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Museu dos Rios e das Artes Marítimas

Perto da referida capela, junto a uma passagem aérea sobre a rua principal, está instalado o Museu dos Rios e das Artes Marítimas, um espaço que reflecte a importância dos recursos fluviais para a economia e vida social de Constância, ao longo da história. O núcleo museológico aborda temas como a construção naval, as artes da pesca, o transporte fluvial e as festas relacionadas com os rios, com o objectivo de preservar o património histórico e cultural da vila. No exterior, existe um pequeno jardim, com alguns equipamentos destinados aos mais novos, e um miradouro de onde se pode apreciar a paisagem em redor.

Local: Rua Ramiro Guedes, n.° 6.
Contacto: 249 73 96 47.
Horário: terça a sexta, das 09.30 h às 12.30 h e das 14.00 h às 17.30 h. Sábado, domingo e feriados, das 14.30 h às 17.30 h. Encerra à segunda.
Preço: gratuito.

• Desça depois até à zona ribeirinha e aproveite para se recompor da caminhada. Nessa área, existem vários refúgios aprazíveis, onde apetece parar. Poderá tomar uma refeição ligeira no parque de merendas, desfrutar da praia fluvial junto ao Zêzere, beber um refresco na esplanada do bar ou mesmo jogar ténis no court, perto da ponte para o Entroncamento. Perto do monumento a Camões, visite o Horto Camoniano, dedicado a este poeta, que aqui viveu durante algum tempo. Neste bonito espaço, criado pelo arquitecto Gonçalo Ribeiro Telles, coabitam harmoniosamente várias espécies de plantas referidas n’Os Lusíadas e na Lírica, entre outras atracções e curiosidades, como a representação do Universo segundo Ptolomeu ou um recinto dedicado aos jogos tradicionais da época de Camões.

• Não deixe Constância sem adquirir uma das tradicionais bonecas de trapo e cana, as chamadas monas, que durante muito tempo ajudaram a equilibrar o orçamento das casas mais modestas.

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Museu Municipal do Crato

O museu está instalado num antigo palácio setecentista, que só por si merecia a visita – de destacar nesta construção são as pinturas que ornamentam os tectos, a azulejaria monocromática, o altar e o arco que dá nome à rua. Para além do interesse arquitectónico do edifício, o museu apresenta ainda uma exposição permanente que documenta a história da zona, desde a pré-história até sensivelmente ao período barroco, procurando esclarecer as dúvidas que possam assaltar os turistas que visitam o Crato – os vestígios megalíticos, a presença romana ou a construção do Mosteiro de Flor da Rosa são apenas alguns dos assuntos explorados.

Local: Rua do Arco, n.° 3.
Contacto: 245 99 73 00 (Câmara Municipal do Crato).
Horário: das 09.00 h às 12.30 h e das 14.00 h às 17.30 h.
Encerra à segunda.

• O Castelo do Crato, insolitamente caiado de branco, seria outro ponto a recomendar aos visitantes, se não fosse uma tarefa tão difícil – o edifício, que se encontra em ruínas, pertence à Fundação do Castelo do Crato, estando vedado ao público enquanto decorrerem as obras de beneficiação.

• Passando pela Rua da Sobreira, não deixe de entrar na Casa do Forno Comunitário. Trata-se de uma casa de origem medieval, de apenas um piso, com uma grande chaminé e sem janelas. Era nesta casa que se fazia o fumeiro, que reflecte a importância do porco na economia da região.

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Minas do Lousal

Nesta localidade, foram exploradas minas de pirite entre 1900 e 1988. A área de concessão mineira, com cerca de 200 hectares, inseria-se na faixa piritosa ibérica, com cerca de 250 quilómetros de extensão, que se estende desde o Vale do Sado até ao Vale do Guadalquivir, próximo de Sevilha. Da mina, extraía-se essencialmente pirite de alto teor de enxofre, que depois era utilizado na produção de ácido sulfúrico, destinado ao fabrico de adubos agrícolas (superfosfatos).

O Museu Mineiro do Lousal, único no nosso país, aproveita as infra-estruturas da mina para expor os diversos núcleos museológicos. A Central Eléctrica e o Centro de Interpretação já podem se visitados. Posteriormente, uma antiga galeria da mina será aproveitada como sala de exposições e animação cultural. No exterior, poderá apreciar uma antiga locomotiva a vapor do comboio da mina, completamente restaurada.

