Graças à sua variedade, a Região das Beiras possui diversos pontos fortes. Permitimo-nos recordar alguns.

• Este vasto território convida à exploração de novos horizontes, a longas caminhadas e à pura contemplação.
Tanto subindo aos mais altos montes e serras (afinal, é nas Beiras que fica o ponto mais alto de Portugal Continental), como descendo aos vales e planícies, a enorme beleza desta região não nos permite ficar impassíveis. Por outro lado, a maioria das suas zonas de lazer surpreende pela qualidade de integração na paisagem, constituindo uma boa opção para os que procuram locais capazes de proporcionar o sossego que anseiam.

• As aldeias tradicionais beiras, situadas mais para o interior, mostram que os tempos antigos teimam em persistir, seja nas construções, seja nos usos e costumes das gentes da terra. Aliás, vestígios de outras eras não faltam nas Beiras: visigodos, romanos (como é visível em Conímbriga), lusitanos e árabes, para citar só alguns, passearam por esta região. Caminhar pelas Beiras é caminhar pela História.

• No litoral, também não faltam locais dignos de atenção. Aveiro, Figueira da Foz e Coimbra, por exemplo, são activos pólos urbanos, mas onde as necessidades de descanso e sossego não foram descuradas, permitindo que, apesar do bulício citadino, aí se passem momentos muito agradáveis.

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Figueira da Foz

Seguindo em direcção a Alfarelos e Granja, passará por Pereira, onde existe um bom local para pescar. Siga depois por Verride, Samuel, Alqueidão e, finalmente, Figueira da Foz. Atravessará uma paisagem graciosa, dominada sobretudo por arrozais, ou não estivesse em pleno Vale do Mondego. Repare na grande quantidade de aves de rapina que daqui se avistam a caçar. Pouco antes de chegar à Figueira da Foz, passará, entre Gala e Cabedelo, por uma excelente zona balnear.

Entre na cidade, depois de atravessar as pontes (uma antiga, muito bonita, outra recente) sobre o Rio Mondego. Sugerimos que comece por fazer uma visita ao Jardim Municipal, que fica mesmo em frente à Doca de Recreio, no Passeio Infante D. Henrique. É um jardim bem cuidado, com um arvoredo denso, um bom parque infantil, um lago com patos e peixes e um viveiro de aves. Seja como for, existe, um pouco acima, outro espaço verde, bastante amplo, o Parque das Abadias. Além de óptimas zonas de lazer, este parque também possui infra-estruturas de apoio à prática desportiva.

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Reserva Natural do Paul de Arzila

Se estiver alguém na recepção, poderá obter alguma informação suplementar sobre a área protegida. Caso contrário, desça pela estrada empedrada que se encontra à esquerda, até perto de um largo, onde verá um parque de merendas e algumas noras. Atravessando a ponte, terá acesso ao paul, uma zona húmida com as margens recobertas de caniços (de coloração mais clara) e bunhos (mais escuros), ainda hoje utilizados no artesanato local para fazer esteiras.

Repare na enorme quantidade de lagostins-de-água-doce-americanos sobre o lodo. Estes pequenos crustáceos servem de alimento tanto às aves aquáticas como a algumas lontras que frequentam estas paragens. Contornando o paul, chegará a um abrigo onde, se tiver trazido binóculos, poderá observar calmamente algumas espécies de aves.

Local: Rua do Bairro, n.° 1 (Centro de Interpretação).
Contacto: 239 98 05 00.
Horário: a zona do paul está sempre acessível. Centro de Interpretação: segunda a sexta, das 09.00 h às 12.00 h e das 13.00 h às 17.00 h; ao fim-de-semana, das 09.00 às 13.00 h (no entanto, como de manhã só está presente um vigilante, é provável que este não se encontre no Centro) e das 14.00 h às 17.00 h.
Preço: gratuito.

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Parque Aquilino Ribeiro

Se lhe apetecer fazer uma pequena pausa, aconselhamos uma visita a este belo jardim, que fica numa zona central da cidade. A vegetação é luxuriante. Repare, por exemplo, nas árvores, muito altas, que fazem com que alguns recantos do parque pareçam verdadeiras florestas. Enormes carvalhos estendem as suas volumosas copas, sem receio de serem “devorados” pelo próximo fogo florestal. Próximo de um lago, existem outros carvalhos, certamente seculares, cujo tronco deve ter mais de metro e meio de diâmetro. Por todo o recinto estão espalhados bancos, onde poderá sentar-se para apreciar devidamente tudo o que descrevemos.

• Para os que gostam de patinagem, é bom saber que, neste parque, existe um óptimo ringue para a prática desta modalidade. E, se puder, também é boa ideia levar as bicicletas das crianças, pois há diversos arruamentos de bom piso. Dispõe igualmente de um bom parque infantil, com vários equipamentos e instalações sanitárias. Os mais novos também podem utilizar a Biblioteca Infantil Aquilino Ribeiro, que funciona de segunda a sexta-feira, das 09.30 h às 12.30 h e das 15.00 h às 18.00 h.

• Saindo do parque, e depois de passar junto ao Largo da Feira de São Mateus, visite a Cava de Viriato que, além da conhecida estátua, também acolhe uma estação arqueológica. Aqui foi descoberto um antigo acampamento militar, construído pelos romanos aquando da sua presença na península. A partir do séc. XVI, esta construção foi erroneamente associada a Viriato e, mais tarde, a confusão acabou por ser reforçada pela colocação do monumento em sua honra.

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Castro do Jarmelo

Volte à estrada 16 e siga sempre na direcção da Guarda. A determinada altura, encontrará um desvio à esquerda, com a indicação Castro do Jarmelo. Como verá, do castro pouco parece restar, além de um enorme amontoado de pedras (excepto, talvez, para os entendidos). Mesmo assim, a deslocação pode valer a pena, pois, perto da igreja que aí se encontra, há um recanto bastante agradável, onde, sob azinheiras de grande porte, sabe bem fazer uma pequena paragem. Aí, o silêncio apenas é interrompido pelo chilrear dos pássaros. Não muito longe, existe um marco geodésico. Vá até lá, se quiser ter uma boa perspectiva da paisagem circundante.

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Europaradise

Saia de Montemor-o-Velho, fazendo o trajecto inverso ao realizado para aí chegar. Chegando a um cruzamento, em vez de virar à direita, na direcção de Coimbra, siga primeiro em frente, para visitar o Europaradise. Trata-se de um pequeno jardim zoológico privado, onde a maioria dos animais vive em enormes recintos vedados, numa condição que se poderia chamar de semi-liberdade. Só os macacos e algumas aves estão fechados em jaulas. Também poderá ver outras espécies, como casuares, emas, veados, flamingos, cangurus, etc. Particularmente cativante, para quem se interessa por aves aquáticas, é um enorme lago, com um varandim de observação, que permite ver de muito perto algumas espécies que, em plena natureza, fugiriam ao menor ruído.

Local: Quinta da Gardoa, Montemor-o-Velho.
Contacto: 239 62 12 87.
Horário: de terça a domingo, das 10.00 h às 19.00 h. Encerra à segunda.