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Marvão

Depois de recuperar forças, suba a Marvão, voltando ao cruzamento com a placa indicativa. Pode deixar o carro no exterior da muralha, ou entrar pela Porta de Ródão e estacionar no Largo de Olivença, um pouco adiante, se se instalar na vila.

• Marvão deve o seu nome ao guerreiro árabe Ibn Máruan, que aqui se estabeleceu no séc. IX. A praça acabou por ser conquistada por D. Afonso Henriques em 1166 e, já no reinado de D. Dinis, as muralhas e o castelo foram aumentados e reforçados, o que faz todo o sentido, dada a sua posição estratégica junto à fronteira com Espanha.

• Um aspecto que salta à vista é o facto de toda a vila se encontrar no espaço intramuros, ao contrário da maioria das povoações medievais, em que apenas existe um centro histórico intramuros, com o alargamento do casario para fora da muralha. Isto deve-se, provavelmente, ao grande decréscimo populacional repentino que se verificou a partir de finais do séc. XVI, não havendo por isso necessidade de ampliar a zona habitacional para fora da muralha.

• A melhor forma de conhecer Marvão é, sem dúvida, a pé. A tarefa não é complicada, pois, apesar da inclinação acentuada de algumas ruas, a vila é, de facto, bastante pequena. Dirija-se primeiro à Praça do Pelourinho, acima e à esquerda do Largo de Olivença. Subindo depois a Rua do Espírito Santo e a do Castelo, observe os edifícios, do séc. XV e XVI, com os seus portais góticos, alguns rematados com brasões, e belas sacadas em ferro forjado. Tudo está perfeitamente preservado: não existem edifícios que destoem, não há lixo no chão, nota-se o esmero com que os habitantes cuidam das suas casas; a certa altura, dará por si a perguntar se estará mesmo em Portugal…

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