É sabido que a Região da Madeira tem o condão de transmitir aos visitantes uma sensação de grande calma e tranquilidade. Isso deve-se tanto ao seu clima suave e ameno como à grande abundância de zonas verdes – convém não esquecer que uma parte substancial do arquipélago é considerada Área Protegida. Não espanta, por isso, que a Madeira seja vista, por muitos, como um enorme jardim em pleno oceano.

• Na realidade, trata-se de uma região que exala encanto e exotismo por todos os poros. Não terá sido certamente por acaso que a Madeira se tornou um destino de eleição logo após a sua descoberta, no princípio do século XV, e que, com o tempo, se tenha transformado numa das primeiras estâncias turísticas da Europa. As suas quatro ilhas – Madeira, Porto Santo, Desertas e Selvagens (estas últimas inabitáveis) – sempre se mostraram propensas a suscitar as mais diversas emoções. Por isso, foram muitos os que, ao longo dos anos, se sentiram atraídos por elas – e alguns foram ficando indefinidamente.

• Em suma, a Madeira apresenta-se, essencialmente, como uma região de uniões harmoniosas: Homem e Natureza, progresso e tradição, cidade e campo, todos convergem num único sentido. Nestas pérolas atlânticas, os diferentes mundos não se opõem, antes contribuem para embelezar e tornar ainda mais interessante o arquipélago, convocando o visitante para agradáveis passeios exploratórios, onde os aromas marítimos estão sempre presentes.

São Vicente

Siga para norte, em direcção a Serra de Água e São Vicente, por um dos caminhos mais bonitos da Madeira. É uma estrada de montanha, muito sinuosa, mas de bom piso, que o levará pelas encostas de um vale escarpado lindíssimo, onde o branco das nuvens e o verde da vegetação se misturam. Existem diversos miradouros, muitos deles equipados com bancos e mesas, a partir dos quais poderá apreciar calmamente e sem perigo estas paisagens notáveis. No Alto da Encumeada, a 1 007 metros de altitude, terá uma boa perspectiva das encostas, sulcadas por terraços de cultivo verdejantes e salpicadas de casinhas. Depois, iniciará a descida para São Vicente, através de um cenário que se vai alterando progressivamente, dominado por uma floresta cada vez mais cerrada e com fios de água que escorrem das encostas talhadas a pique até ao nível da estrada.

Fonte da Areia

Siga em direcção à Fonte da Areia, passando pela Camacha. A última secção da estrada, antes de chegar ao miradouro, está ladeada por altas falésias de arenito branco, moldado de forma rendilhada pela força erosiva do vento. Toda a falésia desta região apresenta as mesmas formações.

A fonte está inserida num pequeno parque equipado com bancos, mesas e um local para foguear. A água é fresca, mas muito dura (rica em calcário). A paisagem é excelente, com o Ilhéu da Fonte da Areia em frente. Pelo lado direito do parque, terá acesso a uma vereda protegida por um varandim de urzes, que permite descer até à praia.

Museu do Bordado

Saindo do mercado, suba um pouco para norte a Rua Visconde de Anadia, no fim da qual se encontra o núcleo museológico do Instituto do Bordado, Tapeçaria e Artesanato da Madeira. O museu merece bem uma visita, nem que seja apenas para contemplar a enorme tapeçaria, denominada Alegoria da Madeira, que decora o hall de entrada. O seu fabrico ocupou catorze raparigas durante 3 anos e tem cerca de sete milhões de nós!

Encontram-se expostos diversos utensílios usados ao longo dos tempos pelas bordadeiras madeirenses, para além de alguns exemplares que permitem perceber como a técnica do bordado madeirense se foi distinguindo progressivamente do bordado inglês, sobretudo pela esmerada execução e tecnicismo, visível nos pontos de cordão. Todo o museu procura recriar o ambiente de uma casa madeirense do período romântico, possuindo também diversas peças de mobiliário de estilo inglês.

Local: Rua do Visconde de Anadia, n.° 44.
Contacto: 291 22 31 41.
Horário: das 10.00 h às 12.30 h e das 14.00 h às 17.30 h. Encerra ao fim-de-semana e dias feriados.

Os carros de cesto

Terminada a visita ao Jardim Orquídea, desça até ao cruzamento onde iniciou a subida para o Jardim Botânico e, se quiser experimentar os célebres carros de cesto e/ou visitar o Jardim Tropical Monte Palace, siga a indicação Monte. Depois de alguns quilómetros, encontrará um largo sombreado por enormes plátanos, onde pode estacionar. Seguindo até ao fim do largo, tome o caminho da direita, onde está uma escultura que representa os carros de cesto. Estes encontram-se logo ao virar da curva.

• Os carros de cesto terão sido inventados por um inglês que vivia no Monte e trabalhava no Funchal. Deste modo, tornou as idas diárias à capital mais rápidas e, simultaneamente, mais agradáveis. Trata-se de um carro em verga, de dois lugares, que é manobrado por dois homens de forma a deslizar na calçada, sobre patins de madeira. A vertiginosa descida é controlada unicamente pelos condutores, que travam o carro com os pés! No entanto, segundo consta, não há acidentes a registar. Assim, talvez valha a pena experimentar este meio de transporte seguro e ecológico!

• A descida dura 20 a 30 minutos e acaba na parte velha do Funchal. À chegada, terá à sua espera um táxi que poderá levá-lo de volta ao Monte, por cerca de 5 euros. Mas também pode usar o teleférico, que faz o mesmo percurso em cerca de 15 minutos e lhe permitirá desfrutar de um magnífico panorama da baía.

Local: Carreiros do Monte – Sítio da Igreja.
Contacto: 291 78 39 19.
Horário: de segunda a sábado, das 09.00 h às 18.00 h; domingo, das 09.00 h às 13.00 h.

Percurso no Funchal

São muitas as razões que fazem com que a romântica cidade do Funchal mereça uma visita atenta. É uma povoação que combina, de forma bastante atractiva, os locais de interesse histórico e cultural com os espaços de natureza e lazer. Alguns parecem-nos absolutamente incontornáveis. Eis as nossas propostas de entre o que de mais interessante existe e se faz nesta cidade.