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Gerês

Depois de passar Ventosa, volte à direita quando vir a indicação Gerês. Inicia-se aí a descida que o levará até à albufeira e ao Rio Cávado, que atravessará utilizando duas pontes, antes de subir à vila de Gerês. De ambas as pontes, desfrutará da magnífica paisagem que se estende ao longo do vale. Mais adiante, se quiser, poderá fazer uma paragem em Vilar da Veiga, e alugar um barco ou uma “gaivota” (pequeno veículo aquático com pedais) para um passeio pelas águas tranquilas do rio.

• Chegando a Gerês, vale a pena visitar o Parque das Termas. O local está densamente arborizado e o seu traçado acompanha durante algum tempo o Rio Gerês, que, aqui e ali, forma cascatas e fundões. Os diversos arruamentos permitem circular facilmente por todo o parque e apreciar convenientemente a sua beleza. Como seria de esperar, o parque dispõe de bancos e mesas, onde sabe bem descontrair durante algum tempo ou fazer um pequeno lanche. Também é certo que as crianças apreciarão o parque infantil e os adultos, a piscina. Para os que não gostam de tomar banho em locais mais “selvagens”, é altura de aproveitar…

Horário: todos os dias, de 1 de Maio a 31 de Outubro (se possível, evite os meses de Julho e Agosto, devido à grande afluência nessa altura do ano).

• Quando sair do Gerês, siga na direcção da Portela do Homem, pela EN 308-1. Passado algum tempo, passará por outro parque de merendas, também muito bem equipado e instalado no meio de um bosque denso.
Dispõe de várias fontes, que jorram, gratuitamente, a excelente água da região. No caso de não ter podido aproveitar as óptimas condições do Parque das Termas, tem aqui uma alternativa à altura…
Entretanto, se não se importar de fazer um desvio de cerca de 10 quilómetros, volte à direita quando vir a indicação Cascata da Fonte do Arado. Como poderá confirmar por si mesmo, trata-se de um autêntico festival para os sentidos!

• Neste ponto, não podemos deixar de chamar a atenção para a necessidade de conduzir com algum cuidado, porque a estrada por onde passa o percurso nesta fase é muito inclinada, estreita e com curvas um pouco traiçoeiras, que, nalguns casos, aparentam ser menos apertadas do que realmente são. Além disso, não deve esquecer a possibilidade de se cruzar, a qualquer momento, com um veículo que venha no sentido inverso.
Por essa razão, não pare à beira da estrada (apesar de esta passar por diversos ribeiros e fontes) ou, se tiver de o fazer, seja muito prudente!

• Mais tarde, já depois de Portela de Leonte, atravesse devagar a Mata de Albergaria, com os seus bosques densos sulcados por inúmeros ribeiros. A utilização desta zona está muito limitada, para sua própria defesa.
Volte para a esquerda quando vir a indicação Vilarinho das Furnas e siga por essa estrada de terra batida, mas em bom estado, que passa pela antiga estação de truticultura. Ali perto, no rio, existem óptimos locais para fazer uma paragem de descontracção e até, quem sabe, tomar um banho refrescante…

• Neste ponto, a estrada volta a acompanhar o rio (neste caso, o Rio Homem), vislumbrando-se, por entre a folhagem, vários locais de acesso relativamente fácil.
As copas das árvores fecham-se em túnel sobre a estrada, cobrindo tudo com uma luz difusa e esverdeada. Do lado esquerdo, sucedem-se bosques densos, com o solo recoberto de musgo e fetos, onde apetece parar e “preguiçar” um pouco…

• Do lado esquerdo da estrada, surgirão, a determinada altura, diversos marcos miliários romanos, com o aspecto de cilindros de pedra verticais. Marcam, ainda hoje, a localização da antiga via militar que ligava Braga (Bracara Augusta) a Astorga (Astorica Augusta), através de um percurso de 215 milhas popularmente conhecido por Geira (na parte do traçado que passava pela Serra do Gerês). Repare nas inscrições visíveis em muitos deles.
Um pouco adiante, a estrada passa muito perto da albufeira de Vilarinho das Furnas, onde, mais uma vez, existem diversos locais onde vale a pena parar um pouco para apreciar a magnífica paisagem. Depois, continue até chegar a um cruzamento com uma estrada alcatroada. Vire à esquerda, na direcção de Campo do Gerês e Covide.
Se o desejar, também pode fazer um pequeno desvio e virar primeiro à direita, para descer ao paredão da barragem e apreciar a paisagem que se estende para jusante. Além disso, às vezes – quando o nível da água está suficientemente baixo – é possível ver, da margem oposta, parte do casario da aldeia que ficou submersa quando a albufeira encheu: trata-se da aldeia de Vilarinho das Furnas, que deu o nome à barragem.

• O resto do percurso, até Rio Caldo, faz-se através de uma estrada bastante boa e com uma ampla panorâmica da serra, muito agradável. Em São Bento, pare no Santuário de São Bento da Porta Aberta e aproveite para dar uma vista de olhos à paisagem, sempre, magnífica, que se pode apreciar do miradouro que se encontra junto ao templo. Um pouco abaixo, experimente saborear a tranquilidade ribeirinha na esplanada junto à Marina de Rio Caldo.

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