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Jardins do Palácio

Siga agora para a povoação de Estói e estacione perto da Igreja Matriz de São Martinho. Ao fim da rua, avistam-se os elegantes portões de ferro forjado que dão acesso ao Jardim do Palácio de Estói.

• O Palácio de Estói é um edifício bastante invulgar de estrutura rococó, em fase de reabilitação. Os jardins, apesar de se encontrarem em péssimo estado de conservação, ainda constituem um local agradável para um bom passeio à sombra do arvoredo. Estão repletos de estátuas e de motivos em azulejaria. Não deixe de apreciar o lago, ornamentado ao centro por uma fonte desactivada, com duas sereias e enormes conchas de pedra.

Existem instalações sanitárias no jardim, embora não estejam indicadas: ficam à direita, na rua da entrada.

• Por baixo da escadaria que nos leva do lago para uma alameda bem sombreada por árvores frondosas, encontra-se uma pequena cascata com estátuas de pedra, protegida por enormes portões de ferro trabalhado. Repare nos mosaicos do chão: são semelhantes aos que existem em Milreu.
As estátuas que ornamentam as escadarias representam celebridades portuguesas e estrangeiras, como o Marquês de Pombal, Bocage, Garrett, Castilho e Milton.

Local: Estói.
Horário: Das 09.30 h às 12.30 h e das 14.00 h às 17.30 h.
Fecha aos domingos, segundas e feriados.
Preço: gratuito.

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Moncarapacho

Saia de Estói em direcção a Olhão, virando em seguida à esquerda, para Moncarapacho. A estrada está em bom estado, embora a paisagem, de matagal baixo, seja um pouco monótona. Chegado ao cruzamento à entrada de Moncarapacho, verá, à sua esquerda, uma grande olaria, onde poderá adquirir, se o desejar, diversos artefactos de barro típicos da região.

• Depois, dirija-se para o centro da povoação e visite o Museu Paroquial, que está indicado à esquerda. Neste museu estão expostos alguns artefactos arqueológicos, uma grande variedade de antigos utensílios agrícolas e inúmeras obras de arte e antiguidades diversas. Também estão presentes algumas curiosidades, como, por exemplo, um relógio antigo de caixa alta, da autoria de John Harrison, que é um dos quatro que existem em todo o mundo.

Nota: os visitantes são guiados por uma senhora que fecha a porta sempre que começa uma nova visita – por isso, não se admire se encontrar a porta fechada no horário normal de abertura. Em princípio, bastará ter um pouco de paciência e aguardar que a visita termine.

• Além do museu, também poderá visitar a pequena capela contígua, ricamente decorada com talha dourada e azulejaria tradicional. Encontram-se expostos vários objectos de arte sacra.

Local: Rua de Santo Cristo,
Moncarapacho.
Contacto: 289 79 21 91.
Horário: segundas, quartas e sextas, das11.00 h às 15.00 h.

• Também pode valer a pena, se a temática o interessar, dar uma vista de olhos na Igreja de Nossa Senhora da Graça. Depois de apreciar o portal, ornamentado por figuras finamente trabalhadas na pedra clara, entre e repare nas pinturas sobre pedra que decoram as colunas e abóbadas da igreja.

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Pego-do-Inferno

Siga viagem em direcção a Tavira. A estrada encontra-se em bom estado, com uma paisagem que vai alternando entre a serra muito arborizada e as planícies com charnecas de mato pouco denso.

• Ao chegar à povoação de Quatro Estradas, vire à esquerda, na direcção de Asseca, e, passados cerca de 2 quilómetros, vire novamente à esquerda, onde está indicado Moinhos de Rocha. Cerca de um quilómetro adiante, encontrará um parque de estacionamento, onde deve deixar o carro.

• Ao fim de uma caminhada entre laranjais, irá encontrar uma ponte de madeira que atravessa a Ribeira de Alportel, dando acesso a um caminho que o levará até uma laguna, ou pego, onde a ribeira se precipita, formando uma magnífica cascata. A este local paradisíaco chamam localmente o Pego-do-Inferno, devido à grande profundidade da lagoa criada pela cascata. Um pouco abaixo, o caudal é engrossado pela Ribeira da Asseca, formando um curso de água que atravessa Tavira, o Rio Gilão.

• Se considerar que há condições para tal, talvez possa aproveitar para fugir ao impiedoso Sol do Verão algarvio, refrescando-se nas águas frescas da cascata. No entanto, preste atenção às crianças, ou a quem não saiba nadar bem, já que, em algumas zonas, a laguna é bastante profunda, ficando-se rapidamente “fora de pé”.

