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Castro do Jarmelo

Volte à estrada 16 e siga sempre na direcção da Guarda. A determinada altura, encontrará um desvio à esquerda, com a indicação Castro do Jarmelo. Como verá, do castro pouco parece restar, além de um enorme amontoado de pedras (excepto, talvez, para os entendidos). Mesmo assim, a deslocação pode valer a pena, pois, perto da igreja que aí se encontra, há um recanto bastante agradável, onde, sob azinheiras de grande porte, sabe bem fazer uma pequena paragem. Aí, o silêncio apenas é interrompido pelo chilrear dos pássaros. Não muito longe, existe um marco geodésico. Vá até lá, se quiser ter uma boa perspectiva da paisagem circundante.

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Arrifana

Continue caminho e, já bem perto da Guarda, detenha-se na Arrifana. Se lhe apetecer visitar a Casa-Museu José Antunes Pissarra, contacte o Sr. António Oliveira (veja o número de telefone, em baixo) – é ele que vem abrir a porta do museu e servir de cicerone, todos os dias. Trata-se de um museu etnográfico, instalado numa casa tradicional da região. A casa pertencia a um habitante da Arrifana, já falecido, mas foi doada pelos herdeiros à Junta de Freguesia. Neste espaço museológico, encontram-se diversos objectos que, durante muitos anos, fizeram parte do quotidiano das gentes da região, desde o tear às alfaias agrícolas. O primeiro andar reproduz uma casa tradicional beirã, guarnecida com os utensílios domésticos mais comuns.

Local: Arrifana.
Contacto: 271 96 31 88 (Sr. António Oliveira).
Horário: sábados e domingos, das 14.00 h às 18.00 h. Durante a semana, é necessário contactar previamente o Sr. Oliveira, para marcar a hora da visita.

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Castelo Mendo

Continue na 324 até chegar ao cruzamento com a estrada secundária 16. Nessa altura, vire à direita e siga a indicação Castelo Mendo. Vá com atenção, porque a última tabuleta antes de chegar à aldeia está tão bem “disfarçada” que mal se dá por ela. A certa altura, o casario aparece do lado direito da estrada, incrustado num maciço granítico a cerca de 700 metros de altitude. Há-de reparar que, como acontece noutras localidades desta região, em Castelo Mendo tudo parece estar na mesma há vários séculos. A aldeia está completamente envolvida por muralhas medievais que, em conjunto com a sua localização, contribuíam para a tornar quase inexpugnável.

• Antes de entrar na zona que fica dentro do limite das muralhas, não deixe de prestar atenção ao Alpendre da Feira, ao Chafariz d’EI-Rei (ornamentado com as armas reais de D. Manuel I) e à Fonte Nova. Curiosamente, a Capela do Cemitério, que já existia em 1519, tem o pavimento interior revestido de seixos rolados. Ali próximo, no Outeiro das Oliveiras, encontrará o Calvário (séc. XIX), composto por cinco cruzes dispostas ao longo do caminho.

• As Portas da Vila estão guardadas por duas imagens de pedra, de origem celta, que se pensa representarem porcos ou javalis. Por sua vez, o pelourinho de gaiola (séc. XVI), com os seus 7 metros de altura, é um dos mais altos da Beira e fica num largo pavimentado com seixos rolados, tal como a referida Capela do Cemitério.

• No castelo, suba à torre de menagem e, ao apreciar a paisagem, repare na pequena azenha, junto ao rio. Quando acabar a visita ao castelo, pense na possibilidade de ir até essa azenha, onde, até há poucas décadas, era moído o trigo de toda a população. Para lá chegar, desça pela estrada que vai para Mesquitela. Passando umas amoreiras que ficam do lado direito, vire à esquerda e siga por uma vereda estreita que o levará ao rio. O caminho é fácil e tem vários trechos em calçada antiga. Repare nas estranhas inscrições gravadas sobre o portal da azenha. Preste atenção, também, à levada de pedra e à represa, que conduziam a água necessária ao funcionamento da mó. Depois, regresse à aldeia pelo mesmo caminho. Em alternativa, existe outro trilho, também em calçada antiga, que também o levará à aldeia, mas pela outra encosta do morro. Andando com calma, este passeio pode demorar cerca de 2 horas. Destina-se, sobretudo, aos que gostam de uma boa caminhada entre paisagens aprazíveis.

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Regresso à Guarda

Para fazer os últimos quilómetros que o separam da Guarda, tanto poderá seguir pela mesma estrada, como tomar o IP5. Depois, talvez possa terminar o percurso “em beleza”, saboreando alguns pratos da tradicional gastronomia beirã. Experimente, por exemplo, uma refeição típica da Guarda: sopa de grão, cabrito assado e, como sobremesa, arroz doce.

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Seixo do Côa

Prosseguindo viagem, vire à direita passados 2 quilómetros, quando encontrar uma placa com a indicação Seixo do Côa. Entre na povoação e vire depois à esquerda, para a igreja, numa esquina onde se vê um painel com uma imagem de Cristo e os anjos salvando almas do Purgatório. Junto à igreja, encontrará uma torre sineira com um relógio. Suba, utilizando a escada de ferro, e aproveite a oportunidade para apreciar o mecanismo interior do relógio. Depois, subindo um último lance de escadas e passando por uma abertura estreita, aceda finalmente ao varandim, no alto da torre, e à ampla panorâmica que daí se desfruta. Antes de regressar à estrada 324, vire à direita, logo à saída da aldeia, e desça até ao rio, onde poderá apreciar uma bonita ponte de pedra.