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Vila Nova de Gaia

Saindo do Europarque, siga em direcção à autoestrada Porto-Lisboa e tome a direcção Porto. Depois da portagem de Gaia (a última), siga pelo IP1/Ponte do Freixo. Na primeira saída, onde estão as placas indicando Castelo de Paiva e Avintes, siga nessa direcção. Entrará na EN 222. Não demorarão a aparecer os primeiros cartazes sobre o Parque Biológico de Gaia. A partir daí, basta que esteja atento a esses cartazes e siga as instruções.

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Caldas de São Jorge

Depois de atravessar a barragem, continue pela estrada larga e quase sempre agradável que se lhe apresenta, até encontrar uma placa com a indicação Canedo, para a esquerda. Ao chegar a esta localidade, poderá visitar a Capela de Nossa Senhora da Piedade, um curioso templo, de forma hexagonal, dos princípios do século XVII, precedido por 12 cruzes, erguidas em Canedo, seguindo sempre pela estrada principal, encontrará uma placa de cor azul com a indicação Termas de São Jorge, destino ao qual chegará sete quilómetros depois. A povoação fica num vale rodeado de vegetação frondosa e tem um ar calmo e simpático. O complexo das termas envolve os balneários e um parque. Não sendo especialmente atractivo, este constitui, mesmo assim, um bom local para uma paragem. As crianças ficarão certamente satisfeitas ao ver o parque infantil que fica em frente às termas e mais ainda se puderem pedalar nas “gaivotas” pertencentes ao restaurante que fica do outro lado da estrada, junto ao ribeiro. O enquadramento é bastante agradável. Infelizmente, no entanto, a limpeza do local não é exemplar, pelo menos tendo em conta a altura em que passámos por lá…

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No Porto

O Rio Douro exerce sobre os portuenses uma atracção bem visível. Quando chega o fim-de-semana e o tempo o permite, as suas margens enchem-se de casais de namorados, de pescadores que tentam a sua sorte e de crianças que correm atrás dos pombos e gaivotas. Da Foz à Ribeira, o Douro aparece cheio de vida. É esta vida, num ritmo sereno e descontraído, que o convidamos a partilhar durante a sua estadia. Para isso, sugerimos que inicie o passeio com uma passagem pela cosmopolita Avenida da Boavista. Mais ou menos a meio da avenida, para quem vem da zona da Praça da Boavista, começam a surgir placas com a indicação Serralves, para a esquerda. Siga as indicações e chegará a uma enorme área verde vedada (18 hectares de terreno, muito perto do coração da cidade!). Encontrará uma zona de estacionamento não muito longe da entrada.

A Fundação de Serralves é uma instituição que promove múltiplas actividades e procura, sobretudo, sensibilizar o público para a arte contemporânea e o ambiente. Nesses objectivos se inserem, de forma exemplar, o Museu de Arte Contemporânea e o Parque de Serralves.

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Santa Maria da Feira

Quando quiser prosseguir o percurso, contorne o edifício das termas (já que é proibido circular, no sentido inverso, na rua por onde chegou). Chegando à estrada principal, vire à esquerda e, no cruzamento, siga em direcção a Santa Maria da Feira. Passará por localidades como Lago e Arcozelo e, perto de São João de Ver, por um enorme edifício cor-de-rosa- a discoteca Big Cansil. No cruzamento perto desse estabelecimento, siga em frente. Já dentro do perímetro de Santa Maria da Feira, continue sempre em frente nos diversos cruzamentos, seguindo na direcção Centro. Quando chegar à rotunda que se encontra em frente ao hospital, tome a direcção Castelo. Chegará a um largo com muitas árvores (o antigo Rossio da Vila), onde poderá deixar o carro.

• A primeira coisa a chamar a atenção no local é a igreja que se encontra virada para o largo, devido aos azulejos azuis que revestem parte da fachada. Trata-se da Igreja Matriz de Santa Maria da Feira, agregada ao Convento dos Lóios. Se estiver aberta, vale a pena visitá-la. É um templo do século XVII, com as paredes interiores também revestidas de belos azulejos. No cimo da escadaria, antes de entrar, dê um olhar em volta. Daí tem-se uma boa vista sobre a Rua Direita, bem representativa da zona mais tradicional da cidade; à esquerda, fica uma colina, onde, no topo, se avistam as torres do castelo. Saindo da igreja, entre por uma porta à esquerda. Irá ter ao recolhido claustro do Convento dos Lóios, com dois andares e um chafariz central. Do outro lado, uma porta de vidro dá acesso à zona ocupada pelo Museu Municipal (encerrado para obras na altura da publicação deste guia e sem data certa para a reabertura – se quiser contactá-los, ligue para o n.° 256 37 24 50) e às traseiras do convento. Pode sair por aí, o que permitirá ver uma outra perspectiva do edifício.

