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Museu do Bordado

Saindo do mercado, suba um pouco para norte a Rua Visconde de Anadia, no fim da qual se encontra o núcleo museológico do Instituto do Bordado, Tapeçaria e Artesanato da Madeira. O museu merece bem uma visita, nem que seja apenas para contemplar a enorme tapeçaria, denominada Alegoria da Madeira, que decora o hall de entrada. O seu fabrico ocupou catorze raparigas durante 3 anos e tem cerca de sete milhões de nós!

Encontram-se expostos diversos utensílios usados ao longo dos tempos pelas bordadeiras madeirenses, para além de alguns exemplares que permitem perceber como a técnica do bordado madeirense se foi distinguindo progressivamente do bordado inglês, sobretudo pela esmerada execução e tecnicismo, visível nos pontos de cordão. Todo o museu procura recriar o ambiente de uma casa madeirense do período romântico, possuindo também diversas peças de mobiliário de estilo inglês.

Local: Rua do Visconde de Anadia, n.° 44.
Contacto: 291 22 31 41.
Horário: das 10.00 h às 12.30 h e das 14.00 h às 17.30 h. Encerra ao fim-de-semana e dias feriados.

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Os carros de cesto

Terminada a visita ao Jardim Orquídea, desça até ao cruzamento onde iniciou a subida para o Jardim Botânico e, se quiser experimentar os célebres carros de cesto e/ou visitar o Jardim Tropical Monte Palace, siga a indicação Monte. Depois de alguns quilómetros, encontrará um largo sombreado por enormes plátanos, onde pode estacionar. Seguindo até ao fim do largo, tome o caminho da direita, onde está uma escultura que representa os carros de cesto. Estes encontram-se logo ao virar da curva.

• Os carros de cesto terão sido inventados por um inglês que vivia no Monte e trabalhava no Funchal. Deste modo, tornou as idas diárias à capital mais rápidas e, simultaneamente, mais agradáveis. Trata-se de um carro em verga, de dois lugares, que é manobrado por dois homens de forma a deslizar na calçada, sobre patins de madeira. A vertiginosa descida é controlada unicamente pelos condutores, que travam o carro com os pés! No entanto, segundo consta, não há acidentes a registar. Assim, talvez valha a pena experimentar este meio de transporte seguro e ecológico!

• A descida dura 20 a 30 minutos e acaba na parte velha do Funchal. À chegada, terá à sua espera um táxi que poderá levá-lo de volta ao Monte, por cerca de 5 euros. Mas também pode usar o teleférico, que faz o mesmo percurso em cerca de 15 minutos e lhe permitirá desfrutar de um magnífico panorama da baía.

Local: Carreiros do Monte – Sítio da Igreja.
Contacto: 291 78 39 19.
Horário: de segunda a sábado, das 09.00 h às 18.00 h; domingo, das 09.00 h às 13.00 h.

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Percurso no Funchal

São muitas as razões que fazem com que a romântica cidade do Funchal mereça uma visita atenta. É uma povoação que combina, de forma bastante atractiva, os locais de interesse histórico e cultural com os espaços de natureza e lazer. Alguns parecem-nos absolutamente incontornáveis. Eis as nossas propostas de entre o que de mais interessante existe e se faz nesta cidade.

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Passeio pedestre pelos Picos da Madeira

Não muito longe do miradouro, encontra-se uma vereda com o chão empedrado com lajes, que permite atingir os picos mais próximos. Poderá dar início a um passeio, com uma extensão de cerca de 10 quilómetros, até ao Pico Ruivo. Trata-se de um percurso pedestre difícil e que envolve algum perigo, pois terá de passar por veredas nas encostas sem qualquer protecção. Além disso, exige uma boa preparação física, devido às inúmeras subidas e descidas íngremes. Se for acompanhado de crianças, deverá prescindir deste passeio. Em alternativa, poderá fazer uma caminhada mais fácil até ao mesmo pico, mais adiante neste roteiro.

• Ao fim de 15 minutos de caminhada, verá, à sua esquerda, os palheiros do Pico Furão, no Curral das Freiras. Depois, passando pelo dique que separa as cabeceiras das ribeiras da Fajã da Nogueira e do Cidrão, chegará ao Pico do Gato, com os seus 1 780 metros de altitude. Um túnel escavado na rocha, com 2 metros de altura e 100 de comprimento, permite atravessar o pico sem ter de o escalar. Adiante, mais três túneis levá-lo-ão através das entranhas da rocha avermelhada do Pico das Torres.

• Leve consigo comida, água, uma lanterna a pilhas e agasalhos, mesmo que o tempo esteja óptimo, porque de um momento para o outro pode surgir nevoeiro ou ocorrer uma baixa brusca de temperatura. Não se esqueça também de marcar bem o tempo de marcha (necessitará de, pelo menos, duas horas), evitando ser apanhado pelo cair da noite. Se começar a acusar fadiga, não hesite em sentar-se um pouco para recuperar forças, inalando profundamente o ar puro da montanha.

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A caminho do Funchal

Regresse à estrada para o Paul da Serra, através de uma paisagem plana e árida. Pouco depois, antes de chegar ao Paul da Serra, passará pelo único restaurante da zona, podendo constituir uma óptima alternativa para quem se tenha esquecido de trazer um farnel à medida das anteriores caminhadas serranas.

• No início da descida para Canhas, encontrará à direita um pequeno parque de merendas, de onde se consegue apreciar uma boa panorâmica da costa sul. Tem bancos, mesas e local para aquecer uma refeição. Pelas redondezas, encontrará várias veredas e levadas de piso fácil, passíveis de serem exploradas.

• Continuando a descida, passará por uma das maiores manchas florestais de eucalipto da ilha. Depois de Canhas, tome a direcção de Ponta do Sol e siga pela agradável estrada junto à costa, até à Ribeira Brava, onde deverá tomar a via rápida de regresso ao Funchal. Passará por vários túneis escavados nas montanhas e sobre arrojados viadutos, a partir dos quais poderá contemplar a excelente paisagem, de um ponto de vista muito diferente do permitido pela estrada antiga por onde passou na ida.