ima_pe4

Cromeleque dos Almendres

Regresse à estrada de alcatrão e, completando assim um desvio de cerca de 2 quilómetros, siga em direcção a Valverde, uma bonita vila de casas baixas tipicamente alentejana. Vá sempre pela rua principal até encontrar, aproximadamente a meio, à direita, o desvio para o Cromeleque dos Almendres. A estrada é boa, mas de terra batida, o que, com tempo seco, proporciona um generoso rasto de pó. Tenha consideração e abrande ao passar junto de eventuais ciclistas ou caminhantes.
O desvio desde Valverde até ao cromeleque totaliza, ida e volta, cerca de 13 quilómetros e pode constituir, juntamente com a Anta do Zambujeiro, um óptimo percurso para um passeio pedestre ou de bicicleta.

• Aproveite para ir observando os enormes sobreiros que se encontram perto da estrada, talhados à forma antiga, ou seja, de tronco principal curto e copa bem aberta. Actualmente, deixa-se crescer mais o tronco, para melhorar a rentabilidade da exploração da cortiça.

• Depois de atravessar a vila de Guadalupe, vire à esquerda. É preciso ir com atenção, porque a tabuleta que indica o cromeleque aparece de costas para nós! Chegado ao fim da estrada, deparará com um espectacular conjunto de menires, formando dois recintos megalíticos de forma vagamente elíptica. São 95 monólitos de diferentes formas e dimensões, desde pequenos blocos rudemente talhados a outros cilíndricos e fálicos ou de aspecto estelar. Embora permaneçam em aberto muitas questões sobre este tipo de monumentos, é possível que as teorias que os relacionam com o culto dos astros tenham algum fundamento. De acordo com os estudiosos, o Cromeleque dos Almendres terá sido uma construção de carácter plurifuncional, capaz de, durante cerca de dois milénios, organizar o espaço em termos físicos e psicológicos, hierarquizando e estruturando o território em seu redor.

• Se puder, visite este local “mágico” de manhã, bem cedo. Sente-se calmamente numa pedra, esperando o nascer do Sol, e aprecie, em silêncio, a beleza mística do local, inalando o ar fresco da manhã. Aproveite os primeiros raios solares para descobrir também, com a luz rasante, as inscrições talhadas pela mão dos homens pré-históricos na superfície de alguns dos monólitos.

26375253

Torre das Cabaças

Também chamada Torre do Relógio, foi construída no século XIV e esteve, até há bem pouco tempo, num estado de ruína considerável, tendo sido colocada a hipótese da sua demolição devido ao risco que constituía para os transeuntes. Felizmente, acabou por ser recuperada, funcionando, actualmente, como Museu do Tempo. Como o nome indica, aqui poderá apreciar uma curiosa exposição ligada às várias vertentes do tempo, desde os aspectos mais filosóficos até aos da sua medição. No entanto, para visitar este espaço, terá de se dirigir primeiro ao museu de arqueologia.

Local: Largo Zeferino Sarmento.
Contacto: 243 30 44 00.
Horário: terça, quarta, sábado e domingo, das 09.30 h às 12.30 h e das 14.00 h às 17.30 h; quinta e sexta, das 10.00 h às 12.30 h e das 14.00 h às 17.30 h. Encerra à segunda.

DSCF6848

A caminho do Soajo

Saia de Arcos de Valdevez, tomando a direcção Soajo, Mezio e Parque Nacional da Peneda-Gerês.
• Passados dois ou três quilómetros, já perto de Giela, encontrará, a determinada altura, um alargamento do lado direito da estrada, onde vem desembocar um estreito caminho empedrado. Estacione aí o carro e suba, a pé, até uma torre que aparece destacada lá em cima. Trata-se do Paço da Giela, constituído por uma torre medieval e um edifício residencial, mais recente, de janelas manuelinas. Em 1662, a artilharia portuguesa terá causado danos sérios no imóvel, ao expulsar o general espanhol Pantoja, ainda no âmbito das lutas pela Independência. Abandonado desde meados do século XIX, o monumento foi adquirido em 1999 pela autarquia local, mas ainda não está restaurado. Porém, não deixa de valer uma visita, até porque a paisagem em redor é muito agradável.
• Depois, continuando em direcção a Cabana Maior e Mezio, passará perto de Grade, onde também poderá visitar a Torre de Grade ou de Faro. Tal como a de Giela, constitui um bom exemplo de “casa-torre” medieval, composta por uma torre quadrada de três pisos e uma ala residencial, edificada num período posterior. Voltando à estrada, passará, um pouco adiante, por um miradouro que se encontra do lado esquerdo da estrada e de onde poderá apreciar a magnífica paisagem serrana, com as típicas culturas em socalcos.

feira4

Castro Verde

A partir de Ourique, se quiser, ainda poderá fazer um desvio de cerca de 25 quilómetros à Barragem do Monte da Rocha, um óptimo lugar para pescar e praticar desportos náuticos. Nesse caso, tome a direcção Garvão, na rotunda à saída da vila. Se não, dirija-se a Castro Verde, onde chegará rapidamente tomando o IP2. Na vila, dirija-se primeiro à Praça da Liberdade, onde fica a conhecida “rotunda das ovelhas”. Alguns metros antes, à esquerda, encontra-se o Posto de Turismo (contacto: 286 32 07 00 – Câmara Municipal). Na rotunda, vire à direita. Chegará à Praça da República. Em frente, fica a Igreja de Nossa Senhora dos Remédios ou das Chagas do Salvador. Lá dentro, estão os óleos do pintor Diogo Magina (séc. XVIII), onde, de acordo com a lenda, está representada a visão que D. Afonso Henriques terá tido, na véspera da Batalha de Ourique. O mesmo tema é retomado nos painéis de azulejos da Basílica Real de Nossa Senhora da Conceição (Igreja Matriz de Castro Verde), que se encontra a apenas algumas dezenas de metros, junto ao Largo do Paço. É um templo imponente, do tempo de D. João V, e foi edificado sobre outro mais antigo, mandado construir por D. Sebastião. Além dos painéis de azulejos, merecem referência o tecto de madeira policromada e os altares revestidos de talha dourada. Por trás da basílica, existe um miradouro, com uma óptima vista sobre a típica paisagem de estepes de cereais que caracterizam esta zona, conhecida como Campo Branco.

vila-nova-de-cerveira-rio-minho

Vila Nova De Cerveira

Mais a Norte, em Vila Nova De Cerveira, já a espreitar para a Galiza, em Espanha o Aquamuseu  do rio Minho é de visita obrigatória.

Os aquários são lindos e recriam o percurso do rio e dos seus habitats deste a nascente do rio Minho até  `a  sua foz.

Integra o Museu das Pescas ,um londrário, já no exterior, e o Parque do Castelinho com parque infantil para quem tem crianças.

Minigolfe,campos de basquetebol,etc. Entretanto pode terminar com um belíssimo lanche no bar do antigo ferryboat ou no parque das merendas.