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Minas do Lousal

Nesta localidade, foram exploradas minas de pirite entre 1900 e 1988. A área de concessão mineira, com cerca de 200 hectares, inseria-se na faixa piritosa ibérica, com cerca de 250 quilómetros de extensão, que se estende desde o Vale do Sado até ao Vale do Guadalquivir, próximo de Sevilha. Da mina, extraía-se essencialmente pirite de alto teor de enxofre, que depois era utilizado na produção de ácido sulfúrico, destinado ao fabrico de adubos agrícolas (superfosfatos).

O Museu Mineiro do Lousal, único no nosso país, aproveita as infra-estruturas da mina para expor os diversos núcleos museológicos. A Central Eléctrica e o Centro de Interpretação já podem se visitados. Posteriormente, uma antiga galeria da mina será aproveitada como sala de exposições e animação cultural. No exterior, poderá apreciar uma antiga locomotiva a vapor do comboio da mina, completamente restaurada.

Local: Azinheira dos Barros.
Contacto: 269 50 81 60.
Horário: Verão, das 10.30 h às 14.00 h e das 16.30 h às 20.00 h. Inverno, das 10.00 h às 17.00 h, sem interrupção para almoço. Encerra à terça.
Preço: gratuito.

• Também já se encontram em funcionamento, no recinto mineiro, o restaurante Armazém Central e diversas lojas de artesanato. Mais abaixo, do outro lado da rua, um parque infantil com uma enorme pirâmide de cabos de aço espera pela atenção dos mais novos.

• Depois da visita, repare na barragem que antigamente assegurava o abastecimento de água à povoação e às instalações mineiras. Embora pequena, está integrada numa paisagem agradável, limitada, no lado do paredão, pela ponte do comboio da mina. Encontrará aqui bons recantos para tomar uma refeição à sombra ou mesmo para pescar. A água tem uma temperatura óptima para dar um mergulho. No entanto, como em qualquer barragem, é necessário ter cuidado com as crianças, sobretudo devido aos fundões e ao facto de a água ser um pouco turva. Tenha o cuidado de voltar a fechar o portão que dá acesso ao local, tal como está indicado na tabuleta afixada, para o gado não sair.

• À saída da povoação, sentirá certamente o cheiro intenso a enxofre, exalado pelos detritos de terra e pedras do morro onde se encontram as ruínas fabris.

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