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Percurso em Vila Nova de Milfontes

Este percurso parte de Vila Nova de Milfontes e segue pelo litoral alentejano, à descoberta das praias, falésias, flora e fauna locais, numa autêntica “cura de Natureza”. Depois, inflecte da Zambujeira para o interior, passando por vilas como São Teotónio e Odemira e, finalmente, pelo Pego das Pias, um pequeno paraíso escondido. Regressa depois, por São Luís, a Milfontes, para deitar um último olhar à costa, no privilegiado ponto de observação que é o Porto das Barcas.

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Furnas

Depois, saia de Milfontes, tomando a direcção de Lagos. Passará a ponte sobre o Mira, de onde se tem uma outra perspectiva, igualmente magnífica, do rio, das praias em ambas as margens e da vila. Algum tempo depois, há um entroncamento, à direita, com a indicação Furnas. Vire nessa direcção e chegará à zona de praias menos frequentadas que se avistava de Milfontes. Antes das praias, existe uma área de merendas com muita sombra, de ambos os lados da estrada.

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Pego das Pias

Do jardim, é fácil voltar à zona ribeirinha onde terá deixado o automóvel. Quando achar que chegou a altura, volte à rotunda e, desta vez, siga a direcção Cercal e São Luís. Passados cerca de 5 quilómetros, imediatamente a seguir a uma ponte sobre uma ribeira (a Ribeira de Torgal), existe, à direita, um caminho de terra que acompanha o curso de água. O trilho vai dar, 2 quilómetros depois, a uma clareira, onde nos espera um espectáculo quase paradisíaco: escondidas pela vegetação e pelas elevações do terreno, numa paisagem simultaneamente agreste e convidativa, encontram-se pequenas lagoas de água límpida, no meio de alguns rochedos! E, para ajudar a compor o quadro, na altura em que o visitámos o local estava exemplarmente limpo. Não prometemos que o encontre no mesmo estado, mas garantimos que vale a pena tentar. Infelizmente, o caminho de acesso é um pouco irregular, pelo que, se não possui um veículo todo-o-terreno, aconselhamo-lo a pensar duas vezes, antes de se fazer à estrada. Junto à ponte, do lado direito, existe espaço suficiente para estacionar, pelo que poderá fazer o percurso a pé (4 quilómetros, ida e volta). Como referimos, o caminho segue a ribeira, pelo que dificilmente se poderá enganar, e tem quase sempre sombra. Quando chegar ao pego, preste atenção às pedras das lagoas, pois são muito escorregadias, e tenha cuidado com os insectos (sobretudo com as vespas e mosquitos!).

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Regresso a Milfontes

Regresse agora ao ponto de partida do percurso. Quando chegar a São Luís, terá de virar à esquerda, na direcção de Vila Nova de Milfontes. Percorrida a dezena de quilómetros que separa as duas povoações, siga, mais uma vez, até à zona do forte e, alguns metros depois, vire à direita, na Rua D. João II. No final dessa rua, vire novamente à direita. Chegando à rotunda, vire agora à esquerda, apanhando a estrada principal, e siga sempre em frente, até ao Porto das Barcas. Se aí chegar ao final da tarde, poderá assistir a um magnífico pôr do Sol enquanto a brisa lhe acaricia o rosto. Aí perto, espera-o uma boa caldeirada de peixe, num restaurante de onde poderá contemplar os barcos de pescadores que estão fundeados a apenas algumas dezenas de metros e as ondas que, ao longe, se abatem sobre os rochedos.

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Cabo Sardão

Mais tarde, quando a vontade de continuar a explorar as redondezas falar mais alto, volte à vila e, na rotunda logo à entrada, tome a estrada da direita, em direcção ao Cabo Sardão (atenção, não está indicado!). Cerca de um quilómetro depois, encontrará mais uma área de merendas, à esquerda. No cruzamento seguinte, siga na direcção de São Teotónio e Zambujeira do Mar (numa placa pouco visível também está indicado Cabo Sardão). Adiante, encontrará as indicações Cabo Sardão e Cavaleiro; alguns metros depois, vire à direita, na direcção oposta às placas São Teotónio e Zambujeira do Mar.
Siga sempre em frente e ficará defronte do farol. Aí, corte à esquerda e siga por uma estrada de terra batida, que o levará a um campo de futebol ao lado da casa do farol. Estacione e, depois, aproxime-se com cuidado da falésia: nessa altura, estará diante de uma das mais paisagens mais selvagens e, por isso mesmo, mais espectaculares de toda a costa portuguesa! De um lado e do outro, os penhascos escarpados sucedem-se, habitados apenas por algumas cegonhas-brancas que, estranhamente, aproveitam os pontos mais altos para aí fazerem os seus ninhos. Ao que parece, estas são as únicas cegonhas-brancas, em todo o mundo, que nidificam em escarpas marítimas. Por isso, não hesite: escolha um sítio adequado, sente-se durante alguns momentos, respire fundo e aproveite bem esta oportunidade de reforçar os laços com a Natureza…