Em Montemor-o-Novo

Ao chegar a Montemor, o melhor é estacionar perto do Largo Calouste Gulbenkian e visitar a cidade a pé. Para não se perder, aconselhamo-lo a dirigir-se ao Posto de Turismo, que fica justamente neste largo, e a pedir um folheto com a planta da cidade. Mesmo ao lado, observe a curiosa loja de artesanato, com os seus cabedais e cobres expostos sobre o passeio.

• Prepare-se agora para calcorrear a zona mais antiga da cidade, onde casas senhoriais convivem harmoniosamente com habitações de traça mais popular. Na Rua 5 de Outubro, por exemplo, no n.° 54, poderá admirar a fachada do solar dos Mouzinhos da Silveira Almadanins (séc. XVII). No Largo Alexandre Herculano, encontrará mais alguns solares, onde viveram, por exemplo, o conde de Safira e o visconde da Amoreira da Torre.

• Virando aqui à esquerda, em direcção ao largo onde se situam os paços do concelho, encontrará mais alguns pontos de interesse, como a Fonte de Nossa Senhora da Conceição (à esquerda) e a do Besugo (à direita), e uma curiosa lápide de mármore, com elementos que se pensa serem de origem romana e visigótica.

• Continuando sempre a subir, passará pelas ruelas estreitas do núcleo antigo, onde se destaca a arquitectura popular. Algumas casas ainda apresentam os robustos portais de granito. Há sempre pequenos pormenores que as tornam especiais, pelo que deve observar os edifícios com atenção, não vá escapar-lhe alguma coisa interessante.

Núcleo Megalítico do Mezio

Mais à frente, vire à direita quando vir indicado Área Arqueológica do Mezio e Gião. Seguindo pela estrada de terra batida, encontrará pouco depois, à direita, um recinto vedado, onde pode observar três mamoas.

A vedação serve apenas para manter os veículos longe dos monumentos. Poderá entrar no recinto pelo portão, que se encontra sempre aberto.

Estes espaços funerários pré-históricos, edificados há cerca de 5 000 anos, são constituídos por um dólmen (ou anta) recoberto por um monte de pedras e terra.

Dentro da anta era depositado o corpo do defunto, acompanhado de objectos de adorno e de uso comum. Como poderá verificar, junto destes monumentos existe um bom painel informativo.

Viana do Alentejo

Em Viana do Alentejo, recomendamos uma visita ao Santuário de Nossa Senhora de Aires, a cerca de 2 quilómetros à saída da vila. Pelo caminho, repare nas velhas oliveiras de tronco grosso e retorcido, que escaparam “milagrosamente” às cotas máximas impostas pela União Europeia! Chegado ao templo, entre e aprecie o belíssimo altar em talha dourada que se eleva para uma abóbada pintada. Depois, dirija-se à porta situada do lado direito do altar: aí encontrará dois corredores circulares, que circundam a nave onde se encontra o altar, cujas paredes estão repletas de fotografias afixadas por fiéis em busca de protecção para familiares ou amigos ou como agradecimento. Trata-se da colecção dos ex-votos da Casa dos Milagres. Antes de partir, repare ainda na fonte de três bicas, que se situa junto à igreja.

Igreja Matriz

Um pouco abaixo, depois de passar pelo Posto de Turismo (à esquerda), encontra-se a lindíssima Igreja Matriz, um templo de estilo gótico cuja construção foi iniciada nos finais do século XV e se prolongou por mais de sessenta anos. No interior, aprecie o retábulo do Santíssimo Sacramento, onde se encontram as imagens dos Doze Apóstolos.

Cabeço de Vide

Regresse ao cruzamento onde virou à direita, voltando desta vez à esquerda, em direcção a Cabeço de Vide.

• Na zona baixa de Cabeço de Vide, o ponto mais interessante é, provavelmente, a Igreja do Espírito Santo, do séc. XVI, e o cruzeiro, da mesma época, onde estão esculpidas a figura de Cristo crucificado e a de Nossa Senhora da Piedade. Poderá encontrar os dois monumentos perto do Rossio, considerado o maior do sul.

• Se a sua condição física o permitir, atreva-se a subir a pé as ruas íngremes de calçada até ao centro histórico. No topo, encontrará um excelente miradouro, emoldurado pelo antigo edifício da câmara municipal e pela antiga cadeia, encimada pela torre do relógio. Ao centro, encontra-se o indispensável pelourinho. Um pouco adiante, subsistem as ruínas do castelo, de planta circular, inevitavelmente fechado ao público, e a Igreja Matriz.