Cabo de São Vicente

Depois de, eventualmente, ter dado uma vista de olhos pelas diversas lojas de artesanato em Sagres, siga em direcção ao Cabo de São Vicente. Aproveite para ir espreitando alguns dos trilhos que partem do lado esquerdo da estrada e que proporcionam, a quem por eles se aventura, privilegiados pontos de observação sobre as falésias.

• O Cabo de São Vicente é o extremo sudoeste da Europa continental. A flora costeira assume aí uma espantosa diversidade, contando com várias espécies endémicas (ou seja, que só existem nesse lugar). Uma das mais fáceis de observar é uma espécie de esteva de pequena estatura e sem as manchas de cor púrpura nas pétalas. Esta zona também é frequentada por diversas aves migradoras.

• O farol do cabo é um dos mais importantes e potentes de toda a Europa; o seu feixe é visível a 90 quilómetros de distância. Pode visitá-lo todos os dias, acompanhado por um dos faroleiros, que serve também de cicerone. O horário é variável (consoante os afazeres dos funcionários), mas, de um modo geral, está aberto das 10 às 17 horas, com um período de cerca de uma hora para o almoço. Depois de subir os 74 degraus da escadaria em caracol que o leva ao cimo do farol, repare nas enormes lentes de Fresnel, que concentram os 3 000 watt da lâmpada sem que seja necessário dispor de uma enorme lente maciça. O preço da visita fica ao critério do visitante (o que não deixa de ser uma interessante estratégia de marketing…).

• Regresse de novo a Vila do Bispo, eventualmente pela estrada que passa a Cruz da Rafa. Entre depois na EN 125, para seguir em direcção a Lagos. Se tiver tempo e interesse, ainda pode fazer um pequeno desvio, para dar uma olhada à Ermida de Nossa Senhora de Guadalupe, na Raposeira, onde, segundo a tradição, o Infante D. Henrique se recolhia para orar. É um edifício de estilo romano-gótico, provavelmente do século XIII. Está indicado no lado esquerdo da estrada.

Comentários

Comentários