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Castelo de Montemor-o-Novo

Suba até ao castelo, semi-arruinado, pelo menos para percorrer o caminho de ronda e apreciar uma alargada panorâmica da urbe e dos arredores. Trata-se, como muitos outros, de uma fortaleza arrebatada aos mouros na altura da reconquista, embora se pense que tenha uma origem ainda mais remota. Da muralha, que antigamente cingia todas as construções, já pouco resta. Ainda assim, vale a pena explorar os recantos que alberga.

• Perto da Porta da Vila, ou de Santarém, encontra-se o Convento da Saudação (séc. XVI), considerado uma das obras de maior importância da cidade. Se, na altura da visita, ainda estiverem a decorrer as obras de restauro do edifício, apenas poderá visitar os claustros e apreciar a azulejaria do antigo refeitório, perto da cozinha.

• Para a esquerda do convento, localiza-se a Igreja de Santiago (séc. XIV), que parece um pequeno oásis no meio deste deserto de ruínas, com algumas árvores, bancos e mesas de pedra em frente ao adro. Sensivelmente para a direita e por detrás do convento, situam-se mais alguns edifícios arruinados, como o Paço dos Alcaides e a Igreja de Santa Maria do Bispo (mais para oeste), antiga matriz. Se não tiver chovido recentemente e a temperatura estiver agradável, poderá dar um bom passeio até perto destas ruínas.

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Mosteiro de São Martinho de Tibães

A igreja deste mosteiro é justamente considerada um dos marcos da arte barroca em Portugal. Por isso, a visita a este templo é altamente recomendável. Quanto aos restantes espaços do mosteiro, igualmente imponentes, estão actualmente sujeitos a uma profunda intervenção, após um abandono de longos anos. Além da igreja, apenas é possível visitar uma sala de exposições temporárias. Mas pensamos que, mesmo assim, não se arrependerá de passar por este local, destinado a tornar-se, num futuro próximo, um importante centro de difusão cultural no norte do país.

Local: Lugar do Convento, Mire de Tibães.
Contacto: 253 62 26 70 / 62 39 50.
Horário, terça a domingo, das 10.00 h às 12.30 h e das 14.00 às 17.30 h. As visitas são guiadas.

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Agra

Depois de, eventualmente, visitar ainda uma interessante oficina de alambiques e outros objectos de cobre, saia de Rossas em direcção a Agra. A paisagem, inicialmente constituída por campos de cultura, vai adquirindo, aos poucos, uma magnífica fisionomia serrana. Pelo caminho, passará por enormes penedos arredondados, que parecem prontos a resvalar para a estrada a qualquer momento.

• Chegado a Agra, estacione o carro e visite demoradamente esta belíssima aldeia típica, que se encontra relativamente bem preservada. Repare especialmente nos espigueiros e nas levadas de pedra. Na parte baixa, junto ao rio, também existem alguns moinhos.

• Depois, saindo de Agra e prosseguindo na mesma estrada, encontrará, cerca de 2 quilómetros adiante, uma ponte antiga e um moinho, inseridos numa paisagem lindíssima; é o sítio dos Moinhos do Ave. Na encosta de uma das margens, existe um parque de merendas, com mesas e bancos de pedra sob a sombra generosa de grandes árvores. O rio, com uma água transparente como o vidro, convida a saborear a sua frescura nas alturas de maior calor. Atravessando a estrada e acompanhando o curso do rio, que forma pequenas cascatas em diversos pontos, encontrará outros moinhos.
Aos apreciadores de caminhadas, sugerimos que deixem o carro junto da aldeia de Agra e percorram, a pé, a estrada que leva aos moinhos.

• Continuando o percurso, encontrará, antes de chegar a Vilar Chão, uma ponte romana de um só arco, muito elegante. Passado Vilar Chão, siga por Pinheiro e, nesta localidade, tome a direcção de Parada Velha. Seguindo pela estrada florestal que se encontra junto ao campo de tiro – que liga Pinheiro a Ruivães – encontrará a Necrópole Megalítica do Chão de Gandas. Esta consiste num característico conjunto de monumentos do tipo “mamoa”, com algumas gravuras rupestres talhadas na rocha. No entanto, as inscrições já estão muito apagadas, de forma que, se não for um apaixonado pela arqueologia, talvez não valha a pena perder muito tempo à procura desta antiga necrópole.

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Em Viana

Sugerimos que inicie a manhã com uma visita ao Parque da Cidade, junto à Praça de Touros, na zona ribeirinha. Aí encontrará um parque de merendas, um circuito de manutenção, serviços sanitários, etc.
Depois, siga a pé, pela beira-rio, até ao centro, aproveitando para apreciar a Ponte de Viana, perto da marina, construída por Gustave Eiffel e inaugurada em 1878. Continuando caminho, suba à Praça da República e conceda algum tempo ao elegante Chafariz que a ornamenta, executado, em 1554, pelo célebre mestre João Lopes.
No caso (pouco provável) de ainda não ter tomado o pequeno-almoço ou de lhe apetecer um simples café, sugerimos uma visita à Pastelaria Dantas, que não fica longe da Praça da República, mais concretamente no gaveto da Rua Manuel Espregueira com a Rua de Olivença. O edifício em que se encontra é o exemplo mais representativo de Art Déco da cidade. Depois, siga para o Largo de São Domingos, que também fica ali próximo, e visite o Museu Municipal.

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Parque Aquilino Ribeiro

Se lhe apetecer fazer uma pequena pausa, aconselhamos uma visita a este belo jardim, que fica numa zona central da cidade. A vegetação é luxuriante. Repare, por exemplo, nas árvores, muito altas, que fazem com que alguns recantos do parque pareçam verdadeiras florestas. Enormes carvalhos estendem as suas volumosas copas, sem receio de serem “devorados” pelo próximo fogo florestal. Próximo de um lago, existem outros carvalhos, certamente seculares, cujo tronco deve ter mais de metro e meio de diâmetro. Por todo o recinto estão espalhados bancos, onde poderá sentar-se para apreciar devidamente tudo o que descrevemos.

• Para os que gostam de patinagem, é bom saber que, neste parque, existe um óptimo ringue para a prática desta modalidade. E, se puder, também é boa ideia levar as bicicletas das crianças, pois há diversos arruamentos de bom piso. Dispõe igualmente de um bom parque infantil, com vários equipamentos e instalações sanitárias. Os mais novos também podem utilizar a Biblioteca Infantil Aquilino Ribeiro, que funciona de segunda a sexta-feira, das 09.30 h às 12.30 h e das 15.00 h às 18.00 h.

• Saindo do parque, e depois de passar junto ao Largo da Feira de São Mateus, visite a Cava de Viriato que, além da conhecida estátua, também acolhe uma estação arqueológica. Aqui foi descoberto um antigo acampamento militar, construído pelos romanos aquando da sua presença na península. A partir do séc. XVI, esta construção foi erroneamente associada a Viriato e, mais tarde, a confusão acabou por ser reforçada pela colocação do monumento em sua honra.