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Mourão

Volte a Reguengos e, na primeira rotunda, siga a direcção Mourão. Chegará novamente à Praça da Liberdade, onde deve voltar à direita e, depois, à esquerda. Continue em frente, sempre na direcção de Mourão. Entrará numa estrada tipicamente alentejana (a EN 266), rodeada de campos de cultivo, onde, ao fim da tarde, nos dias quentes, muitas cegonhas passeiam e procuram alimento. Se possível, vá devagar, procurando interiorizar a serenidade que é transmitida pela paisagem. Vinte quilómetros depois, chegará a Mourão. Actualmente, Mourão é uma terra sem muitos atractivos, mas, mesmo assim, vale a pena conhecê-la. Encontra-se dentro da zona de intervenção da Barragem do Alqueva e, por isso, sofrerá certamente grandes modificações nos próximos anos. Um pequeno passeio pela vila permitir-lhe-á, mais tarde, perceber as diferenças. Dirija-se, primeiro, ao castelo, passando pela Ermida de São Bento, um templo do séc. XVIII, antecedido por alguns cruzeiros de pedra de xisto. No castelo, suba ao passeio de ronda e aproveite para fazer o reconhecimento do horizonte: a vila de Monsaraz, o traçado do Guadiana, a estrada para Atalaia das Ferrarias, o espelho de água da Albufeira de Mourão. Saindo do castelo, dê uma vista de olhos à Igreja de Nossa Senhora das Candeias, mesmo ali ao lado. Finalmente, vá até ao centro da vila, a Praça da República, onde encontrará um agradável jardim. No caminho, não se esqueça de reparar nos Passos da Via Sacra.

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Barragem do Maranhão

Para desfrutar de uma paisagem mais selvagem, dirija-se à barragem propriamente dita. Ao sair da zona do clube náutico, vire sempre à direita. Depois de passar por Pisão, volte novamente à direita e depois siga a indicação Barragem do Maranhão. Atravessará uma paisagem muito agradável, que não se costuma associar à planície alentejana. Depois de passar sobre o paredão, estacione à sombra das árvores e aprecie a magnífica paisagem, dominada por escarpas que quase lembram alguns troços do Rio Douro.
À beira da estrada, existe uma tabuleta indicando um percurso pedestre. Trata-se de um percurso difícil, com cerca de 17 quilómetros, que se faz numa manhã ou numa tarde. Atravessa uma zona de montado e segue ao longo do vale da Ribeira de Seda, incluindo várias paragens, assinaladas pelas tabuletas: Albufeira do Maranhão, montados de azinho, misto e de sobro, vertente do vale da Ribeira de Seda, afluentes da Ribeira de Seda, Monte de São Martinho, Monte do Serrado, arrozais e Monte da Ordem. É uma hipótese a considerar, mas apenas por quem tiver uma boa preparação física.

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Messejana

Ainda dentro do tema da arquitectura alentejana, poderá visitar, a cerca de 12 quilómetros de Aljustrel, a simpática vila de Messejana. Ao chegar, deparará com uma série de casinhas brancas, quase todas debruadas a azul, alternando aqui e ali com casas de passado nobre. Subindo à Igreja Matriz, que infelizmente se encontra num estado de ruína evidente, conseguirá observar a paisagem que se estende em todas as direcções.

Mas o elemento mais curioso da freguesia situa-se fora da vila, no alto de um monte que se avista da Igreja Matriz – a Igreja de Nossa Senhora da Assunção. Mandada construir por emigrantes regressados do Brasil, como forma de agradecimento pelo sucesso económico alcançado, o edifício assemelha-se mais às construções da Baía e de Ouro Preto do que propriamente aos outros templos que se encontram pelo Alentejo fora. Infelizmente, este é mais um exemplo do abandono a que os monumentos do nosso país estão, por vezes, votados. Para piorar a situação, a via que dá acesso à igreja também não se encontra nas melhores condições, bem pelo contrário. Por isso, se não tiver um veículo todo-o-terreno ou se simplesmente não tiver um interesse particular por arquitectura religiosa, o melhor é esquecer esta visita.

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Em Grândola

Perto da entrada norte da vila, repare no Memorial ao 25 de Abril, um enorme painel de azulejos com a letra e a música de Grândola Vila Morena, canção emblemática de Zeca Afonso que serviu de sinal para as forças militares darem início, em conjunto, às manobras da Revolução dos Cravos.

• Depois, visite o Jardim Municipal (entre a Avenida António Inácio da Cruz e a Rua D. Ana Luísa da Cruz Costa), onde poderá dar um passeio agradável sob a sombra do arvoredo frondoso. Para além de ser um espaço agradável e bem cuidado, possui um bom retiro para merendas, equipado com mesas e bancos à sombra, água corrente e instalações sanitárias. É também uma boa alternativa para os mais novos, possuindo um parque infantil, para além de um lago e uma gaiola enorme com diversas espécies de aves, que poderão constituir, eventualmente, outro ponto de interesse.

• Ao lado do jardim, há diversos estabelecimentos com boas esplanadas, onde poderá tomar um café, aproveitando ao máximo o sossego muito característico de uma vila alentejana.

• Dê um passeio pelo núcleo tradicional da vila, apreciando o casario baixo de paredes caiadas e ornamentadas com rodapés altos em ocre ou azul. Na zona mais antiga, visite a Igreja Matriz e observe o retábulo-mor, ricamente decorado, revestido a talha dourada e azulejos, onde se destaca o frontal do altar das almas. Aprecie também a pintura maneirista de Fernão Gomes sobre o tema do Pentecostes.

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Flor da Rosa

Nas proximidades do Crato, também poderá visitar a povoação Flor da Rosa, seguindo as placas que indicam Alpalhão e Mosteiro. Ao chegar a Flor da Rosa, dirija-se primeiro ao Posto de Turismo, na Rua do Mosteiro. Aí, para além de informações importantes sobre o concelho, poderá visitar a reconstituição de uma casa alentejana típica, com uma cozinha e um quarto antigos, e uma mostra de trajos da região. No fumeiro, procura-se explicar aos mais novos (e não só…) como era viver no campo sem electricidade.

• Aqui poderá também alugar bicicletas, disponibilizadas por uma empresa privada, e percorrer a zona, visitando, por exemplo, os pontos de interesse megalítico que se encontram espalhados um pouco por todo o concelho.

• Além disso, se estiver interessado no artesanato da região, poderá obter informações sobre algumas oficinas de olaria de Flor da Rosa, que ainda estão em laboração utilizando os métodos tradicionais. Poderá não só acompanhar o processo de fabrico, mas também adquirir algumas peças de carácter utilitário, consideradas excelentes pela forma como conservam a água fresca ou pela sua resistência ao fogo.

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