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Alte

Para sair de Paderne em direcção a Lentiscais, com destino a Alte, continue na rua que passa em frente à igreja e, quando começar a descer, vá com atenção, porque vai ter de virar numa ruela à direita. A estrada encontra-se num estado razoável de conservação e segue através de uma paisagem rural agradável. Em Lentiscais, vire à direita, para Esteval dos Mouros, e, um pouco adiante, avistará Alte, incrustada no meio da serra. Repare na localização do cemitério, à esquerda da vila, que lhe será útil como referência para encontrar, mais tarde, a Queda-d’água do Vigário.

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Rocha da Pena

Saia agora de Alte, em direcção a Salir. Depois de passar Benafim, quando a estrada começa a descer, verá logo a Rocha da Pena enchendo o lado esquerdo do horizonte. Trata-se de um maciço rochoso que se destaca de todos os outros da região. Ao chegar a Pena, verá a indicação para a Rocha da Pena, povoação a partir da qual iniciaremos um excelente percurso pedestre, que pode atingir uma extensão de 5 quilómetros.

• O maciço rochoso é constituído por calcários muito duros que, ao longo do tempo, foram corroídos por processos físicos e químicos, dando origem a uma superfície marcada por sulcos profundos e algumas grutas. A escarpa, com cerca de 50 metros de altura, é encimada por um planalto com 2 quilómetros de comprimento, onde se encontram duas interessantes muralhas em pedra sobreposta, que se pensa remontarem à Idade do Ferro.

• Estas muralhas, construídas para defesa de povos primitivos, foram mais tarde utilizadas por mouros que se refugiaram naquele planalto durante a reconquista de Portugal pelo Rei D. Afonso III. A gruta onde consta que se refugiaram é, por isso, ainda hoje conhecida como Algar dos Mouros (um algar é uma gruta de entrada vertical, semelhante a um poço). No entanto, deve evitar explorar esta e outras cavidades que, provavelmente, encontrará pelo caminho. Por dois motivos: primeiro, porque a maioria exige conhecimentos e equipamento de espeleologia; segundo, porque ali repousam várias espécies de morcegos muito sensíveis à presença humana, como, por exemplo, o morcego-de-peluche e o morcego-rato-pequeno, ambos em perigo de extinção.

Com efeito, além do indiscutível valor paisagístico da elevação, a Rocha da Pena também apresenta uma grande riqueza biológica. Encontram-se aí mais de 390 espécies botânicas, muitas das quais aromáticas ou medicinais. A avifauna está representada por mais de 122 espécies, entre elas um casal de águias-de-bonelli. O coelho, o javali, a raposa e a gineta são alguns dos mamíferos que aí também se podem encontrar.

• O percurso pedestre que propomos está devidamente indicado e pode ter uma duração de 2,5 a 3,5 horas. Suba pela escarpa sul até um miradouro do lado norte e depois suba ao planalto, atravessando a muralha e apreciando a vista a partir do marco geodésico. Depois, contorne o cabeço até à Penina e regresse ao lugar da Rocha da Pena, onde existe um agradável fontanário que o ajudará a recompor as forças após a caminhada, bem como um bar-restaurante (encomenda prévia). Nunca será de mais lembrar que, ao efectuar o percurso, não deve sair dos trilhos, fazer fogueiras, colher plantas ou perturbar de qualquer forma os animais com a sua presença. Como marcas, deixe apenas as suas pegadas e, como recordação, leve apenas a memória de um bom passeio.

• Depois, continue o seu caminho em direcção a Salir, onde vale a pena dar uma rápida vista de olhos ao castelo, cujas muralhas de taipa são um dos poucos vestígios de fortificações muçulmanas em Portugal. Aí encontrará também um bom miradouro. Além disso, se é um apreciador de artesanato, talvez seja boa ideia visitar a única loja existente nesta zona, a Casa da Serra, no n.° 18 da Rua António Pinto Castelar (contacto: 289 48 92 99). Aí encontrará diversos objectos manufacturados típicos desta região.

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Casa da Memória de Alte

Aqui encontrará vários artigos representativos do artesanato típico da região e, como o nome indica, várias recordações ligadas à povoação.

• Grande parte da exposição tem a ver com a preparação do esparto. Trata-se de uma planta silvestre que, em tempos, marcou económica e socialmente toda a freguesia. Primeiro, era demolhado nas ribeiras e, depois, posto a secar e pisado, durante horas a fio, com maços de madeira, nas ruas e largos da aldeia. As mulheres torciam-no em finas bracinhas, que eram comercializadas em Alte, Benafim e Loulé e mais tarde utilizadas para o fabrico de objectos de uso quotidiano, como sacos de rede, tapetes, cabos, etc.

• Na mesma Casa encontrará diversos brinquedos de pinho, bastante interessantes. Se gosta deste tipo de artesanato e dispõe de algum tempo, considere a possibilidade de ir até à Torre, que fica a poucos quilómetros a oeste de Alte. Aí poderá ver como se fabricam e até, se o desejar, adquirir alguns.

Local: Estrada da Ponte, 17.
Contacto: 289 47 86 66.
Horário: terças e quintas das 09.00 às 18.00 h; sextas e sábados, das 09.30 h às 12.30 h e das 14.00 h às 18.00 h; domingos e segundas, das 09.00 às 12.30 e das 14.00 h às 17.30 h. No Inverno, abre sempre às 09.00 h e fecha às 17.30 h.
Preço: gratuito.

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