Castelo Mendo

Continue na 324 até chegar ao cruzamento com a estrada secundária 16. Nessa altura, vire à direita e siga a indicação Castelo Mendo. Vá com atenção, porque a última tabuleta antes de chegar à aldeia está tão bem “disfarçada” que mal se dá por ela. A certa altura, o casario aparece do lado direito da estrada, incrustado num maciço granítico a cerca de 700 metros de altitude. Há-de reparar que, como acontece noutras localidades desta região, em Castelo Mendo tudo parece estar na mesma há vários séculos. A aldeia está completamente envolvida por muralhas medievais que, em conjunto com a sua localização, contribuíam para a tornar quase inexpugnável.

• Antes de entrar na zona que fica dentro do limite das muralhas, não deixe de prestar atenção ao Alpendre da Feira, ao Chafariz d’EI-Rei (ornamentado com as armas reais de D. Manuel I) e à Fonte Nova. Curiosamente, a Capela do Cemitério, que já existia em 1519, tem o pavimento interior revestido de seixos rolados. Ali próximo, no Outeiro das Oliveiras, encontrará o Calvário (séc. XIX), composto por cinco cruzes dispostas ao longo do caminho.

• As Portas da Vila estão guardadas por duas imagens de pedra, de origem celta, que se pensa representarem porcos ou javalis. Por sua vez, o pelourinho de gaiola (séc. XVI), com os seus 7 metros de altura, é um dos mais altos da Beira e fica num largo pavimentado com seixos rolados, tal como a referida Capela do Cemitério.

• No castelo, suba à torre de menagem e, ao apreciar a paisagem, repare na pequena azenha, junto ao rio. Quando acabar a visita ao castelo, pense na possibilidade de ir até essa azenha, onde, até há poucas décadas, era moído o trigo de toda a população. Para lá chegar, desça pela estrada que vai para Mesquitela. Passando umas amoreiras que ficam do lado direito, vire à esquerda e siga por uma vereda estreita que o levará ao rio. O caminho é fácil e tem vários trechos em calçada antiga. Repare nas estranhas inscrições gravadas sobre o portal da azenha. Preste atenção, também, à levada de pedra e à represa, que conduziam a água necessária ao funcionamento da mó. Depois, regresse à aldeia pelo mesmo caminho. Em alternativa, existe outro trilho, também em calçada antiga, que também o levará à aldeia, mas pela outra encosta do morro. Andando com calma, este passeio pode demorar cerca de 2 horas. Destina-se, sobretudo, aos que gostam de uma boa caminhada entre paisagens aprazíveis.

Comentários

Comentários