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Vila_Nova_de_Milfontes

Percurso em Vila Nova de Milfontes

Este percurso parte de Vila Nova de Milfontes e segue pelo litoral alentejano, à descoberta das praias, falésias, flora e fauna locais, numa autêntica “cura de Natureza”. Depois, inflecte da Zambujeira para o interior, passando por vilas como São Teotónio e Odemira e, finalmente, pelo Pego das Pias, um pequeno paraíso escondido. Regressa depois, por São Luís, a Milfontes, para deitar um último olhar à costa, no privilegiado ponto de observação que é o Porto das Barcas.

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Maria Vinagre

Entrando na vila, siga em frente no cruzamento, no sentido da tabuleta que indica Baía dos Tiros. Irá ter à costa, onde encontrará vários trilhos que lhe permitirão fazer longos percursos a pé sobre as falésias, desfrutando de paisagens magníficas. Também passará por excelentes praias, bem abrigadas entre a falésia alta. A extensão do percurso escolhido dependerá apenas da sua preparação física e disponibilidade.

• Se preferir uma variante mais animada e original, vire à esquerda no último cruzamento antes de chegar à vila, onde existe uma paragem de camionetas. Siga por aí até encontrar um armazém com uma porta azul, a seguir a uma vivenda. Entre pela estradinha de terra entre estes dois edifícios, vire à esquerda no primeiro cruzamento, ao pé de umas casas velhas, e depois vá com atenção ao lado direito da estrada. Quando vir um lago com nenúfares, vire à direita e, seguindo a estrada da esquerda, irá passar junto a uma cerca com burros. Quando esta terminar, vire à direita até à primeira casa.
É aqui que alguns alemães organizam viagens a pé pela costa vicentina, na companhia de burros que carregam a bagagem. A duração das viagens é variável, assim como o preço estipulado. Para informações e preços, pode contactá-los através do telefone 282 99 52 45.

• Depois, saindo da região de Maria Vinagre e seguindo a EN 120, na direcção de Aljezur, vai passar por Rogil, uma simpática aldeia no alto de uma colina. Se nunca visitou um moinho, pode aproveitar a ocasião para o fazer, virando à esquerda junto da tabuleta que indica Moinho da Arreata.

• Existem nesta estrada muitos trilhos de terra batida que permitem o acesso à costa, mas o mau estado do piso recomenda muitas vezes o uso de um veículo todo-o-terreno. Se estiver convenientemente equipado, não deixe de os explorar. Mas nunca é demais recomendar prudência na aproximação da borda das falésias costeiras, que, nesta região, são muitas vezes constituídas por um xisto muito quebradiço.

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Porto Covo

Pegue no carro e saia da cidade, seguindo a marginal para sul, em direcção a cercal. Quando avistar as enormes chaminés da central da EDP, que surgem do lado esquerdo da estrada, vá com atenção, já que deverá voltar à direita, quando vir indicado São Torpes. Em breve, encontrará uma boa praia, embora aqui o mar seja um pouco mais agitado do que em Sines.

• Seguindo pela mesma estrada, passará por mais algumas praias, mais pequenas, algumas delas perfeitamente escondidas em apertadas baías, aconchegadas entre falésias altas. Por vezes, é preciso descer por longas escadarias construídas na rocha para ter acesso ao areal.

• Observe, do lado esquerdo da estrada, os restos de um antigo cordão dunar, ostentando uma flora rica, típica destas regiões arenosas. Depois, repare nos vastos campos cerealíferos, que vão surgindo entretanto, onde se avistam frequentemente diversas aves de rapina a caçar, aproveitando o vento para pairar sobre a planície.

• Antes de chegar a Porto Covo, passará por uma zona de grandes dunas, onde existe um óptimo parque de merendas com mesas, bancos e assadores. Todo o recinto está bem sombreado por enormes pinheiros e apresenta um aspecto limpo, podendo constituir uma boa opção para tomar uma refeição ligeira num local agradável.

• Pouco depois, entrará em Porto Covo, uma antiga aldeia piscatória, hoje mais vocacionada para o turismo. Mesmo assim, não deixa de ser uma localidade simpática e apetecível, com o seu casario baixo e uma boa praia, bem abrigada numa enseada.

O porto de abrigo está bem protegido, num canal onde só o mar vindo de oeste provoca alguma ondulação. Observe esta curiosa imagem, composta por pequenos barcos de cores garridas, fundeados no meio do canal apertado e entre falésias altas.

Zambujeira

Zambujeira do Mar

Voltando à povoação de Cavaleiro, siga em frente no cruzamento referido e, nos entroncamentos seguintes, vire sempre na direcção de Zambujeira do Mar. Se quiser, faça uma pequena paragem no Porto da Entrada da Barca, um pitoresco abrigo de embarcações de alguns pescadores da região, onde alguns restaurantes têm sempre bom peixe à disposição. Alguns quilómetros depois, chegará finalmente à Zambujeira. Tal como Vila Nova de Milfontes, a Zambujeira do Mar é uma antiga aldeia (agora, vila) de pescadores, alcantilada sobre as falésias. E também ela vive hoje mais do turismo que da faina da pesca. Nas ruas principais, que vão da zona do mercado em direcção ao Oceano, sucedem-se os restaurantes onde o cheiro a marisco predomina, tal como as lojas de artesanato, de gosto por vezes duvidoso. Mas a povoação é pacata e acolhedora e, lá de cima, junto à Capela de Nossa Senhora do Mar, o espectáculo da vista sobre a praia, as falésias e o mar interminável é imperdível. Mesmo que já esteja um bocadinho farto de vilas de pescadores e de falésias a pique sobre o mar, não se esqueça de que a parte seguinte do percurso abandona a costa. Por isso, detenha-se um pouco mais nesta vila que, quando não está “a abarrotar de turistas”, transmite uma agradável sensação de bem-estar.

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Covão da Ametade

Regressado à estrada principal, siga paralelamente ao Vale Glaciário do Rio Zêzere, através de uma paisagem de excepção. Ao chegar à parte de cima do vale, a seguir a uma curva apertada para a esquerda, encontrará o Covão da Ametade. Pare o carro na zona de estacionamento que aí se encontra e dê um passeio pelo parque, que fica encaixado entre falésias abruptas, onde as aves de rapina fazem os seus ninhos. O Rio Zêzere, ainda estreito, corre aqui por entre fileiras de árvores frondosas e pode ser atravessado por meio de pequenas pontes de madeira. Se tiver a sorte de visitar este local num dia em que não esteja muita gente, aproveite-o bem. O sussurrar das águas, o canto das aves, o verde dos prados e a imponência dos penedos deixam marcas inesquecíveis…

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