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Percurso em Bragança

Iniciamos este percurso na cidade de Bragança, uma capital de distrito que tem conhecido um certo desenvolvimento nos últimos anos, mas conserva um certo ar campestre. A seguir, saímos para uma pequena digressão por algumas aldeias “perdidas” no coração do Parque Natural de Montesinho, onde é possível apreciar a arquitectura tradicional, ainda bem preservada, e visitar alguns museus que guardam a memória de tradições quase esquecidas.

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Em Bragança

Sugerimos que aproveite as primeiras horas da manhã para um pequeno passeio pelo centro da cidade, que lhe permitirá apreciar a beleza das ruas da parte velha.
Se tiver oportunidade, visite a Sé, um edifício do séc. XVI, e aproveite a ocasião para apreciar o Cruzeiro de estilo barroco (séc. XVII) que ornamenta o largo fronteiro ao templo. Este monumento foi destruído em 1875, por ordem do então Presidente da Câmara Municipal, e só foi reconstituído em 1931, por iniciativa do Grupo de Amigos dos Monumentos e Obras de Arte de Bragança, presidido pelo Abade de Baçal.

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Sacoias

Continue o percurso, saindo da aldeia na direcção de Bragança, através de um matagal cerrado de esteva, rosmaninho, urze e carqueja que, nas horas mais quentes do dia, faz entrar pelas janelas do carro um agradável cheiro a serra.
Repare também nos pinheiros, cheios de novelos brancos de casulos de processionária. Esta praga florestal acaba por destruir completamente a árvore. Só uma boa população de morcegos poderia controlar, de forma natural, as borboletas nocturnas destas lagartas cobertas de pêlos urticantes.
Não mexa nos casulos, se não quer passar o resto do dia a tossir e com os olhos inflamados!

• Volte à esquerda quando vir indicado Sacoias. Nesta aldeia, visite a Igreja de Nossa Senhora da Conceição, pedindo à Sra. Conceição (da mercearia) para vir abrir a porta do templo. A igreja tem um belo altar em madeira trabalhada e vários quadros atribuídos ao mestre Grão Vasco.

• A cerca de 1 quilómetro da aldeia, poderá visitar o que resta de um castro erguido na Idade do Ferro e utilizado ainda na época romana. As ruínas encontram-se junto à Capela da Senhora da Assunção.

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Regresso a Bragança

Volte à estrada de onde veio e siga na direcção de Soutelo, onde irá reencontrar a estrada de alcatrão. Acabou de fazer cerca de 50 quilómetros em plena Serra de Montesinho. A partir de agora, siga sempre a indicação de Bragança, a não ser que, antes disso, lhe apeteça fazer uma visita ao antigo forno de cal, fazendo um pequeno desvio para a povoação com o sugestivo nome de Cova da Lua. No regresso a Bragança, passará por Terroso, Sabariz e Donai.

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Rio de Onor

Saia de Guadramil atravessando a ponte e seguindo por uma estrada de terra batida, em estado razoável, até Rio de Onor. Se tiver alguma dúvida quanto ao percurso, basta seguir a direcção do fio do telefone, que liga ambas as aldeias. Depois de uma ampla paisagem serrana, começa-se a descer ao vale, onde está anichada esta aldeia fronteiriça.

• Suba ao campanário da igreja e repare nos pormenores da decoração dos sinos, provenientes da Fundição de Sinos de Rio Tinto. Aprecie também o telhado da igreja, construído em placas de xisto que se cruzam simetricamente na cumeeira.

• A aldeia apresenta recantos muito agradáveis, sobretudo à beira-rio. Repare nos fechos de madeira das portas das arrecadações e dos estábulos e nos balcões das casas, apoiados em esteios também de madeira. No entanto, o xisto continua a ser o material de eleição…
Conte com um bom par de horas para explorar bem esta simpática aldeia.