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Castro Verde

A partir de Ourique, se quiser, ainda poderá fazer um desvio de cerca de 25 quilómetros à Barragem do Monte da Rocha, um óptimo lugar para pescar e praticar desportos náuticos. Nesse caso, tome a direcção Garvão, na rotunda à saída da vila. Se não, dirija-se a Castro Verde, onde chegará rapidamente tomando o IP2. Na vila, dirija-se primeiro à Praça da Liberdade, onde fica a conhecida “rotunda das ovelhas”. Alguns metros antes, à esquerda, encontra-se o Posto de Turismo (contacto: 286 32 07 00 – Câmara Municipal). Na rotunda, vire à direita. Chegará à Praça da República. Em frente, fica a Igreja de Nossa Senhora dos Remédios ou das Chagas do Salvador. Lá dentro, estão os óleos do pintor Diogo Magina (séc. XVIII), onde, de acordo com a lenda, está representada a visão que D. Afonso Henriques terá tido, na véspera da Batalha de Ourique. O mesmo tema é retomado nos painéis de azulejos da Basílica Real de Nossa Senhora da Conceição (Igreja Matriz de Castro Verde), que se encontra a apenas algumas dezenas de metros, junto ao Largo do Paço. É um templo imponente, do tempo de D. João V, e foi edificado sobre outro mais antigo, mandado construir por D. Sebastião. Além dos painéis de azulejos, merecem referência o tecto de madeira policromada e os altares revestidos de talha dourada. Por trás da basílica, existe um miradouro, com uma óptima vista sobre a típica paisagem de estepes de cereais que caracterizam esta zona, conhecida como Campo Branco.

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Fernão Vaz

A caminho do Castro da Cola, repare num desvio, à esquerda, para a aldeia de Fernão Vaz. Siga por aí, pois achamos que vale a pena conhecê-la, apesar de não ter nada de extraordinário: apenas algumas casas com chaminés típicas da região, palheiros, utensílios agrícolas e, muito provavelmente, galinhas e patos no meio da estrada. Mas é exactamente por isso que achamos que vale a pena. Por outro lado, mais ou menos a meio da aldeia, verá a indicação Anta. Não muito longe (a partir de determinada altura, terá de ir a pé), encontrará um monumento funerário do III milénio a.C, destinado a enterros colectivos.

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Castro da Cola

Depois, continue para o Castro da Cola. O acesso é bom, pois faz-se pela estrada que é utilizada para as romarias populares ao vizinho Santuário de Nossa Senhora da Cola e que se encontra, quase sempre, em estado razoável.

Como era de esperar, o castro fica no topo de uma colina, de onde se tem uma óptima vista sobre as redondezas, nomeadamente sobre o Rio Mira, que corre a apenas algumas centenas de metros. O povoado fortificado foi ocupado desde a Pré-História até ao séc. XIII, mas a maioria das estruturas datam, segundo alguns historiadores, da época islâmica. Ainda são perfeitamente visíveis a muralha principal, um estábulo, um forno, a cisterna e diversas habitações e arruamentos. Próximo do castro, na base da colina e junto à ermida do Santuário, fica o Centro de Interpretação, onde poderá obter diversas informações sobre o local (e restantes sítios pertencentes ao circuito).

Local: Centro de Acolhimento e Interpretação do
Castro da Cola.
Contacto: 286 51 62 59.
Horário do Centro Interpretativo: terça a domingo, das 10.00 h às 12.30 h e das 14.30 h às 17.00 h. Encerra à segunda e nos feriados de 1 de Janeiro, Sexta-Feira Santa, Domingo de Páscoa, 1 de Maio e 25 de
Dezembro.
Preço: visita gratuita.

Castro da Cola (povoado) Vista parcial das estruturas habitacionais  (2)

Circuito Arqueológico da Cola

Depois, regresse à EN 393 e siga sempre até chegar a Gomes Aires. Antes de entrar nesta povoação, vire à esquerda, na direcção de Santana da Serra. Alguns quilómetros depois, a EN 393 entronca no IO. Entre nessa via rápida com muita precaução, virando à direita, na direcção de Ourique. Circule no IO durante cerca de 7 quilómetros, até encontrar uma placa que indica Circuito Arqueológico da Cola, para a esquerda. Alguns metros depois, existe uma placa com algumas explicações sobre o circuito. Há diversos sítios com interesse arqueológico nesta zona, que incluem monumentos funerários, necrópoles e povoados, numa área com cerca de 15 quilómetros quadrados. É claro que poderá fazer o circuito completo, se o desejar, apesar de a acessibilidade de alguns sítios ser relativamente complicada. Aqui, sugerimos apenas a visita ao Castro da Cola, o povoado mais representativo, além de uma passagem pela aldeia de Fernão Vaz.

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Santa Clara-a-Nova

Saia de Almodôvar pela EN 393, na direcção de Santa Clara-a-Nova. Passados cerca de 8 quilómetros, chegará ao desvio para esta povoação, uma das mais antigas da região. E são exactamente os testemunhos do passado que nela se destacam, graças ao interessante museu etnográfico e aos vestígios arqueológicos que se têm descoberto nas redondezas.

• Não é difícil chegar ao museu, embora se possa passar muito perto sem se dar por ele, por ficar numa casa térrea em tudo semelhante às demais. Lá dentro, encontrará várias salas, que contêm um espólio riquíssimo das actividades tradicionais da região. Aí se encontra um pouco de tudo: roupas, colchas, utensílios caseiros, talhas, balanças e diversas miniaturas, entre as quais uma quinta e uma oficina de funileiro, ambas muito pormenorizadas. Para além da reprodução de uma cozinha típica da região nos finais do séc. XIX, foram também recriados espaços tradicionais, como a barbearia, a taberna, a escola e a casa do povo. São também exibidas algumas peças arqueológicas recolhidas nas redondezas.

Local: Estrada Municipal, 25, Santa Clara-a-Nova.
Contacto: 286 47 42 19 (Junta de Freguesia de Santa Clara).
Horário: no Verão (Junho a Setembro), de quarta a domingo, das 09.00 h às 12.00 h e das 14.00 h às 18.00 h. No resto do ano (Outubro a Maio), das 09.00 h às 13.00 h e das 14.00 h às 17.00 h, durante a semana, e das 09.00 h às 12.00 h e das 14.00 h às 18.00 h, aos fins-de-semana e feriados. Encerra sempre à segunda e terça-feira.
Preço: entrada gratuita.

• Perto de Santa Clara, existem também algumas zonas onde foram descobertos vestígios de antigos povoados que, muito provavelmente, remontam à Idade do Ferro. No entanto, as escavações estão ainda a decorrer e há pouca informação disponível sobre o assunto. Ao visitar os lugares, algumas pessoas podem ficar decepcionadas. Se, mesmo assim, tiver curiosidade em visitar o Castelinho, saia do museu em direcção ao centro de Santa Clara e, depois, siga a indicação Estação Arqueológica. À saída da povoação, tome a estrada de terra batida, em estado razoável, onde surge uma seta para Almarjão. Siga sempre por essa estrada, até encontrar uma placa metálica onde se distinguem, com alguma dificuldade, as palavras Estação Arqueológica. A partir daí, o acesso é bastante mau, pelo que é preferível estacionar (a não ser que tenha um “todo-o-terreno”). Algumas centenas de metros depois, encontrará um pequeno monte, com um antigo castelo. Infelizmente, como dissemos, não há ainda qualquer painel explicativo que ajude a interpretar os vestígios.