• A seguir, dirija-se à zona do castelo. Pode fazê-lo a pé, no caso de ser adepto de uma boa caminhada, ou de carro, pois há uma estrada (a Alameda Roberto Vaz de Oliveira) que sobe a colina, mesmo até ao largo do castelo. Pelo caminho, logo no início da subida, verá, à sua esquerda, um parque infantil, onde, mais tarde, as crianças poderão brincar um pouco. Do outro lado, há um jardim com um pequeno lago central, alguns bancos e, um pouco acima, algumas mesas. Aliás, essa zona comunica com um pequeno parque de merendas, com muita sombra, e com um espaço aberto onde as crianças também poderão aproveitar para brincar um pouco. A seguir ao parque infantil, verá, do mesmo lado, um portão verde, com uma placa que diz Quinta do Castelo. A quinta é visitável, apesar de ficar dentro do espaço hoje ocupado pelo Centro de Férias do Inatel. Por isso, se o portão estiver aberto, não hesite. É um parque tranquilo e muito agradável, com um pequeno lago e umas grutas logo à entrada, que, apesar de artificiais, lhe dão um ar bastante romântico. No caso de o portão estar fechado, ainda poderá, mesmo assim, ir pela outra entrada, que é a mesma do referido Centro de Férias. Para isso, bastará que, no regresso da visita ao castelo, entre na estrada à direita da Igreja Matriz e siga as placas que indicam Inatel.

• Chegando ao largo do castelo, verá, em primeiro lugar, a Capela de Nossa Senhora da Encarnação, também conhecida como Capela da Senhora de Março. Foi mandada construir em 1656, pela condessa da Feira. A planta é hexagonal e a capela é toda em pedra, o que lhe dá um ar robusto e, ao mesmo tempo, convida ao recolhimento.

• O Castelo de Santa Maria da Feira é, certamente, uma das fortalezas mais imponentes do país. Mal se franqueia a Porta da Vila, somos imediatamente invadidos por uma forte impressão de regresso a tempos antigos. Lá dentro, a sensação vai-se avolumando, à medida que deparamos, primeiro, com a praça, depois com a alcáçova e os seus quatro torreões cónicos e, finalmente, com a estreita escadaria em espiral (atenção às crianças!). Nos últimos anos, no mês de Junho, a Câmara Municipal e outras entidades da região têm promovido aquilo a que decidiram chamar Viagem Medieval em Terra de Santa Maria, evento com a duração aproximada de uma semana, durante o qual se realizam um cortejo, uma feira e um torneio, tudo à maneira medieval, entre outras actividades. Se gosta de representações históricas, pode ser uma boa oportunidade para visitar a cidade. Mas, se não se dá bem com ajuntamentos e multidões, é preferível escolher uma altura do ano mais calma. Como referimos, o “toque” medieval está lá, bem presente, mesmo sem a representação histórica.

Contacto: 256 37 02 02.
Horário: de terça a sexta, das 09.30 h às 12.30 h e das 14.00 h às 18.00 h; sábado, domingo e feriados, das 09.30 h às 12.30 h e das 14.00 h às 18.30 h. Encerra à segunda.

• Não deixe esta zona da cidade sem dar um pequeno passeio pela zona velha, junto ao antigo Rossio da Vila, começando pela Rua Direita e passando depois à Rua das Fogaceiras. Como há-de notar, são vários os estabelecimentos que se propõem vender uma espécie de pão doce, a fogaça, que é uma verdadeira tradição da região. Não resista, faça-lhes a vontade e, já agora, fique a conhecer a história d’A Festa das Fogaceiras.

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Parque de Serralves

Trata-se de um espaço extremamente agradável, que inclui jardins, pastagens, bosques, uma casa de chá, um roseiral e um pequeno lago romântico. Como esperamos que possa constatar, um passeio pelo Parque de Serralves, num dia soalheiro e, se possível, num ritmo liberto de preocupações, é uma autêntica dádiva dos céus! O único senão (tinha de haver um…) é que a entrada é paga, apesar de o preço de entrada no museu também dar acesso ao parque. Mas, se gosta de oásis urbanos, verá que vale a pena, mesmo que tenha de pagar a entrada.

