Mercado de Escravos

Fica na Praça Infante D. Henrique, onde se pode ver uma estátua do Infante inaugurada em 1960, por altura das comemorações dos 500 anos da sua morte. Uma arcada por baixo da Casa da Alfândega marca o primeiro mercado de escravos da Europa e o único que existiu em Portugal. Durante o período das Descobertas, os nativos eram capturados no continente africano e trazidos para Lagos, onde se procedia à sua comercialização. No edifício actual, reconstruído após o terramoto de 1755 e subsequente maremoto – que afectaram bastante a cidade, destruindo quase todos os seus monumentos – existe agora uma galeria de arte onde se efectuam diversas exposições temporárias.

Fortaleza de Sagres

Siga agora para Sagres, voltando à EN 268. Aí recomendamos-lhe uma visita à Fortaleza de Sagres, que passou a ter entrada paga, sem se perceber bem a razão para a mudança.

• O facto de, afinal, nunca ter existido aqui uma verdadeira escola de navegantes não diminui em nada a importância e a beleza deste local. Infelizmente, o mesmo já não se pode dizer do aspecto de duas construções recentes, destinadas a um museu, que funcionam agora como restaurante, loja de recordações e instalações sanitárias.

• Depois de ver a enorme rosa-dos-ventos, com cerca de 43 metros de diâmetro, a Igreja de Nossa Senhora da Graça e o Padrão dos Descobrimentos, poderá apreciar a vista de cima das muralhas e observar um antigo relógio solar. A seguir, faça o percurso em volta do promontório que os romanos e outros povos que os precederam consideravam sagrado. É, de facto, um local ímpar na costa portuguesa, de grande beleza natural. Em dias com pouca neblina, poderá avistar toda a costa, desde o Cabo de São Vicente até Lagos.

• No caminho da Fortaleza para o parque de estacionamento onde, em princípio, terá deixado o carro, não se esqueça de reparar, se ainda não o tiver feito, na grande variedade de vegetação costeira que cresce entre o eriçado de rochas que cobrem o solo.

Contacto: 282 62 01 40.
Horário: Verão (Maio a Setembro), das 10.00 h às 20.30 h. Inverno (Outubro a Abril), das 10.00 h às 18.30 h. Aberto todos os dias, excepto a 1 de Maio e 25 de Dezembro.

Barragem da Bravura

Saia de Lagos em direcção a Aljezur, o que seria uma manobra perfeitamente vulgar se não fosse necessário contornar uma rotunda à saída da cidade e depois voltar para trás uns 500 metros, para encontrar então a estrada certa e a sinalização necessária. A cerca de 7 quilómetros de Lagos, vire à direita na direcção de Sabrosa e, 3 quilómetros depois, vire à esquerda para a Barragem da Bravura.

• Pelo caminho encontrará uma paisagem essencialmente de barrocal, marcada, aqui e ali, por plantações novas de pinheiros. Se passar por esta estrada no Verão, talvez não seja preciso recomendar-lhe que abra as janelas do carro, mas não se esqueça de apreciar o agradável aroma das estevas, que crescem mesmo até à beira da estrada! Este aroma intenso provém de uma espécie de resina, que lhes humedece a superfície das folhas e é altamente inflamável.

• A certa altura, poderá descortinar, do lado esquerdo da estrada, o espelho de água da barragem, encaixado entre o relevo coberto de mato escuro. Uma bonita paisagem, que vale a pena apreciar calmamente no logradouro que se encontra do lado esquerdo da estrada…

• Ao iniciar a descida para a barragem, passará por um restaurante-bar que pode ser útil para tomar uma refeição ou comprar mantimentos, pois é o único das redondezas. Depois, atravesse o paredão da barragem e, logo a seguir, entre, à esquerda, por uma estrada de terra que o levará até perto da água. Mas, atenção: a entrada para esta via deve fazer-se com bastante cuidado, porque o piso é inclinado e a estrada é muito estreita! Também pode optar por deixar o carro estacionado junto ao muro da barragem e continuar o caminho a pé ou de bicicleta. A estrada circunda a albufeira relativamente perto da água e por entre boas sombras do arvoredo.

• A água é morna durante o Verão, mas é preciso ter cuidado com as crianças, pois as margens afundam rapidamente! Quem não souber nadar bem, deve prevenir-se com braçadeiras insufláveis ou outros apetrechos flutuantes desse tipo.