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Centro da Ciência Viva

Fica junto aos Bombeiros Voluntários, num edifício onde, até finais dos anos 30, funcionou a Central Eléctrica de Faro.

• Logo à entrada encontrará uma exposição interactiva, bastante completa, consagrada ao Sol e à luz. Além de um enorme modelo do Sol, onde é possível observar, em corte, toda a sua estrutura interna, também se pode aprender, através de experiências, alguns factos sobre a visão, as cores, e a influência da luz solar sobre o homem e os outros seres vivos.

• Mais adiante, na secção denominada Mundo Azul, existem vários aquários com fauna submarina local, alguns microscópios que lhe permitirão observar o plâncton e um minilaboratório de aquariologia.

• Este museu de conceito moderno inclui também o Experimentarium, onde se pode ter acesso a exposições temporárias diversas, uma Mediateca, devidamente apetrechada com livros, revistas e vídeos, e uma sala com computadores ligados à Internet, que podem ser usados pelos visitantes. No primeiro andar, durante o dia, também poderá observar o Sol com o auxílio de potentes telescópios e, nas noites de Verão, os restantes corpos celestes.

Local: Rua Comandante Francisco Manuel.
Contacto: 289 89 09 20.
Horário: De 16 de Setembro a 30 de Junho – terça a sexta, das 10.00 h às 17.00 h. Sábado, domingo e feriados, das 15.00 h às 19.00 h. Encerra à segunda. De 1 de Julho a 15 de Setembro – terça a domingo e feriados, das 16.00 h às 23.00 h. Encerra à segunda.

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Santa Luzia

Prossiga a sua viagem na direcção de Santa Luzia, onde, à entrada da povoação, se encontra uma mensagem de boas-vindas, junto a uma enorme âncora outrora utilizada nas armações para a pesca do atum – lembra-se de as ver no Museu Marítimo de Faro?
Vire na segunda via à esquerda, onde está indicado lota e praia, entrando na avenida principal, junto à ria, onde pode estacionar o carro.

• A actividade piscatória desta povoação é exclusivamente dedicada à apanha do polvo, para consumo interno e, sobretudo, para exportação. Para o efeito, utilizam-se instrumentos de pesca tradicionais, como os alcatruzes, os covos e as muregonas: – os alcatruzes, pequenos potes de barro, estão, segundo parece, em declínio, pelo seu preço elevado e escassez, uma vez que só uma olaria da região continua a fabricá-los. É uma pena, porque eram justamente as pilhas de alcatruzes à beira da avenida que davam a Santa Luzia um aspecto pitoresco único; – os covos são armadilhas de rede, agora plástica, muito mais baratos do que os alcatruzes. Apesar de feios, parece que se têm revelado, nos últimos anos, muito eficientes;
- as muregonas são armadilhas arredondadas, fabricadas com arame de aço proveniente do desfiamento dos cabos de velhas amarrações.

• Os polvos capturados são descarregados de manhã cedo e vendidos na lota, que fica mais ou menos a meio da avenida, junto ao cais. Poderá visitá-la todos os dias, por volta das 14 horas, e aos sábados, ao meio-dia.

• Durante a baixa-mar, repare nos milhares de caranguejos que patrulham o lodo, escondendo-se em tocas subterrâneas ao mínimo sinal de perigo. São os caranguejos-violinistas, assim designados porque os machos chamam incessantemente as fêmeas com uma das pinças (bocas), que é muito desenvolvida, dando a impressão de estarem a tocar violino. Na região costumam apanhá-los para lhes retirar esta pinça sobredimensionada, libertando depois o animal que, mais tarde, volta a gerar uma nova pinça. É o que poderia chamar-se a “exploração de um recurso renovável”!

• Existe um caminho à beira-ria, que vai de Santa Luzia a Pedras d’EL Rei, com cerca de 2 quilómetros. Assim, o cheiro intenso do sapal e a paisagem tranquila da ria podem ser devidamente apreciados, num longo passeio ao entardecer. Existem bancos ao longo de todo o percurso e candeeiros de iluminação pública. No final do caminho, já junto ao aldeamento turístico de Pedras d’EL Rei, poderá atravessar a pé uma pequena ponte que o levará até ao Barril. Do lado de lá existe um minicomboio, para os que não quiserem caminhar mais um quilómetro até à praia.