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Vila Ruiva

Em Vila Ruiva, é imprescindível fazer uma visita ao Insectozoo, que se encontra mesmo ao pé da Igreja Matriz de Nossa Senhora da Encarnação. Propriedade de João Pedro Cappas, este insectário vivo sob a forma de laboratório-museu acolhe, actualmente, várias colónias de insertos sociais, num total de vinte espécies de formigas, nove de abelhas e uma de vespas.

• Cappas construiu vários ambientes naturais, para que quem visite o museu possa observar a organização social destes fascinantes insectos e a forma como vivem o dia-a-dia: alimentação, rituais de morte e acasalamento, hierarquização social num mundo cheio de leis e segredos. Um dos formigueiros, que esteve 12 anos exposto na Fundação Calouste Gulbenkian (no Centro Artístico Infantil), exibe agora uma colónia com cerca de 2,5 milhões de formigas!

• As visitas são guiadas pelo proprietário do museu, que sabe como ninguém captar a nossa atenção, descrevendo todos os pormenores do que estamos a observar. Trata-se de um museu único no nosso país, que não deve deixar de visitar numa passagem por Vila Ruiva. As visitas devem ser previamente marcadas, à segunda-feira, pelo telefone 284 49 51 36. A visita é paga (cerca de 5 euros por adulto e 2,5 euros para estudantes até ao 9.° ano de escolaridade). A melhor altura para visitar o museu, por corresponder ao período de maior actividade dos insectos, é na Primavera e início do Verão.

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São Cucufate

As Ruínas de São Cucufate aparecem indicadas, um pouco adiante, do lado esquerdo da estrada. Trata-se de um importante vestígio da passagem dos romanos pelo Alentejo e terá sido a sede de uma exploração agrícola que poderíamos comparar ao tradicional “monte” alentejano. A estrutura das áreas de habitação, lazer, trabalho e templo ainda são facilmente identificáveis. A maior originalidade desta construção deve-se ao facto de ser a única de dois pisos (ainda visíveis) conhecida na Península Ibérica. Na Idade Média, o edifício principal terá sido utilizado como convento da Ordem Militar de Santiago.

Depois, passando por Vila de Frades, não deixe de provar o delicioso vinho da região, numa das vendas ou adegas tradicionais. Foi aqui que nasceu e morreu o ilustre escritor dos fins do séc. XIX, Fialho de Almeida, autor dos 3 volumes da obra Os Gatos, redigida na forma de crónicas panfletárias que fustigavam, sobretudo, os costumes da sociedade lisboeta do seu tempo.

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Vidigueira

Na Vidigueira, procure a Torre do Relógio, onde se encontra o sino que terá sido oferecido por Vasco da Gama, em 1520. Passe depois pela Cascata Armoreada, um fontanário ornamentado com rochas marinhas e encimado por um obelisco. Por fim, suba à Torre de Menagem, conhecida localmente como castelo, e desfrute da magnífica paisagem circundante. Junto da torre foi colocada uma janela manuelina, encontrada em Vila de Frades. Se quiser explorar melhor esta região, poderá contactar o Grupo de Amigos da Serra do Mendro (GAMA), tel. 284 43 60 73.

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Cromeleque dos Almendres

Regresse à estrada de alcatrão e, completando assim um desvio de cerca de 2 quilómetros, siga em direcção a Valverde, uma bonita vila de casas baixas tipicamente alentejana. Vá sempre pela rua principal até encontrar, aproximadamente a meio, à direita, o desvio para o Cromeleque dos Almendres. A estrada é boa, mas de terra batida, o que, com tempo seco, proporciona um generoso rasto de pó. Tenha consideração e abrande ao passar junto de eventuais ciclistas ou caminhantes.
O desvio desde Valverde até ao cromeleque totaliza, ida e volta, cerca de 13 quilómetros e pode constituir, juntamente com a Anta do Zambujeiro, um óptimo percurso para um passeio pedestre ou de bicicleta.

• Aproveite para ir observando os enormes sobreiros que se encontram perto da estrada, talhados à forma antiga, ou seja, de tronco principal curto e copa bem aberta. Actualmente, deixa-se crescer mais o tronco, para melhorar a rentabilidade da exploração da cortiça.

• Depois de atravessar a vila de Guadalupe, vire à esquerda. É preciso ir com atenção, porque a tabuleta que indica o cromeleque aparece de costas para nós! Chegado ao fim da estrada, deparará com um espectacular conjunto de menires, formando dois recintos megalíticos de forma vagamente elíptica. São 95 monólitos de diferentes formas e dimensões, desde pequenos blocos rudemente talhados a outros cilíndricos e fálicos ou de aspecto estelar. Embora permaneçam em aberto muitas questões sobre este tipo de monumentos, é possível que as teorias que os relacionam com o culto dos astros tenham algum fundamento. De acordo com os estudiosos, o Cromeleque dos Almendres terá sido uma construção de carácter plurifuncional, capaz de, durante cerca de dois milénios, organizar o espaço em termos físicos e psicológicos, hierarquizando e estruturando o território em seu redor.

• Se puder, visite este local “mágico” de manhã, bem cedo. Sente-se calmamente numa pedra, esperando o nascer do Sol, e aprecie, em silêncio, a beleza mística do local, inalando o ar fresco da manhã. Aproveite os primeiros raios solares para descobrir também, com a luz rasante, as inscrições talhadas pela mão dos homens pré-históricos na superfície de alguns dos monólitos.

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Portel

Já de regresso a Évora, pelo IP2, não deixe de fazer uma visita a Portel, uma simpática vila encimada por um castelo com um óptimo miradouro. Estacione o carro e dê um pequeno passeio, apreciando as ruas estreitas e a arquitectura característica da região. Talvez possa aproveitar para comprar algumas peças de artesanato, nomeadamente as engraçadas miniaturas de mobiliário. A cerca de 4 quilómetros, poderá visitar a Ermida de São Pedro, construída no topo de um cabeço de xisto, de onde se desfruta de uma panorâmica bem desimpedida dos arredores. Infelizmente, o local está repleto de enormes antenas de telecomunicações…