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Parque Natural do Alvão

Saia da cidade, tomando a direcção de Ferreiros, Lordelo e Borbela. Alguns quilómetros adiante, começarão a surgir indicações para Lamas de Olo e Parque Natural do Alvão. Passando Borbela, entrará numa magnífica paisagem, de serrania a perder de vista.

• À saída de Relva, passará por um pinhal denso, do lado direito da estrada. Repare na forma de aproveitamento da resina: antigamente, recolhia-se em potes de barro; hoje, utilizam-se sacos de plástico, devido à necessidade de reduzir custos.

• Durante a subida para a serra, não desdenhe a paisagem, que varia da ampla panorâmica serrana a um pequeno bosque sombrio ou a um retorcido regato. E, se viajar durante a Primavera, terá o privilégio de assistir ao inesquecível espectáculo dos campos revestidos de vários tons de verde, salpicados do amarelo da carqueja e da giesta-das-vassouras, do avermelhado das urzes e do branco das giestas-brancas.

• Ao fim de cerca de 12 quilómetros, passará pelo café-restaurante A Cabana, com o seu telhado de colmo. Ao lado encontra-se um bosque denso, onde sabe bem parar um pouco durante as horas mais quentes do dia; em volta, pastam vacas da raça barrosã, típica desta região. É a altura ideal para inspirar calmamente um pouco de ar campestre…

• Cerca de um quilómetro depois, surge, subitamente, uma barragem do lado esquerdo da estrada: trata-se da Barragem Cimeira. A paisagem que envolve este grande corpo de água situado em pleno planalto é extraordinária. No entanto, a lagoa está vedada em todo o perímetro e não é permitido tomar banho.

• Passadas algumas centenas de metros, verá outra barragem (a Barragem Fundeira), um pouco mais pequena, mas não menos bonita que a primeira. Nessa altura, estacione à beira da estrada ou, então, volte para a esquerda quando vir uma estradinha de terra batida, que vai até perto da água. Aqui já se pode tomar banho, enquanto se desfruta de um panorama igualmente extraordinário. Também poderá fazer um pequeno passeio, ao longo de todo o perímetro da barragem. E, se lhe agradar a ideia, não hesite em alargar a caminhada até à primeira barragem. Encontrará vários pequenos lagos e morros pedregosos que se escalam facilmente e lhe permitirão aceder a novos pontos de vista. O caminho é fácil, sempre plano, e tem uma extensão total de cerca de 3 quilómetros.

• Continue caminho pela mesma estrada. Quando vir, do lado direito, um painel do Parque Natural do Alvão, estacione e aproveite para ler as informações sobre esta zona protegida e respectiva sinalética. Uns 20 metros abaixo, uma tabuleta indica Panorama. Siga o trilho. Quando tiver andado cerca de 50 metros, encontrará um miradouro, de onde poderá observar a excelente paisagem circundante, e um novo painel interpretativo, onde figuram algumas das espécies de fauna e flora da região.

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Museu de Vila Real

Neste museu encontrará algumas peças arqueológicas e uma fabulosa exposição de numismática, muito bem apresentada. Possui uma colecção bastante extensa de moedas romanas, gregas, cartaginesas, entre outras, desde o ano 450 a.C. até aos princípios do séc VIII. Diversos painéis fornecem informações sobre as principais rotas comerciais daqueles tempos e sobre os locais onde as moedas terão sido cunhadas. Uma interessantíssima viagem no tempo!

Local: Rua do Rossio.
Contacto: 259 32 57 30.
Horário: de terça a sexta, das 10.00 h às 12.30 h e das 14.30 h às 18.30 h. Sábados e domingos, das 14.30 h às 18.30 h.
Preço: gratuito.

• Finalmente, quem chega pelo IP4, vindo do Porto, encontra, à entrada do centro urbano, algumas lojas de artesanato e uma oficina de olaria, onde são modeladas diversas peças de barro, cuja tradição vem de Bisalhães, uma povoação que fica perto de Vila Real. A pedra de barro é triturada e cuidadosamente peneirada, de modo a aproveitar-se apenas um pó fino que, depois de humedecido, pode ser moldado da forma convencional. Mas o segredo da coloração negra da olaria de Bisalhães está no forno e nos métodos de cozedura utilizados. O forno é constituído por um buraco na terra, onde as peças são colocadas sobre o fogo, em cima de uma grelha metálica. Todo o forno é “abafado” com um pouco de caruma e terra, facto a que se atribui a coloração negra (e não vermelha) que as peças adquirem. A cozedura dura cerca de 24 horas.

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Dornelas

Depois, saia de Lamas de Olo, tomando a direcção de Anta e Ribeira da Pena. À saída, repare ainda na antiga ponte e no açude, à esquerda, onde apetece descansar ao som do marulhar da água corrente.

• Passados alguns quilómetros, volte para a direita quando vir indicado Dornelas. À entrada da aldeia, atente bem no cruzeiro, à esquerda, que se encontra coberto de líquenes. Os líquenes resultam da associação de algas e fungos. Como são muito sensíveis à poluição atmosférica, a sua presença é considerada um bom indicador da pureza do ar. Não se coíba, portanto, de encher bem os pulmões deste puro ar serrano!

• A visita a Dornelas vale a pena, sobretudo, pela grande quantidade de casas que ainda ostentam a traça tradicional e pela magnífica paisagem do vale. No entanto, a população já é muito reduzida e o facto de ser composta, essencialmente, por pessoas muito idosas parece indicar que estará votada ao abandono dentro de poucos anos.

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Parque de lazer

Continue na direcção de Ribeira de Pena. Quando a zona começar a tornar-se muito arborizada, encontrará, do lado esquerdo da estrada, a indicação Parque de Lazer. Como poderá constatar, este está muito bem equipado, pois dispõe de um parque infantil, mesas, bancos, grelhadores, água corrente e instalações sanitárias. Além disso, trata-se de um lugar de beleza excepcional, ideal para um calmo piquenique a dois ou em família, à sombra de um denso bosque de pinheiros, carvalhos e outras árvores de grande porte. É também um óptimo ponto de partida para os que se deixarem cativar pela ideia de fazer algumas caminhadas exploratórias pelos muitos trilhos existentes.

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Ponte romana

Pouco depois, volte para a direita, quando vir a indicação Ponte. Passado cerca de um quilómetro, encontrará um pavimento constituído por enormes lajes de pedra.

Se quiser ver a ponte romana, aconselhamos a que deixe aí o carro e continue a pé. Este troço de estrada é, provavelmente, de origem romana e perguntamo-nos se terá sido arranjada desde essa altura até aos nossos dias. A ponte é muito bonita e insere-se numa paisagem muito agradável, onde apetece ficar durante algum tempo a ver passar o rio, por baixo dos álamos que o bordejam.