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Museu de José Malhoa

Este museu também se encontra dentro do jardim. Aí poderá apreciar colecções de pintura, escultura, cerâmica, desenho e medalhística, sobretudo dos séculos XIX e XX. Mas o destaque vai, sem dúvida, para os núcleos de pintura de José Malhoa, de cerâmica de Rafael Bordalo Pinheiro e de estatuária de Francisco Franco e Leopoldo de Almeida (autor da estátua de José Malhoa que se encontra no exterior do edifício). O museu alberga ainda uma biblioteca de arte, que inclui documentação relativa aos artistas representados.

Local: Parque D. Carlos I.
Contacto: 262 83 19 84.
Horário: terça a domingo, das 10.00 h às 12.30 h e das 14.00 h às 17.00 h. Encerra à segunda e feriados principais.

• Se a secção de cerâmica do museu lhe tiver despertado o interesse pelas louças das Caldas, vá até à Rua Columbano Bordalo Pinheiro, onde poderá visitar a Casa-Museu São Rafael. Aí poderá ficar com uma visão mais completa da cerâmica produzida, durante longos anos, na Fábrica Bordalo Pinheiro, onde se encontram diversos originais e cópias de peças desenhadas pelo artista.

Local: Rua Columbano Bordalo Pinheiro, 53.
Contacto: 262 83 93 84.
Horário: segunda a sexta, das 10.00 h às 12.00 h e das 14.00 h às 16.30 h. Encerra aos fins-de-semana.

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Caldas da Rainha

Experimente começar a manhã com uma visita ao Mercado da Fruta, na Praça da República. Trata-se de um tradicional mercado ao ar livre, com o aspecto de uma feira movimentada. Misture-se com a multidão, inspire os aromas da fruta e dos legumes e aprecie o melhor que a agricultura do Oeste tem para oferecer. Um pouco acima, repare no bonito Chafariz das Cinco Bicas, antes de descer à parte baixa da cidade. Aproveite para ir apreciando as cantarias e sacadas, muito trabalhadas, que adornam as fachadas dos muitos edifícios de traça Arte Nova, em especial os nos. 34-36, 35-37 e 53 da Rua Miguel Bombarda ou o n.° 19 da Rua José Barbos. Por todo o lado encontrará lojas de cerâmica tradicional das Caldas, que vendem desde verdadeiras obras-primas até às peças mais “brejeiras”, que são, geralmente, as mais conhecidas e procuradas.

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Ilha da Berlenga

O Arquipélago das Berlengas é, actualmente, uma reserva natural e só a ilha maior, a Berlenga, é visitável, embora, mesmo assim, com algumas condicionantes relativas ao percurso pedestre. Também foi imposto um limite legal de 300 pessoas por dia na ilha, o que poderá condicionar a sua visita. A água é cristalina e convida a um mergulho. Poderá também optar por uma viagem de bote, para visitar as inúmeras grutas semi-submersas – mas, nesse caso, prepare-se para algumas emoções fortes! Poderá ainda subir ao farol, visitar a imponente Fortaleza de São João Baptista e dar umas migalhas às gaivotas…

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Óbidos

Regresse pela mesma estrada até às Caldas da Rainha e, ao entrar na rotunda onde se encontra a estátua da Rainha D. Leonor, tome a direcção de Óbidos. Pouco antes de chegar à vila, passará por um imponente edifício, que surge bem destacado, num descampado, do lado direito da estrada. Trata-se do Santuário do Senhor Jesus da Pedra. Este singular edifício foi construído entre 1740 e 1747, em substituição de uma pequena capela que ficava a cerca de 300 metros a norte deste local. A sua denominação advém de uma cruz de pedra com a imagem de Cristo gravada, de data e origem desconhecidas. Repare na magnífica abóbada pintada e no pequeno coche que, até há pouco tempo, servia para transportar a imagem da Virgem nas peregrinações à Nazaré.

Horário: todos os dias, das 09.30 h às 12.30 h e das 14.20 h às 18.40 h.
Preço: gratuito.

• Diante do santuário, existe um grande recinto, onde as crianças, normalmente menos interessadas em pormenores históricos e arquitectónicos, podem andar de bicicleta. Junto a um restaurante que aí se encontra, repare no bonito Chafariz Rocaille, da segunda metade do século XVIII.

• Depois, suba à vila de Óbidos, passando por baixo do elegante aqueduto, e estacione no parque logo à entrada. Um pouco acima do estacionamento, há um bom parque de merendas. Óbidos é uma vila típica, onde o tempo parece ter parado. Dê um longo passeio pelas estreitas ruelas e procure apreciar, por detrás do cenário turístico que se impõe aos olhares menos atentos, as verdadeiras lojinhas do comércio tradicional, onde os habitantes se abastecem. Aproveite também para parar numa das muitas tasquinhas e provar uma ginginha local. Depois, faça uma visita ao Museu Municipal de Óbidos, onde poderá observar uma boa colecção de peças de arqueologia, pintura, escultura e arte sacra, além de diversas obras de Josefa de Óbidos. O período conturbado da Guerra Peninsular (séc. XIX) está bem representado na secção de armaria.

Local: Praça de Santa Maria.
Contacto: 262 95 50 10.
Horário: todos os dias, das 10.00 h às 12.30 h e das 14.00 h às 18.00 h. Encerra nos principais feriados.

• Junto ao museu, na Oficina do Barro, poderá assistir ao fabrico artesanal dos conhecidos cestinhos, pacientemente moldados com rolinhos de argila. Nas diversas lojas de vinhos, poderá adquirir o que de melhor se produz, neste sector, na região e no país. Em certos estabelecimentos poderá provar, gratuitamente, alguns vinhos.

Não termine a visita sem subir ao castelo, de onde poderá apreciar a magnífica panorâmica dos arredores. Curiosamente, há alguns séculos, as águas da Lagoa de Óbidos banhavam os muros do castelo, do lado poente.

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Regresso às Caldas da Rainha

Finalmente, regresse às Caldas da Rainha, passando novamente perto de Óbidos. Se tiver ficado com a sensação de que nem tudo ficou bem visto, ainda poderá fazer uma última visita a esta vila; caso contrário, aproveite para voltar ao Parque D. Carlos I, onde poderá terminar o dia, ou para dar um passeio nocturno pelo centro histórico da cidade, já liberto, a essas horas, da azáfama quotidiana.