Cascata

Percurso em Vieira do Minho

Este percurso tem como ponto de referência Vieira do Minho, uma vila antiga e rica em tradições, protegida pela Serra da Cabreira.
Depois, o itinerário vai-se desenvolvendo pela zona leste do Parque Nacional da Peneda-Gerês, onde ainda se podem encontrar alguns dos mais belos cenários naturais do país e encantadoras aldeias históricas. Aqui, vale a pena deixar o tempo correr…

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Agra

Depois de, eventualmente, visitar ainda uma interessante oficina de alambiques e outros objectos de cobre, saia de Rossas em direcção a Agra. A paisagem, inicialmente constituída por campos de cultura, vai adquirindo, aos poucos, uma magnífica fisionomia serrana. Pelo caminho, passará por enormes penedos arredondados, que parecem prontos a resvalar para a estrada a qualquer momento.

• Chegado a Agra, estacione o carro e visite demoradamente esta belíssima aldeia típica, que se encontra relativamente bem preservada. Repare especialmente nos espigueiros e nas levadas de pedra. Na parte baixa, junto ao rio, também existem alguns moinhos.

• Depois, saindo de Agra e prosseguindo na mesma estrada, encontrará, cerca de 2 quilómetros adiante, uma ponte antiga e um moinho, inseridos numa paisagem lindíssima; é o sítio dos Moinhos do Ave. Na encosta de uma das margens, existe um parque de merendas, com mesas e bancos de pedra sob a sombra generosa de grandes árvores. O rio, com uma água transparente como o vidro, convida a saborear a sua frescura nas alturas de maior calor. Atravessando a estrada e acompanhando o curso do rio, que forma pequenas cascatas em diversos pontos, encontrará outros moinhos.
Aos apreciadores de caminhadas, sugerimos que deixem o carro junto da aldeia de Agra e percorram, a pé, a estrada que leva aos moinhos.

• Continuando o percurso, encontrará, antes de chegar a Vilar Chão, uma ponte romana de um só arco, muito elegante. Passado Vilar Chão, siga por Pinheiro e, nesta localidade, tome a direcção de Parada Velha. Seguindo pela estrada florestal que se encontra junto ao campo de tiro – que liga Pinheiro a Ruivães – encontrará a Necrópole Megalítica do Chão de Gandas. Esta consiste num característico conjunto de monumentos do tipo “mamoa”, com algumas gravuras rupestres talhadas na rocha. No entanto, as inscrições já estão muito apagadas, de forma que, se não for um apaixonado pela arqueologia, talvez não valha a pena perder muito tempo à procura desta antiga necrópole.

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Vieira do Minho

Experimente começar a manhã com um pequeno passeio pelo jardim que se encontra na Praça Guilherme de Abreu, junto ao edifício da Câmara Municipal.
Aí encontrará agradáveis esplanadas para tomar o pequeno-almoço, caso ainda não tenha tido oportunidade para isso. Perto do edifício da Delegação Escolar, existe um parque infantil muito bem equipado, onde também as crianças poderão começar o dia da melhor maneira. Aproveite para reparar no bonito fontanário que aí se encontra…

• Se se interessa por artesanato, poderá visitar o estabelecimento Rurália, na Praça do Bombeiro Voluntário. Aí encontrará, sobretudo, bordados tradicionais, cestos, tecelagens e artigos de cobre (contacto: 253 64 86 69).
Perto, existe outro parque infantil, mais pequeno do que o anterior, onde as crianças poderão ficar entretidas enquanto os adultos fazem algumas compras.

• Outro local interessante de Vieira do Minho é o Parque Florestal, que fica do outro lado da vila (não muito longe da Praça Guilherme de Abreu). É o local ideal para um longo passeio a pé pelos arruamentos ladeados por um arvoredo denso, que transmitem uma agradável sensação de paz e tranquilidade. Se quiser tomar consciência da enorme quantidade de aves que utilizam este bosque, propomos-lhe que pare durante alguns instantes, feche os olhos, de modo a aguçar a audição, e conte a incrível variedade de cantos que é possível ouvir.
No cimo do parque, junto às casas dos Serviços Florestais, encontrará dois espigueiros de traça típica da região, com muito bom aspecto.

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Gerês

Depois de passar Ventosa, volte à direita quando vir a indicação Gerês. Inicia-se aí a descida que o levará até à albufeira e ao Rio Cávado, que atravessará utilizando duas pontes, antes de subir à vila de Gerês. De ambas as pontes, desfrutará da magnífica paisagem que se estende ao longo do vale. Mais adiante, se quiser, poderá fazer uma paragem em Vilar da Veiga, e alugar um barco ou uma “gaivota” (pequeno veículo aquático com pedais) para um passeio pelas águas tranquilas do rio.

