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Sesimbra

Saia do Portinho da Arrábida, regressando ao último cruzamento por onde tinha passado. Sobressaindo no meio do matagal, repare no Convento da Arrábida, na encosta à sua frente. Vire agora para a esquerda, na direcção de Sesimbra, e, depois, corte novamente à esquerda, quando chegar ao final do traço contínuo. Cruze a via com cuidado e entre numa estrada de terra batida que aí se encontra, atravessando uma mata muito agradável. Chegando ao fim do caminho, estacione, tendo o cuidado de não estorvar a entrada para a casa particular aí situada.

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Portinho da Arrábida

Continue o caminho em direcção ao Portinho da Arrábida. Pouco depois, passará por uma estrutura industrial, de aspecto sinistro, completamente coberta por um pó cinzento – trata-se “apenas” de uma cimenteira, que, infelizmente, continua a fumegar no coração de um dos nossos melhores parques naturais. Ainda bem que, alguns quilómetros depois, esta má recordação acaba por se desvanecer, à vista da excelente Praia da Figueirinha. A praia de areia fina é banhada por um mar de água cristalina, onde apetece passar o dia inteiro a nadar. Durante a maré baixa, é costume formar-se uma língua de areia, que delimita uma enorme poça de água muito apreciada pelas crianças.

• Seguindo caminho, passará por um elegante túnel que atravessa a falésia rochosa, dando acesso a uma estrada lindíssima que acompanha, de perto, a costa. Do lado oposto, eleva-se a Serra da Arrábida, coberta pelo matagal típico das regiões mediterrânicas. Nesta altura, se tiver a janela do carro aberta, poderá deleitar-se com uma agradável mistura de aromas, onde normalmente sobressaem o rosmaninho e a esteva. Depois, vire à esquerda no cruzamento onde aparecem as indicações Portinho da Arrábida e Museu Oceanográfico. Irá ter à baía do Portinho da Arrábida, graças a uma estrada estreita que, nalguns locais, não permite o cruzamento de dois automóveis – por isso, convém sinalizar a sua presença buzinando algumas vezes, nomeadamente junto à fortaleza, de forma a evitar manobras complicadas. Chegando à baía, estacione no parque, que é pago. Existe outro parque no lado oposto da baía, mas, deste lado, a paisagem é bem mais agradável.

• Atente bem na curva pronunciada da linha costeira, na praia de areia branca e no ilhéu da Pedra da Anicha, a rematar o conjunto. Trata-se de um local com uma beleza única no nosso país. Experimente dar um passeio, à beira-mar, até à zona de areal em frente ao ilhéu. Aí, forma-se uma rampa natural de areia, quase irresistível para os especialistas em rebolar pela encosta abaixo – as crianças. As águas, geralmente cristalinas e pouco agitadas, também são relativamente seguras para os mais novos.
Se preferir ficar apenas a apreciar a paisagem, há excelentes esplanadas, semelhantes a varandins sobre o mar, pertencentes aos restaurantes que aí se encontram. Durante a maré cheia, bandos de gaivotas vêm até muito perto dessas esplanadas, com a esperança de conseguirem algum alimento.

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Cabo Espichel

Prossiga o percurso, saindo de Sesimbra para Santana e virando novamente à esquerda onde está a indicação Castelo. Logo no primeiro cruzamento, vire à direita, na direcção do Cabo Espichel. A estrada é boa e atravessa uma paisagem ampla de matagal baixo e campos cultivados. Quando sair de Azóia, passe umas casas velhas que se encontram do lado direito da estrada e vire na primeira à direita, a seguir a uma paragem de camionetas. Siga por essa estrada de terra batida, até onde achar que o seu automóvel pode passar em segurança, e depois prossiga a pé. Encontrará um fabuloso miradouro sobre a falésia, de onde se avista toda a costa oeste, até à Serra de Sintra. Com muito cuidado, tente encontrar um acesso para descer até ao mar. Mas nem pense em tomar banho, porque o local é muito perigoso para isso. Pelo contrário, se gosta de pescar, saiba que esta costa rochosa, de mar normalmente forte, é ideal para apanhar pequenos robalos ou sargos. Vários carreiros permitem explorar a pé outras zonas da arriba. Regressando à estrada, chegará, dentro de pouco tempo, ao Cabo Espichel. Depois de uma visita ao Santuário de Nossa Senhora do Cabo, vá até à extremidade do promontório e aprecie, mais uma vez, o fantástico panorama. A falésia, com mais de 100 metros de altura, é formada por lajes inclinadas, onde é possível encontrar-se muitos fósseis. Mas é preciso ter muito cuidado com as crianças, porque, aqui, qualquer acidente poderá ter um desfecho fatal!

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Lagoa de Albufeira

Regresse à estrada, tomando a direcção de Sesimbra e Santana, até virar, à esquerda, num cruzamento onde está indicado Alfarim e Lagoa de Albufeira. Vá sempre em frente, seguindo a indicação Lagoa de Albufeira. Já na lagoa, na parte mais afastada do mar, o solo é lodoso, cheio de berbigão, e a água menos profunda e mais quente. Do lado do mar, existe uma praia de areia branca e a água é mais fria, sobretudo durante a preia-mar, quando a água entra pelo canal de comunicação. Nas margens, há uma mata de enormes pinheiros mansos, que proporcionam boas sombras. Diversos trilhos permitem explorar as margens da lagoa.

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Museu de Arqueologia

Este museu foi inaugurado nos anos 60, numa dependência da Igreja de Santa Maria do Castelo, mas, em 1982, o material de exposição foi transferido para as actuais instalações. Trata-se de um pequeno museu, que se resume a uma dezena de vitrinas, mas que, mesmo assim, vale a pena ser visitado, já que consegue dar uma ideia de como era a vida das populações que habitaram nesta costa, do Paleolítico aos nossos dias. Chamamos a atenção para as peças de adorno, como alfinetes, colares de contas, ídolos de ardósia, etc.