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Briteiros

O trajecto para a Citânia de Briteiros, a partir do Santuário do Sameiro, também está bem assinalado. Pelo caminho, vamo-nos apercebendo da típica ocupação das terras nortenhas, cheias de pequenas propriedades dominadas por moradias (algumas de aspecto incaracterístico) e alguns solares. Chegando ao local, onde, em tempos remotos, se fixou uma população de muito provável origem celta, a primeira coisa que chama a atenção é o excelente estado de conservação e a extensão do povoado. Passando a Casa do Guarda, acede-se a um circuito demarcado, que nos leva por arruamentos antigos até ao “coração” do antigo castro, onde ainda é possível ver numerosas construções, de diferentes tipos e formas. Olhando mais atentamente, notará a existência de algumas caleiras, que conduziam a água até à fonte pública, uma construção circular com alguns bancos, que era, muito provavelmente, o local onde se realizavam as reuniões do conselho comunitário, e espaços de formato rectangular destinados ao gado.

A sensação de recuo no tempo é inevitável, sobretudo tendo em conta que se está num dos locais que terão dado origem ao povo lusitano. Aproveite também para subir a um dos penedos e perscrutar o horizonte. Repare na excelente localização do povoado, que dominava toda a paisagem em redor, e lembre-se de que o castro estava ainda protegido por várias cinturas de muralhas. Um povoado assim fortificado era quase intransponível.

Local: Briteiros.

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