Horário: terça a domingo, das 10.00 h às 19.00 h (Março e Outubro), das 10.00 h às 18.00 h (de Novembro a Fevereiro) ou das 10.00 h às 20.00 h (de Abril a Setembro).

• Saindo de Serralves, volte à Avenida da Boavista, continuando no sentido descendente, na direcção do Forte de São Francisco Xavier, mais conhecido como Castelo do Queijo. Passará pelo Parque da Cidade, que fica à direita de quem desce, e é mais um interessante espaço verde de grandes dimensões, com lagos, fontes e relvados. Caso tenha aceite a nossa sugestão de passeio pelo Parque de Serralves, não faz muito sentido ir vê-lo agora, mas talvez ainda possa passar por aqui antes de terminar o percurso.

• Na parte final da descida para o Castelo do Queijo, começa a avistar-se o mar. Chegando à rotunda, faça três quartos de volta e inicie a descida da Avenida de Montevideu. Nessa altura, procure um local para estacionar. Está numa das zonas mais emblemáticas da cidade. Aproveite para admirar melhor o Castelo do Queijo (uma fortaleza construída no séc. XVII sobre uns rochedos, cuja forma peculiar contribuiu para a “alcunha”) e dar um passeio pela zona ajardinada ao longo da avenida.
Encontrará diversas esplanadas, junto às praias, que convidam a uns momentos de descontracção enquanto contempla o mar.

• Continue pela marginal, sempre em direcção à Ribeira. Se puder, vá efectuando pequenas paragens, de forma a familiarizar-se com esta zona nobre do Porto. Daí a pouco, passará pelo Forte de São João da Foz (séc. XVI) e, a seguir, pelo centenário Jardim do Passeio Alegre; depois, avançará, sucessivamente, pela Rua das Sobreiras, Rua do Ouro, Rua de Monchique e Rua Nova da Alfândega, sempre com o Douro por companhia. Nesta última rua, no antigo Edifício da Alfândega, fica o Museu dos Transportes e Comunicações, onde se encontra uma interessante exposição sobre a história e a evolução do automóvel. Mas o edifício, só por si, já valeria a visita.

Local: Rua Nova da Alfândega.
Contacto: 22 340 30 00.
Horário: terça a sexta, das 10.00 h às 12.00 h e das 14.00 h às 18.00 h; fim-de-semana e feriados, das 15.00 h às 19.00 h. Encerra à segunda.

• Nesta altura, está já próximo da zona da Ribeira, o verdadeiro centro histórico do Porto. A seguir à Rua Nova da Alfândega, suba a Infante D. Henrique e procure a entrada do novo parque de estacionamento subterrâneo, que fica na praça com o mesmo nome. Não muito longe, encontra-se o Palácio da Bolsa (com o seu famoso Salão Árabe) e o antigo Mercado Ferreira Borges (hoje, um espaço de animação cultural), bem como, a poucas dezenas de metros, a célebre Praça de Ribeira. Do Cais da Ribeira, terá uma vista excelente sobre várias paisagens míticas do Porto e Gaia: as pontes de D. Luís I e de D. Maria Pia; as escarpas da outra margem do Douro, o Mosteiro da Serra do Pilar; o Cais dos Barcos Rabelos; as diversas Caves do Vinho do Porto.

• Na Ribeira propriamente dita, há muito para explorar: as vielas e as casas típicas, as escadarias de pedra e os pátios, as lojas tradicionais (muitas delas já em declínio), os restaurantes e bares da moda, as esplanadas convidativas. No entanto, é à noite, mais do que durante o dia, e sobretudo aos fins-de-semana, que esta zona se enche de vida. A animação nocturna da Ribeira goza de merecida fama. Por isso, considere a hipótese de voltar aqui mais tarde. Por agora, não deixe de passar, a pé, a ponte D. Luís I e visitar também a chamada ribeira de Gaia. Poderá apreciar os barcos rabelos e – porque não? – aproveitar para fazer uma visita a uma das caves de vinho do Porto. As Caves Sandeman, por exemplo, ficam no Largo Miguel Bombarda, a 100 metros da ponte. Para informações sobre horários e preços, poderá ligar para o n.° 22 374 05 00. As Caves Calem também ficam muito perto, na Avenida Diogo Leite, n.° 25 (contacto: 22 379 40 41).