Ruínas de Miróbriga

Este extenso complexo arqueológico permitiu aos arqueólogos, mas também aos leigos, compreender o modo de vida dos romanos que ocuparam esta área. O recinto está dividido em várias áreas, onde se encontram casas de habitação, termas, ponte, zona de comércio e fórum-acrópole, ligados por calçadas de xisto da região. As termas, que ocupam dois edifícios, apresentam diversos compartimentos: entrada, zona de banhos frios (frigidarium) e zona aquecida, dividida em caldarium (banhos quentes) e tepidarium (banhos mornos). O pavimento destas salas era revestido a mármore. As zonas quentes eram aquecidas pelo hipocausto, uma estrutura construída sob o soalho por onde circulava o ar quente.

Local: Chãos Salgados.
Contacto: 269 81 84 60.
Horário: das 09.00 h às 12.30 h e das 14.00 h às 17.30 h. Domingo, das 09.00 h às 12.00 h e das 14.00 h às 17.30 h. A bilheteira encerra uma hora antes. Encerra à segunda e principais feriados.

Vila Viçosa

Tome depois a direcção de Vila Viçosa. A saída do Alandroal, do lado esquerdo, há uma capela, rodeada por um espaço ajardinado e algumas mesas. Trata-se de um recanto agradável que convida a uma pequena paragem, sobretudo nos dias de maior calor. No caminho para Vila Viçosa, verá, de ambos os lados da estrada, enormes pedreiras, onde se procede à extracção de mármores. A exploração das pedreiras da região já data, pelo menos, da época romana. Infelizmente, a extracção intensiva das últimas décadas tem provocado grandes estragos na paisagem. Para quem vem do Alandroal, a chegada a Vila Viçosa faz-se pela zona industrial, pelo que a primeira impressão do viajante, tendo em conta os epítetos de vila-museu e princesa do Alentejo por que é conhecida, é de decepção. Só mais tarde se percebe que a fama é, apesar disso, totalmente justificada.

• Sugerimos que efectue a primeira paragem na Mata Municipal. Trata-se de um jardim agradável, com arvoredo bastante denso e, portanto, muito boas sombras (um autêntico “tesouro”, nesta zona do Alentejo!). Um parque infantil bem equipado, um bom restaurante e arruamentos atractivos completam o quadro. É um óptimo local para descansar um pouco, antes de tentar aproveitar ao máximo tudo o que Vila Viçosa tem para oferecer.

Quando achar que é altura, pegue no carro e dirija-se à antiga estação da CP, onde funciona actualmente o Museu do Mármore. No caminho, passará pela Igreja da Lapa, um templo de meados do séc. XVIII. Defronte da igreja, encontrará também o curioso Cruzeiro da Serpente. Originalmente, este cruzeiro pertencia ao Convento de Santo Agostinho, tendo sido trasladado para aqui em meados do séc. XIX. A serpente alada representa o dragão das armas dos Duques de Bragança.

Em Leiria

Sugerimos que, logo pela manhã, inicie o percurso com um passeio pelo centro histórico da cidade, tomando o pequeno-almoço ou uma bebida fresca numa das esplanadas dos cafés da Praça Rodrigues Lobo e desfrutando de uma bonita perspectiva do castelo, que espreita sobre os telhados das casas. Depois, faça uma visita ao Jardim Luís de Camões, que fica mesmo ali ao lado. Sob a copa de diversas tílias de grande porte, encontrará um jardim bem cuidado, com diversos arruamentos e bancos, uma esplanada, um bar e um pequeno lago repleto de vigorosos inhames.

• Saindo pelo extremo leste do jardim e atravessando a ponte sobre o Rio Lis, chegará ao Parque Tenente Coronel Jaime Filipe da Fonseca, que foi um ilustre leiriense. Este espaço de lazer, quase tão extenso como o seu nome, começa logo com um excelente ponto de interesse para os mais novos (e não só!): um avião bimotor que serviu, há muitas décadas, a Força Aérea Portuguesa. Logo a seguir, existe um excelente parque infantil, muito bem equipado. O parque estende-se sempre à beira-rio, através de uma agradável alameda arborizada, onde muitos pescadores tentam a sua sorte nas águas promissoras do Lis. Repare na ponte, de configuração ondulada, que contrasta, de forma agradável, com a superfície plana das águas do rio. Neste parque existem também vários campos de ténis, um lago com os seus patinhos, um ringue e um campo de basquetebol.

