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Odemira

Alguns quilómetros depois, chegará finalmente a Odemira. A meio da descida para a vila, há um pequeno miradouro, à direita, de onde se tem uma óptima vista sobre o trajecto sinuoso do Rio Mira, os campos férteis nas suas margens e o casario da povoação, que parece nascer no rio e daí invadir as colinas que a rodeiam.

• Um pouco abaixo, à esquerda, uma placa indica a Olaria Municipal de Odemira. Fica numa espécie de barracão, mas, lá dentro, encontrará certamente dois ou três oleiros hospitaleiros e bastante conversadores, que não se importarão de partilhar consigo alguns dos seus vastos conhecimentos sobre a arte. Sobre as mesas e estantes, verá uma profusão de objectos de diversas formas e feitios: ânforas, infusas, piporros, panelas, mealheiros (contacto: 283 32 09 00, Posto de Turismo de Odemira).

• Depois, desça ao centro da vila, passando pela ponte de ferro sobre o Mira. A seguir à ponte, vire à esquerda e siga sempre em frente, até chegar a uma rotunda com uma estranha escultura em forma de árvore. Contorne a rotunda e vire em direcção ao rio. Chegará a um largo, com um pequeno cais, um parque de estacionamento e um bar à beira-rio. Estacione e desfrute, durante alguns minutos, da calma do lugar. Daí pode ir até à zona por baixo da ponte, por uma plataforma construída em madeira, o que se traduzirá num pequeno passeio ribeirinho muito agradável. Junto à ponte, repare numa barca que aí se encontra fundeada, no meio do rio. Era numa barca semelhante que o Mira, era atravessado, quando a ponte ainda não existia. Na outra margem, vê-se o local onde a barca parava, para que os passageiros pudessem descer.

• Depois suba até à estrada pela escadaria junto à ponte e continue pela Avenida Teófilo da Trindade. Alguns metros depois, encontrará, à direita, um pequeno jardim infantil, muito bem equipado, onde as crianças poderão brincar durante algum tempo. A seguir, continue o passeio pela vila. A subida a pé é um pouco árdua, sobretudo nos dias mais quentes, mas permitir-lhe-á evitar aborrecidos problemas de circulação nas ruas estreitas de Odemira e ficar a conhecer melhor esta interessante povoação alentejana, à qual foi atribuído um dia o epíteto de Vila das Flores.

• Siga as indicações para a Câmara Municipal. Perto, há um óptimo miradouro, de onde se vê bem a ponte, toda a zona ribeirinha e uma boa parte da vila. Como certamente notará, Odemira é, ao contrário do que acontece noutras zonas do Alentejo, uma vila com muitas árvores, onde o verde está por toda a parte.

• Depois, inicie a descida para a zona baixa, pelo lado oposto ao da subida. A determinada altura, verá umas placas com a indicação Fonte Férrea. Trata-se de um jardim razoavelmente extenso e bastante agradável. Um louvável esforço didáctico determinou ainda que até as muitas espécies de árvores existentes possuam placas identificativas. Na verdade, não há muitos espaços como este no Alentejo, por isso recomendamos que não deixe de o visitar.

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