Local: Azinheira dos Barros.
Contacto: 269 50 81 60.
Horário: Verão, das 10.30 h às 14.00 h e das 16.30 h às 20.00 h. Inverno, das 10.00 h às 17.00 h, sem interrupção para almoço. Encerra à terça.
Preço: gratuito.

• Também já se encontram em funcionamento, no recinto mineiro, o restaurante Armazém Central e diversas lojas de artesanato. Mais abaixo, do outro lado da rua, um parque infantil com uma enorme pirâmide de cabos de aço espera pela atenção dos mais novos.

• Depois da visita, repare na barragem que antigamente assegurava o abastecimento de água à povoação e às instalações mineiras. Embora pequena, está integrada numa paisagem agradável, limitada, no lado do paredão, pela ponte do comboio da mina. Encontrará aqui bons recantos para tomar uma refeição à sombra ou mesmo para pescar. A água tem uma temperatura óptima para dar um mergulho. No entanto, como em qualquer barragem, é necessário ter cuidado com as crianças, sobretudo devido aos fundões e ao facto de a água ser um pouco turva. Tenha o cuidado de voltar a fechar o portão que dá acesso ao local, tal como está indicado na tabuleta afixada, para o gado não sair.

• À saída da povoação, sentirá certamente o cheiro intenso a enxofre, exalado pelos detritos de terra e pedras do morro onde se encontram as ruínas fabris.

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Fortaleza de Sagres

Siga agora para Sagres, voltando à EN 268. Aí recomendamos-lhe uma visita à Fortaleza de Sagres, que passou a ter entrada paga, sem se perceber bem a razão para a mudança.

• O facto de, afinal, nunca ter existido aqui uma verdadeira escola de navegantes não diminui em nada a importância e a beleza deste local. Infelizmente, o mesmo já não se pode dizer do aspecto de duas construções recentes, destinadas a um museu, que funcionam agora como restaurante, loja de recordações e instalações sanitárias.

• Depois de ver a enorme rosa-dos-ventos, com cerca de 43 metros de diâmetro, a Igreja de Nossa Senhora da Graça e o Padrão dos Descobrimentos, poderá apreciar a vista de cima das muralhas e observar um antigo relógio solar. A seguir, faça o percurso em volta do promontório que os romanos e outros povos que os precederam consideravam sagrado. É, de facto, um local ímpar na costa portuguesa, de grande beleza natural. Em dias com pouca neblina, poderá avistar toda a costa, desde o Cabo de São Vicente até Lagos.

• No caminho da Fortaleza para o parque de estacionamento onde, em princípio, terá deixado o carro, não se esqueça de reparar, se ainda não o tiver feito, na grande variedade de vegetação costeira que cresce entre o eriçado de rochas que cobrem o solo.

Contacto: 282 62 01 40.
Horário: Verão (Maio a Setembro), das 10.00 h às 20.30 h. Inverno (Outubro a Abril), das 10.00 h às 18.30 h. Aberto todos os dias, excepto a 1 de Maio e 25 de Dezembro.

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Museu Doutora Berta Cabral

Um pouco abaixo do local onde se situa a Igreja Matriz, não deixe de visitar este museu, que está instalado num bonito edifício do séc. XIII, que era, inicialmente, o Solar dos Aguilares, primeiros donatários de Vila Flor, e serviu mais tarde como Paços do Concelho, Repartição de Finanças e Posto da Guarda Republicana. A construção austera em granito é ornamentada com as armas reais na fachada principal, a flor de lis (símbolo da vila) e as armas dos Aguilares (duas águias).

No museu encontram-se expostas várias colecções, distribuídas por diversas salas: arte sacra, arqueologia, etnografia, pintura, máquinas de costura, numismática, louças e utensílios de cozinha, máquinas de escrever, instrumentos musicais e arte africana. São mais de 3 000 peças, provenientes de ofertas de habitantes do concelho e amigos da terra!
De forma que, no meio de tanta variedade, é quase impossível não encontrar algo que lhe interesse…

Local: Largo Doutor Alexandre de Matos, Vila Flor.
Contacto: 278 512 373.
Horário: das 10.00 h às 12.30 h e das 14.00 h às 17.30 h.
Encerra às terças e feriados.
Preço: gratuito.