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Bairro Alto

Bairro Alto é um bairro bastante antigo e bastante pitoresco mesmo no centro de Lisboa, com as suas ruas estreitas e empedradas, casas seculares, o pequeno comércio tradicional e os restaurantes. E claro os locais de vida nocturna. Construído em forma geometrica em finais do Século XVI, foi na época reconhecido como Vila Nova dos Andrades. É limitado a Oeste pela Rua da Misericórdia, a Norte pela Rua D. Pedro e a Sul pela Calçada do Combro, Largo do Calhariz e a Largo de Camões. O Bairro Alto divide-se pelas freguesias da Encarnação Lisboa e de Santa Catarina em Lisboa.

O Bairro Alto, desde da década de 80 que é a zona mais conhecida da noite Lisboa, com inúmeros bares e restaurantes, e as casas de Fado. Ali se situavam também até aos anos 70 e 80 do século XX, numerosos órgãos de imprensa. Desde dessa época, adquiriu uma vida muito própria e característica, onde se cruzam diferentes gerações na procura de divertimento nocturno.

Aos poucos vai-se verificando também que passou a ser procurado como um lugar para viver, desta forma estando a sua população e desta forma renovada e rejuvenescendo.

Durante o Século XIX e até ao terceiro quartel do Século XX, o bairro Alto abrigava as sedes dos principais jornais e tipografias do país. Desta forma ainda hoje é possível encontrar ecos desse tempo em nomes de ruas como a Rua Diário de Notícias ou a Rua do Século. Este bairro da capital Lisboeta, a um passo do Chiado que é .frequentado e habitado por jornalistas, escritores, artistas e estudantes. Vitorino Nemésio faz alusões a este ambiente no romance em Mau tempo no canal.

O edifício onde nasceu o Diário de Notícias foi mais tarde ocupado pela capital em 2005, sendo hoje conhecido por Edifício a capital. Ali esteve durante alguns anos a companhia de teatro, com artistas unidos.

O Bairro Alto é actualmente um local de divertimento nocturno e ponto de encontro de diferentes culturas e gerações, no entanto, continua a sofrer de graves problemas no âmbito do tráfico e consumo de estupefacientes, o que não é alheio o facto de nele se situarem os mais conhecidos bares da capital.

Parte dos prédios foram ou estão a ser recuperados, mantendo-se a decoração original dos mesmos, o que veio desta forma permitir a instalação de novos e alternativos espaços comerciais, lojas multimarca e ateliers a lojas de tatuagens e piercing. Apesar das obras recentes, e da instalação de câmaras de vigilância nalgumas ruas, muitas das zonas mais típicas do bairro estão muito degradadas e mal frequentadas, sendo que desta forma continua a ser um dos locais de Lisboa com o maior índice de criminalidade juvenil.

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