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Miranda do Douro

Antes de deixar a Freixiosa, a caminho de Miranda, não se esqueça de dar uma última vista de olhos às suas casas de traça tradicional, que, infelizmente, estão a ser rapidamente substituídas por edificações modernas, muitas delas francamente mal integradas.

• A antiga Seponcia romana e Mir-Andul árabe olha de perto o Douro e as terras de Espanha. Foi justamente por causa da sua posição geográfica privilegiada que se tornou palco de muitos confrontos com Castela. Por outro lado, o seu isolamento e proximidade com as aldeias do antigo Reino de Leão justificam a persistência de um dialecto local, o mirandês, directamente derivado do leonês antigo. Actualmente, mais de 15 000 pessoas falam o mirandês, o que justificou a sua ratificação como segunda língua oficial portuguesa (veja também a caixa Não é o português a única língua usada em Portugal).

• Não deixe de dar um demorado passeio a pé pelas ruas tranquilas do bem conservado centro histórico de Miranda. Na Rua da Costanilha, aprecie as bonitas construções quatrocentistas, cujas fachadas estão decoradas com elementos do estilo manuelino e figuras zoomórficas (com a forma de animais). Na Sé Catedral, não se esqueça de admirar durante alguns instantes o célebre Menino Jesus da Cartolinha, completamente vestido e com a sua característica cartola na cabeça.
Não muito longe, no Miradouro da Sé, desfruta-se de uma vista lindíssima sobre o Douro e a Barragem de Miranda. Nos rochedos em frente existem grafitti naturais, formados por líquenes amarelos, que são famosos por parecerem desenhar o contorno perfeito do algarismo 2. Não é fácil descortiná-lo, mas garantimos que está lá!

• Ali perto, também vale a pena ver as arcadas das ruínas do Paço Episcopal, junto a um agradável jardim onde abundam enormes cedros. Finalmente, visite as ruínas do castelo e das muralhas, de onde se pode observar a parte nova da cidade.

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