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Praia

Saia de Carapacho tomando a direcção de Santa Cruz e Praia. Pouco depois, passará por um farol junto de um antigo posto de vigia da baleia. Nos tempos em que se caçavam baleias nos Açores, homens experientes sentavam-se horas a fio dentro destas vigias, perscrutando o horizonte com potentes binóculos. Quando avistavam uma presa, largavam alguns foguetes que, além de alertarem para a sua presença, também davam informações sobre a zona da costa em que se encontrava. Muitos postos de vigia foram recuperados e alguns vigilantes, agora já idosos, mas ainda com “olho de águia”, continuam em funções, contribuindo para o florescente negócio do Whale Watching, ou seja, a observação de baleias.

• Chegado a Praia, encontrará o melhor areal da ilha numa baía abrigada e com todas as infra-estruturas balneares. Ao lado, existe um porto, onde poderá testar a sua habilidade na arte da pesca, com a vantagem de a água cristalina lhe proporcionar uma boa visão do desenrolar dos acontecimentos.

• Mesmo em frente à vila, avista-se o Ilhéu da Praia, habitado por uma colónia de garajaus (andorinhas-do-mar), que aí nidifica. Por essa razão, o espaço foi classificado como área protegida, sendo o acesso de pessoas devidamente controlado.

Nota: Quando tomar banho nas costas açorianas, evite o contacto com pequenas medusas (alforrecas) de coloração rosada, chamadas águas-vivas. Ao contrário das grandes alforrecas, praticamente inofensivas, que aparecem no continente, esta espécie pode provocar queimaduras dolorosas. Mais perigosas são as chamadas fisálias ou caravelas-portuguesas, que têm um flutuador à superfície que, de longe, parece uma garrafa de plástico vazia. Sob a água, estendem-se longos tentáculos transparentes, que podem provocar queimaduras graves ou mesmo síncopes, em casos mais graves.

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