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Idanha-a-Velha

Depois, continue pela estrada secundária 332, na direcção de Idanha-a-Velha.

• Tudo indica que o Homem vive nas margens férteis do Rio Ponsul desde a Pré-História. Esta localidade, a que os romanos chamaram Civitas Igaeditanorum, ficava sobre a grande via que ligava Merida a Braga. E por aqui passaram, também, povos bárbaros e muçulmanos, que deixaram marcas interessantes da sua presença. Pode dizer-se que Idanha-a-Velha é, toda ela, um imenso museu. Por isso, sugerimos que deixe o carro à entrada da aldeia e se prepare para fazer uma interessante “viagem no tempo”. Comece por dar um passeio demorado pelo centro e visite a Igreja Matriz e o pelourinho, no largo adjacente. Percorra as ruelas e observe bem os pormenores das cantarias.

• A Sé de Idanha-a-Velha foi a primeira catedral visigótica da Península Ibérica, tendo sido construída sobre os restos de um templo romano. Actualmente, alberga a maior colecção de inscrições romanas da Europa. Curiosamente, um casal de cegonhas nidifica na torre, todos os anos, aparentemente com total indiferença à importância histórica do monumento. Aí perto, ergue-se uma torre de menagem, construída pelos Templários sobre um antigo podium romano. As muralhas, edificadas nos séculos lll-IV, também apresentam sinais de melhoramentos posteriores, tendo sido utilizadas, por vezes, pedras já talhadas pertencentes a edificações diversas. Numa porta da muralha, junto à Sé, ainda são visíveis os restos da calçada romana que servia a zona. Na parte baixa da aldeia, uma elegante ponte romana continua a ser utilizada, ainda hoje, para atravessar o Rio Ponsul.

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