que indica Pousada, referência que deverá manter. Passará pela Praça Luís de Camões, onde se encontra o pelourinho manuelino e, um pouco adiante, pela Torre das Couraças, antiga estrutura militar cuja principal função era proteger o poço de água que abastecia o castelo.

• Algumas dezenas de metros depois, a seguir a uma pequena subida, chegará à zona velha da cidade. Mas não vire logo à esquerda, na direcção do castelo. Vá em frente, de forma a contornar todo o bairro. Lá ao fundo, encontrará a Igreja de Santiago. Em frente, existe um largo com um miradouro, de onde se tem uma óptima vista sobre a planície. Do outro lado da igreja, parte uma das ruas mais típicas de Estremoz, a Rua Direita, que vai até ao Arco de Santarém, o qual dá acesso à zona do castelo propriamente dita. Mas, a não ser que prefira deixar o carro no largo em frente à igreja e fazer o resto do caminho a pé, sugerimos que continue a contornar o interior da muralha, fazendo “por fora” do bairro o trajecto até ao referido arco. Dessa forma, passará junto à Porta de Évora, anteriormente referida.

• Pelo Arco de Santarém, entra-se, como referimos, na zona da primitiva muralha e chega-se ao acolhedor Largo D. Dinis. À esquerda, fica o antigo palácio real (que alberga, actualmente, a Pousada da Rainha Santa Isabel) e a descomunal torre de menagem do castelo, com 27 metros de altura. A torre de menagem é visitável (a entrada faz-se pelas instalações da pousada) e, lá de cima, a vista revela-se grandiosa.

Também vale a pena entrar nas instalações da pousada, quanto mais não seja para beber um café. A decoração é sumptuosa e, apesar das modificações a que foi sujeito, o edifício conserva uma solidez que impressiona. É muito provável que aquelas pedras robustas tenham testemunhado episódios extremamente importantes da nossa História: a morte da Rainha Santa Isabel, em 1336; os encontros furtivos entre a Rainha D. Leonor Teles e o Conde de Andeiro, algumas dezenas de anos mais tarde; e a entrega do estandarte real a Vasco da Gama, em 1497.

• Junto à pousada, encontra-se a Igreja de Santa Maria, actual Igreja Matriz de Estremoz. O templo original foi construído a pedido de D. Sebastião, na segunda meta- de do séc. XVI. É um bom exemplo do estilo Renascença. Ao lado, fica a Galeria de Desenho, instalada nos antigos Paços de Audiência do rei D. Dinis (séc. XIV). Funciona, actualmente, como sala de exposições temporárias.

• Ainda no Largo D. Dinis, poderá fazer uma visita ao Museu Municipal de Estremoz. É um museu composto por nove salas, ligadas a temas diversos, entre os quais se destacam a barrística (com quase 500 peças), a etnografia e a arqueologia. Numa das zonas do museu funciona uma olaria, onde, entre outras coisas, é possível assistir ao fabrico dos tradicionais “bonecos de Estremoz”, em que predominam cores fortes, como o azul, o amarelo ou o vermelho.

Contacto: 268 33 92 00.
Horário: terça a domingo, das 09.00 h às 12.30 h e das 14.00 h às 17.30 h. Encerra às segundas e feriados.

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