• O local é óptimo para boas caminhadas à descoberta de todos os recantos da albufeira ou para passeios de bicicleta. Se tiver uma canoa, aqui é o lugar ideal para remar um pouco. Não é permitida a utilização de embarcações motorizadas nesta barragem.

• Se dispuser de um veículo de tracção às quatro rodas, poderá explorar outras vias para chegar à borda de água. Antes de chegar ao tal restaurante existem vários trilhos, à esquerda, que permitem o acesso à outra margem da barragem.

Mata Nacional de Barão de São João

Depois, volte pela estrada que o levou à barragem, até ao cruzamento com a EN 120, que faz a ligação entre Lagos e Aljezur, onde irá virar à direita.

• Entretanto, se tem um interesse especial pelo contacto com a natureza, sugerimos-lhe um pequeno desvio até à Mata Nacional de Barão de São João. Para isso, basta virar à direita no cruzamento pouco antes de chegar a Bensafrim. Barão de São João fica a cerca de 6 quilómetros de distância. Chegado à povoação, procure a indicação Mata Nacional; na dúvida, vá escolhendo sempre as ruas que sobem… Acabará por encontrar uma pequena floresta constituída, essencialmente, por pinheiros, eucaliptos e cedros, onde existe um bom parque de merendas e vários circuitos de manutenção, bem como um restaurante.

• Os circuitos de manutenção estão bem marcados e divididos por graus de dificuldade. Em cada estação de paragem encontrará sugestões para exercícios físicos complementares e conselhos para monitorização do esforço físico despendido. Também existem trilhos de vários quilómetros de extensão, que convidam a umas boas caminhadas ou a agradáveis passeios de bicicleta. O trajecto de alguns percursos tem poucas inclinações e, mesmo assim, permite desfrutar de magníficas paisagens. Nos locais menos arborizados encontram-se estevas e muitos medronheiros, que deixam antever a possibilidade de apanha grandes “barrigadas” de medronhos a quem passar por lá no Inverno (mas atenção, só os bem moles é que estão maduros!).

• O parque de merendas tem uma boa dimensão e está bem equipado, com mesas, bancos de madeira, caixotes para o lixo e outros equipamentos. Existe um poço lá perto, mas está devidamente protegido com uma rede metálica forte, à prova de “descuidos”. O carro pode ir mesmo até junto do parque, caso seja necessário descarregar um farnel mais pesado.

Percurso Megalítico do Monte dos Amantes

Prossiga agora o seu caminho em direcção a Vila do Bispo. Repare no conjunto de 18 modernos aerodínamos, sinal de que também aqui já se acredita na necessidade de investir em energias renováveis.

• Acerca de 10 quilómetros da Carrapateira, passará pelo Parque de Merendas Pinhal do Samouqueiro, à sua direita, bem sombreado por um denso pinhal. Possui mesas, cadeiras e um local para foguear. Infelizmente, o estado geral de conservação não é dos melhores.

• Depois de entrar em Vila do Bispo, procure a saída para Sagres. Na rotunda à entrada dessa via existe, à direita, uma estrada estreita de alcatrão, em mau estado, que era a antiga estrada para Sagres. Siga por essa via paralela à EN 268. A cerca de 2 quilómetros, vire à esquerda e passe num viaduto por baixo daquela estrada nova. Logo a seguir, encontrará, do lado esquerdo, um espaço para estacionar o carro.

• Junto ao estacionamento, existem indicações e brochuras que o ajudarão a descobrir vários menires e um túmulo. É fundamental seguir com precisão todas as informações disponíveis no local, para não se perder! Junto de cada monólito, existe uma tabuleta indicativa que permite identificá-lo e determinar a posição no percurso. Um bom trabalho da Junta de Freguesia de Vila do Bispo.

• O percurso total tem uma extensão de cerca de 1 200 metros, o que se faz perfeitamente numa calma caminhada de cerca de uma hora. Só precisa de uns sapatos cómodos e, se o dia estiver solarengo, de um bom chapéu, pois não há sombras! Além disso, vale a pena assinalar que muitas das gravuras esculpidas nas pedras se distinguem melhor com a luz rasante do nascer e do pôr do Sol.