• Chegando a Gerês, vale a pena visitar o Parque das Termas. O local está densamente arborizado e o seu traçado acompanha durante algum tempo o Rio Gerês, que, aqui e ali, forma cascatas e fundões. Os diversos arruamentos permitem circular facilmente por todo o parque e apreciar convenientemente a sua beleza. Como seria de esperar, o parque dispõe de bancos e mesas, onde sabe bem descontrair durante algum tempo ou fazer um pequeno lanche. Também é certo que as crianças apreciarão o parque infantil e os adultos, a piscina. Para os que não gostam de tomar banho em locais mais “selvagens”, é altura de aproveitar…

Horário: todos os dias, de 1 de Maio a 31 de Outubro (se possível, evite os meses de Julho e Agosto, devido à grande afluência nessa altura do ano).

• Quando sair do Gerês, siga na direcção da Portela do Homem, pela EN 308-1. Passado algum tempo, passará por outro parque de merendas, também muito bem equipado e instalado no meio de um bosque denso.
Dispõe de várias fontes, que jorram, gratuitamente, a excelente água da região. No caso de não ter podido aproveitar as óptimas condições do Parque das Termas, tem aqui uma alternativa à altura…
Entretanto, se não se importar de fazer um desvio de cerca de 10 quilómetros, volte à direita quando vir a indicação Cascata da Fonte do Arado. Como poderá confirmar por si mesmo, trata-se de um autêntico festival para os sentidos!

• Neste ponto, não podemos deixar de chamar a atenção para a necessidade de conduzir com algum cuidado, porque a estrada por onde passa o percurso nesta fase é muito inclinada, estreita e com curvas um pouco traiçoeiras, que, nalguns casos, aparentam ser menos apertadas do que realmente são. Além disso, não deve esquecer a possibilidade de se cruzar, a qualquer momento, com um veículo que venha no sentido inverso.
Por essa razão, não pare à beira da estrada (apesar de esta passar por diversos ribeiros e fontes) ou, se tiver de o fazer, seja muito prudente!

• Mais tarde, já depois de Portela de Leonte, atravesse devagar a Mata de Albergaria, com os seus bosques densos sulcados por inúmeros ribeiros. A utilização desta zona está muito limitada, para sua própria defesa.
Volte para a esquerda quando vir a indicação Vilarinho das Furnas e siga por essa estrada de terra batida, mas em bom estado, que passa pela antiga estação de truticultura. Ali perto, no rio, existem óptimos locais para fazer uma paragem de descontracção e até, quem sabe, tomar um banho refrescante…

• Neste ponto, a estrada volta a acompanhar o rio (neste caso, o Rio Homem), vislumbrando-se, por entre a folhagem, vários locais de acesso relativamente fácil.
As copas das árvores fecham-se em túnel sobre a estrada, cobrindo tudo com uma luz difusa e esverdeada. Do lado esquerdo, sucedem-se bosques densos, com o solo recoberto de musgo e fetos, onde apetece parar e “preguiçar” um pouco…

• Do lado esquerdo da estrada, surgirão, a determinada altura, diversos marcos miliários romanos, com o aspecto de cilindros de pedra verticais. Marcam, ainda hoje, a localização da antiga via militar que ligava Braga (Bracara Augusta) a Astorga (Astorica Augusta), através de um percurso de 215 milhas popularmente conhecido por Geira (na parte do traçado que passava pela Serra do Gerês). Repare nas inscrições visíveis em muitos deles.
Um pouco adiante, a estrada passa muito perto da albufeira de Vilarinho das Furnas, onde, mais uma vez, existem diversos locais onde vale a pena parar um pouco para apreciar a magnífica paisagem. Depois, continue até chegar a um cruzamento com uma estrada alcatroada. Vire à esquerda, na direcção de Campo do Gerês e Covide.
Se o desejar, também pode fazer um pequeno desvio e virar primeiro à direita, para descer ao paredão da barragem e apreciar a paisagem que se estende para jusante. Além disso, às vezes – quando o nível da água está suficientemente baixo – é possível ver, da margem oposta, parte do casario da aldeia que ficou submersa quando a albufeira encheu: trata-se da aldeia de Vilarinho das Furnas, que deu o nome à barragem.

• O resto do percurso, até Rio Caldo, faz-se através de uma estrada bastante boa e com uma ampla panorâmica da serra, muito agradável. Em São Bento, pare no Santuário de São Bento da Porta Aberta e aproveite para dar uma vista de olhos à paisagem, sempre, magnífica, que se pode apreciar do miradouro que se encontra junto ao templo. Um pouco abaixo, experimente saborear a tranquilidade ribeirinha na esplanada junto à Marina de Rio Caldo.