Praia da Vagueira

A Praia da Vagueira oferece aos visitantes um enorme areal, além dos inevitáveis restaurantes e esplanadas. Aqui, os pescadores continuam a praticar a arte da xávega (um tipo de rede utilizada na pesca de arrasto). Antigamente, tanto a deslocação dos barcos na praia como a recolha das redes eram feitas recorrendo a juntas de bois. Hoje, infelizmente, os pescadores são obrigados a utilizar tractores barulhentos, que cumprem de forma menos elegante o mesmo objectivo. De qualquer modo, é sempre interessante assistir a esta faina, que corre o risco de desaparecer ou de vir a ser feita apenas com objectivos turísticos.

Pateira de Fermentelos

Já com a boca adoçada, pegue no carro e saia da cidade, tomando a direcção de Águeda. Com cerca de 18 quilómetros andados, volte à esquerda quando vir indicado Fermentelos. Aí, deverá seguir a indicação Pateira de Fermentelos.

• Esta enorme lagoa, com cerca de 530 hectares de extensão, pertencia a uma reserva de caça do rei D. Manuel I. O nome pateira advém justamente da grande quantidade de patos que aí existiam nessa altura. Actualmente, o local ainda é frequentado não só por patos, mas por uma enorme diversidade de aves aquáticas que nidificam nos recantos mais sossegados das margens. Por sua vez, os amantes da pesca poderão capturar aqui belos exemplares de carpas, achigãs e enguias.

• Como não poderá deixar de notar, a lagoa está infestada de lagostins-de-água-doce-americanos, uma espécie que causa muitos problemas, por exemplo, nos arrozais. Aqui, são consumidos, consoante as suas dimensões, por peixes, aves aquáticas ou outros animais que se aproximam de noite da borda de água. Os lagostins são tantos que poderá vê-los enquanto se passeiam, mesmo de dia, pelas margens.

• A paisagem é serena e apresenta recantos lindíssimos nas enseadas arborizadas, salpicadas de barquinhos típicos da lagoa, amarrados junto às margens. Existem alguns parques de merendas, algo pobres, mas suficientemente equipados para permitirem que se faça uma refeição agradável, contemplando o espelho de água.

Museu de Aveiro

Se quiser visitar este museu, mas não lhe apetecer pedalar em piso inclinado, o melhor é deixar a buga num dos respectivos parques e subir, a pé, até à Catedral de São Domingos, um templo de fachada barroca. O museu está instalado nas imediações da Catedral, no antigo Convento de Jesus, mantendo-se alguns espaços da sua anterior condição conventual. Destacam-se o lindíssimo túmulo da Princesa Santa Joana, encomendado por D. Pedro II ao arquitecto João Antunes, e a bela talha dourada.
O museu exibe uma das mais importantes colecções de arte sacra do país, além de possuir outras secções interessantes. É de destacar também a biblioteca (de acesso reservado), que acolhe um espólio rico, dividido em dois núcleos: um, dedicado ao livro antigo, e outro, a publicações mais recentes, relacionadas sobretudo com a História Geral e a História da Arte. O museu também acolhe, frequentemente, exposições temporárias.

Local: Avenida de Santa Joana Princesa.
Contacto: 234 38 31 88.
Horário: terça a domingo, das 10.00 h às 17.30 h. Encerra à segunda e dias 1 de Janeiro, Sexta-feira Santa, Domingo de Páscoa, 1 de Maio e 25 de Dezembro.

• À saída do museu, aproveite para visitar também a Catedral de São Domingos, e não abandone estas paragens sem apreciar, no largo frontal, o bonito cruzeiro gótico-manuelino. Depois, continuando a andar para sul, chegará ao magnífico Parque Municipal, junto ao Estádio Mário Duarte. O espaço está bem arborizado e possui alguns recantos encantadores, como uma curiosa fonte que parece escavada na rocha. Os mais novos encontrarão, decerto, motivos específicos de interesse, algures entre o parque infantil e as gaiolas gigantes, que albergam várias espécies de aves. Aí perto, também poderá visitar a Igreja de Santo António e São Francisco. As duas capelas geminadas, construídas em homenagem aos dois santos, são o que resta do antigo Convento de Santo António, fundado em 1524.

• Regressando ao centro, sugerimos que esqueça a dieta por alguns momentos e prove uma especialidade da doçaria regional, como os ovos moles, em hóstia ou em barricas, considerados a imagem de marca de Aveiro.

Fornos de Algodres

Um pouco antes de entrar na vila, encontrará a indicação Mata Municipal. Esta fica numa zona elevada e tem vista para o vale. Árvores não faltam e as várias mesas e bancos convidam a fazer uma pequena pausa, na qual poderá aproveitar para tomar uma refeição ligeira. No mesmo espaço, encontrará um grelhador comunitário, água corrente e instalações sanitárias, bem como um circuito de manutenção, com boa sinalização indicadora do percurso, do grau de dificuldade de cada fase e dos exercícios aconselhados.

• Fornos de Algodres deve o seu curioso nome aos inúmeros fornos de cerâmica que outrora aqui existiam. Perto do Largo do Cruzeiro, onde se vêem enormes amoreiras, há dois artífices da terra, cujos estabelecimentos ficam quase em frente um do outro, na Rua António Pedroso.

• Como poderá observar, o latoeiro, à custa de calandras, soldadura a estanho e hábeis marteladas, rapidamente transforma uma chapa lisa num objecto útil, como, por exemplo, um bonito regador. Se é um apreciador deste género de trabalhos, não perca a oportunidade de ver o artífice em acção. Considere também a possibilidade de adquirir um ou mais exemplares deste artesanato em vias de extinção.

• Por sua vez, o tamanqueiro transforma blocos de madeira informe em elegantes tamancos. Neste estabelecimento, poderá ver as várias fases do fabrico deste calçado regional, com recurso exclusivo a ferramentas artesanais. Um par de tamancos pode custar desde cerca de 5 euros (modelos para senhora) até cerca de 17,5 euros (modelos para homem).

• À saída da vila, na direcção sul, encontrará a indicação Caminho Romano. Se resolver seguir por aí, chegará, cerca de 100 ou 200 metros depois, a uma calçada romana, que o levará novamente ao centro da vila, junto à Capela de Nossa Senhora da Graça. Este caminho fazia parte da antiga rede viária que ligava Merida a Viseu, passando por Idanha-a-Velha e Guarda.