Castelo de Paderne

O castelo, de origem árabe, foi habitado até ao século XIV, mas encontra-se presentemente em muito más condições. No interior encontrará uma capela gótica, também em ruínas. O aspecto mais atractivo está na paisagem de que desfruta, mas mesmo essa é relativamente perturbada pelo viaduto da Via do Infante e pelo ruído incessante do tráfego, que corrompe o silêncio da serra de forma quase insuportável. Na povoação, pode visitar a Igreja Matriz, que foi reconstruída depois do terramoto de 1755 e cujo arco da capela-mor está decorado com figuras humanas. Numa das casas também poderá descobrir uma interessante chaminé decorada do século XVIII.

Percurso em Albufeira

A região de Albufeira é, actualmente, uma das zonas turísticas mais importantes do Algarve – todos os anos, as suas praias e as dos arredores são invadidas por “hordas” de turistas nacionais e estrangeiros. No entanto, o percurso que lhe propomos afasta-se dessa abordagem mais tradicional, com o intuito de lhe mostrar alguns recantos naturais ainda escondidos e alguns locais de interesse histórico que, acreditamos, vale a pena conhecer.

Centro Cultural de São Lourenço

Um pouco abaixo poderá visitar o Centro Cultural de São Lourenço, onde se realizam, com frequência, exposições temporárias de artistas plásticos nacionais e estrangeiros, bem como espectáculos e conferências. Também aí pode adquirir diversas obras de arte ou passar algum tempo conversando à lareira ou à sombra fresca, consoante as épocas. Trata-se de um empreendimento privado, mas de entrada livre.

Local: Rua da Igreja, S. Lourenço, Almancil.
Contacto: Marie e Volker Huber, 289 39 54 75.
Horário: das 10.00 h às 19.00 h.

Alte

Para sair de Paderne em direcção a Lentiscais, com destino a Alte, continue na rua que passa em frente à igreja e, quando começar a descer, vá com atenção, porque vai ter de virar numa ruela à direita. A estrada encontra-se num estado razoável de conservação e segue através de uma paisagem rural agradável. Em Lentiscais, vire à direita, para Esteval dos Mouros, e, um pouco adiante, avistará Alte, incrustada no meio da serra. Repare na localização do cemitério, à esquerda da vila, que lhe será útil como referência para encontrar, mais tarde, a Queda-d’água do Vigário.

Fonte Pequena e Fonte Grande

Logo à entrada da vila, vai encontrar uma placa indicando que as Fontes ficam para a direita.

• Pouco depois, chegará à Fonte Pequena, que se encontra num belo parque à beira-rio. Dispõe de vários bancos, mesas e boa sombra do arvoredo denso. Atravessando a ponte de madeira, encontram-se também, a montante, alguns restaurantes.

O rio, pouco profundo, está repleto de peixes que a limpidez da água deixa apreciar facilmente, porventura demasiado confiantes no letreiro que proíbe a pesca neste local. Em poucos sítios é possível apreciar, tão de perto, barbos e bordalos destas dimensões.

• Continuando na mesma estrada, encontrará, um pouco adiante, a Fonte Grande. Aqui, as margens do rio foram consolidadas por muros de pedra rústica, com algumas escadarias de acesso à água.

Uma represa mantém o nível de água constante. A profundidade é baixa na maior parte do leito do rio; no entanto, junto da parede da represa existe um fundão onde mesmo os adultos não têm pé. Como não existe qualquer protecção que mantenha as crianças na zona menos profunda, é conveniente estar com atenção para que, se não souberem nadar bem, não sejam inadvertidamente arrastadas (apesar de a corrente do rio ser bastante suave) para “fora de pé”. Tirando este pormenor, trata-se de um local que poderá proporcionar algumas horas muito agradáveis, tanto às crianças como aos pais. Zonas relvadas, miradouros com alguns bancos e balneários completam este magnífico local de diversão e repouso. A não perder!