• Saia do parque pelo portão por onde entrou, siga esse caminho até encontrar a ponte à direita e atravesse o rio. Continuando a andar na outra margem, sempre no mesmo sentido, passará pela Igreja do Espírito Santo e, depois, por um bonito fontanário – a chamada Fonte Grande (séc. XVIII). Depois, pegue no carro e siga as indicações que o conduzem ao castelo. Depois de atravessar a Porta do Castelo, ou de São Pedro, achará um bonito recinto arborizado que antecede a entrada na fortaleza. Aprecie as grandiosas proporções da capela-mor e do portal da Igreja de Nossa Senhora da Pena, situada dentro do castelo. Em frente à imponente Torre de Menagem, encontra-se o Paço, formado por dois torreões, um grande salão e uma lindíssima galeria panorâmica. Aproveite também para apreciar a bonita vista que se pode desfrutar do castelo.

Vila Nova De Cerveira

Mais a Norte, em Vila Nova De Cerveira, já a espreitar para a Galiza, em Espanha o Aquamuseu  do rio Minho é de visita obrigatória.

Os aquários são lindos e recriam o percurso do rio e dos seus habitats deste a nascente do rio Minho até  `a  sua foz.

Integra o Museu das Pescas ,um londrário, já no exterior, e o Parque do Castelinho com parque infantil para quem tem crianças.

Minigolfe,campos de basquetebol,etc. Entretanto pode terminar com um belíssimo lanche no bar do antigo ferryboat ou no parque das merendas.

Óbidos

Regresse pela mesma estrada até às Caldas da Rainha e, ao entrar na rotunda onde se encontra a estátua da Rainha D. Leonor, tome a direcção de Óbidos. Pouco antes de chegar à vila, passará por um imponente edifício, que surge bem destacado, num descampado, do lado direito da estrada. Trata-se do Santuário do Senhor Jesus da Pedra. Este singular edifício foi construído entre 1740 e 1747, em substituição de uma pequena capela que ficava a cerca de 300 metros a norte deste local. A sua denominação advém de uma cruz de pedra com a imagem de Cristo gravada, de data e origem desconhecidas. Repare na magnífica abóbada pintada e no pequeno coche que, até há pouco tempo, servia para transportar a imagem da Virgem nas peregrinações à Nazaré.

Horário: todos os dias, das 09.30 h às 12.30 h e das 14.20 h às 18.40 h.
Preço: gratuito.

• Diante do santuário, existe um grande recinto, onde as crianças, normalmente menos interessadas em pormenores históricos e arquitectónicos, podem andar de bicicleta. Junto a um restaurante que aí se encontra, repare no bonito Chafariz Rocaille, da segunda metade do século XVIII.

• Depois, suba à vila de Óbidos, passando por baixo do elegante aqueduto, e estacione no parque logo à entrada. Um pouco acima do estacionamento, há um bom parque de merendas. Óbidos é uma vila típica, onde o tempo parece ter parado. Dê um longo passeio pelas estreitas ruelas e procure apreciar, por detrás do cenário turístico que se impõe aos olhares menos atentos, as verdadeiras lojinhas do comércio tradicional, onde os habitantes se abastecem. Aproveite também para parar numa das muitas tasquinhas e provar uma ginginha local. Depois, faça uma visita ao Museu Municipal de Óbidos, onde poderá observar uma boa colecção de peças de arqueologia, pintura, escultura e arte sacra, além de diversas obras de Josefa de Óbidos. O período conturbado da Guerra Peninsular (séc. XIX) está bem representado na secção de armaria.

Local: Praça de Santa Maria.
Contacto: 262 95 50 10.
Horário: todos os dias, das 10.00 h às 12.30 h e das 14.00 h às 18.00 h. Encerra nos principais feriados.

• Junto ao museu, na Oficina do Barro, poderá assistir ao fabrico artesanal dos conhecidos cestinhos, pacientemente moldados com rolinhos de argila. Nas diversas lojas de vinhos, poderá adquirir o que de melhor se produz, neste sector, na região e no país. Em certos estabelecimentos poderá provar, gratuitamente, alguns vinhos.

Não termine a visita sem subir ao castelo, de onde poderá apreciar a magnífica panorâmica dos arredores. Curiosamente, há alguns séculos, as águas da Lagoa de Óbidos banhavam os muros do castelo, do lado poente.