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Caldas de Monchique

Depois, saia de Aljezur em direcção a Monchique. Ao fim de 15 quilómetros, irá passar por Marmelete, onde, num pequeno outeiro, é possível visitar a Ermida de Santo António, que possui um bom miradouro. Um pouco adiante chegará à Nave, na EN 266, onde irá deparar com a visão de uma enorme pedreira. Até custa a acreditar, no meio de uma paisagem tão bela…

Ao chegar ao cruzamento, vire à direita em direcção às Caldas de Monchique.

• Já os romanos frequentavam estas termas, banhando-se nas águas que brotam da terra a uma temperatura constante de cerca de 32° C. Ainda hoje muitas pessoas recorrem a estas águas medicinais na esperança de aliviar doenças de pele, reumatismos ou meras indigestões provocadas pela pesada gastronomia local. É um sítio agradável, repleto de edifícios de estilo vitoriano e com um casino que encerra memórias elegantes de meados do século XIX, altura em que estas termas eram muito concorridas, nomeadamente pela burguesia espanhola. Agora as suas ruas e praças enchem-se de uma multidão heterogénea de turistas, que ali encontram um local tranquilo e fresco, muito diferente do bulício escaldante das praias da costa sul.

• Depois de provar as águas borbulhantes de gosto sulfuroso, sugerimos que dê uma volta despreocupada pelos bonitos jardins da terra, por onde passam diversos cursos de água. Nos recantos mais apetecíveis encontram-se mesas e bancos de pedra, que convidam a uma refeição frugal acompanhada pelo canto das aves. Mas se não apreciar piqueniques, poderá sempre comer num dos restaurantes locais.

• No antigo casino, agora transformado em loja de artesanato, pode comprar frascos de mel da Serra de Monchique, garrafas de aguardente de medronho e todas as suas derivações licorosas. Mas, atenção: o medronho feito na região chega a ter 50° de teor alcoólico, o que pode constituir uma agressão demasiado forte para os organismos mais sensíveis! No entanto, talvez seja a única forma de se livrar do gosto sulfuroso das águas termais…

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Agra

Depois de, eventualmente, visitar ainda uma interessante oficina de alambiques e outros objectos de cobre, saia de Rossas em direcção a Agra. A paisagem, inicialmente constituída por campos de cultura, vai adquirindo, aos poucos, uma magnífica fisionomia serrana. Pelo caminho, passará por enormes penedos arredondados, que parecem prontos a resvalar para a estrada a qualquer momento.

• Chegado a Agra, estacione o carro e visite demoradamente esta belíssima aldeia típica, que se encontra relativamente bem preservada. Repare especialmente nos espigueiros e nas levadas de pedra. Na parte baixa, junto ao rio, também existem alguns moinhos.

• Depois, saindo de Agra e prosseguindo na mesma estrada, encontrará, cerca de 2 quilómetros adiante, uma ponte antiga e um moinho, inseridos numa paisagem lindíssima; é o sítio dos Moinhos do Ave. Na encosta de uma das margens, existe um parque de merendas, com mesas e bancos de pedra sob a sombra generosa de grandes árvores. O rio, com uma água transparente como o vidro, convida a saborear a sua frescura nas alturas de maior calor. Atravessando a estrada e acompanhando o curso do rio, que forma pequenas cascatas em diversos pontos, encontrará outros moinhos.
Aos apreciadores de caminhadas, sugerimos que deixem o carro junto da aldeia de Agra e percorram, a pé, a estrada que leva aos moinhos.

• Continuando o percurso, encontrará, antes de chegar a Vilar Chão, uma ponte romana de um só arco, muito elegante. Passado Vilar Chão, siga por Pinheiro e, nesta localidade, tome a direcção de Parada Velha. Seguindo pela estrada florestal que se encontra junto ao campo de tiro – que liga Pinheiro a Ruivães – encontrará a Necrópole Megalítica do Chão de Gandas. Esta consiste num característico conjunto de monumentos do tipo “mamoa”, com algumas gravuras rupestres talhadas na rocha. No entanto, as inscrições já estão muito apagadas, de forma que, se não for um apaixonado pela arqueologia, talvez não valha a pena perder muito tempo à procura desta antiga necrópole.

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Moncarapacho

Saia de Estói em direcção a Olhão, virando em seguida à esquerda, para Moncarapacho. A estrada está em bom estado, embora a paisagem, de matagal baixo, seja um pouco monótona. Chegado ao cruzamento à entrada de Moncarapacho, verá, à sua esquerda, uma grande olaria, onde poderá adquirir, se o desejar, diversos artefactos de barro típicos da região.

• Depois, dirija-se para o centro da povoação e visite o Museu Paroquial, que está indicado à esquerda. Neste museu estão expostos alguns artefactos arqueológicos, uma grande variedade de antigos utensílios agrícolas e inúmeras obras de arte e antiguidades diversas. Também estão presentes algumas curiosidades, como, por exemplo, um relógio antigo de caixa alta, da autoria de John Harrison, que é um dos quatro que existem em todo o mundo.

Nota: os visitantes são guiados por uma senhora que fecha a porta sempre que começa uma nova visita – por isso, não se admire se encontrar a porta fechada no horário normal de abertura. Em princípio, bastará ter um pouco de paciência e aguardar que a visita termine.

• Além do museu, também poderá visitar a pequena capela contígua, ricamente decorada com talha dourada e azulejaria tradicional. Encontram-se expostos vários objectos de arte sacra.

Local: Rua de Santo Cristo,
Moncarapacho.
Contacto: 289 79 21 91.
Horário: segundas, quartas e sextas, das11.00 h às 15.00 h.

• Também pode valer a pena, se a temática o interessar, dar uma vista de olhos na Igreja de Nossa Senhora da Graça. Depois de apreciar o portal, ornamentado por figuras finamente trabalhadas na pedra clara, entre e repare nas pinturas sobre pedra que decoram as colunas e abóbadas da igreja.

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Museu de Vila Real

Neste museu encontrará algumas peças arqueológicas e uma fabulosa exposição de numismática, muito bem apresentada. Possui uma colecção bastante extensa de moedas romanas, gregas, cartaginesas, entre outras, desde o ano 450 a.C. até aos princípios do séc VIII. Diversos painéis fornecem informações sobre as principais rotas comerciais daqueles tempos e sobre os locais onde as moedas terão sido cunhadas. Uma interessantíssima viagem no tempo!

Local: Rua do Rossio.
Contacto: 259 32 57 30.
Horário: de terça a sexta, das 10.00 h às 12.30 h e das 14.30 h às 18.30 h. Sábados e domingos, das 14.30 h às 18.30 h.
Preço: gratuito.

• Finalmente, quem chega pelo IP4, vindo do Porto, encontra, à entrada do centro urbano, algumas lojas de artesanato e uma oficina de olaria, onde são modeladas diversas peças de barro, cuja tradição vem de Bisalhães, uma povoação que fica perto de Vila Real. A pedra de barro é triturada e cuidadosamente peneirada, de modo a aproveitar-se apenas um pó fino que, depois de humedecido, pode ser moldado da forma convencional. Mas o segredo da coloração negra da olaria de Bisalhães está no forno e nos métodos de cozedura utilizados. O forno é constituído por um buraco na terra, onde as peças são colocadas sobre o fogo, em cima de uma grelha metálica. Todo o forno é “abafado” com um pouco de caruma e terra, facto a que se atribui a coloração negra (e não vermelha) que as peças adquirem. A cozedura dura cerca de 24 horas.

Câmara-Mirandela

Mirandela

Poucas coisas serão mais agradáveis, numa cidade como Mirandela, do que começar o dia com um calmo passeio à beira-rio, saboreando a frescura da manhã pelo jardim que aí se encontra e aproveitando para tomar o pequeno-almoço ou um simples café na esplanada. Mais abaixo, existe um cais flutuante e uma marginal, por onde se pode continuar o passeio ou, para os mais desportistas, fazer uma saudável corri- da matinal. Também pode prolongar o passeio até à outra margem, atravessando o rio pela ponte velha. Esta bonita ponte românica tem 20 arcos, todos diferentes!

• Chegado à outra margem, vire à esquerda. Poderá continuar o passeio por outro jardim agradável que segue ao longo do Rio Tua e termina num atractivo parque de merendas, que se encontra instalado num logradouro junto ao açude que regula o nível da água do rio. Os aficionados da pesca encontrarão aqui um primeiro local, neste percurso, adequado à prática do seu desporto preferido.

• Por outro lado, se, depois de atravessar a referida ponte, optar por virar à direita, encontrará um magnífico parque de lazer, equipado com parque infantil, minigolfe, campo de ténis, café-restaurante e diversos recantos muito agradáveis. No limite do parque, existe ainda uma ampla praia fluvial. E, se preferir trazer o automóvel, poderá estacionar junto ao jardim.

• Regressando ao centro da cidade, experimente fazer uma visita ao Mercado Municipal, onde existem diversas lojas de artesanato. Aproveite também para reparar na carroça típica (das que eram puxadas por bois) e no lagar antigo que se encontram no jardim bem cuidado que se situa em frente a este edifício. O jardim dispõe de um pequeno parque infantil, onde as crianças poderão brincar um pouco, antes ou depois das compras.