Castelo e Burgo Medieval

Continue agora pela Rua da Fonte em direcção ao castelo, que está bem assinalado ao longo do caminho. Já dentro da muralha, suba à torre de menagem, a partir da qual, através de grandes janelas, conseguirá apreciar uma bela perspectiva da vila, da Ermida da Senhora da Penha e mesmo de Marvão.

• Depois de descer a torre, entre no antigo burgo medieval pela Porta da Vila. Seguindo pela Rua Direita do Castelo, é de salientar o bom estado de conservação em que se encontram as casas, com as suas portas ogivais, algumas brasonadas, a limpeza das ruas (algo tão pouco comum no nosso país que acaba por saltar à vista…) e o silêncio, apenas perturbado pelo piar das aves. Virando à esquerda, encontrará a Igreja de Nossa Senhora da Alegria, que poderá visitar para admirar os azulejos policromáticos do séc. XVII que revestem o seu interior.

• Com o tempo, o burgo tornou-se pequeno demais e a povoação acabou por se expandir para fora das muralhas, pela colina oposta à da judiaria, que se estende para leste até ao Forte de São Roque. Poderá visitar este monumento e a Igreja de São Roque, que se encontra no interior. No entanto, aconselhamos primeiro uma pausa, no centro da cidade, numa das esplanadas dos cafés que povoam a Rua Bartolomeu Álvares da Santa e a Rua de Olivença. Isto porque, tal como as ruas da judiaria, as que levam ao forte são bastante íngremes, o que pode tornar a subida algo penosa, sobretudo em dias muito quentes. Mesmo assim, poderá sempre parar a meio do caminho para descansar.

Museu Municipal do Crato

O museu está instalado num antigo palácio setecentista, que só por si merecia a visita – de destacar nesta construção são as pinturas que ornamentam os tectos, a azulejaria monocromática, o altar e o arco que dá nome à rua. Para além do interesse arquitectónico do edifício, o museu apresenta ainda uma exposição permanente que documenta a história da zona, desde a pré-história até sensivelmente ao período barroco, procurando esclarecer as dúvidas que possam assaltar os turistas que visitam o Crato – os vestígios megalíticos, a presença romana ou a construção do Mosteiro de Flor da Rosa são apenas alguns dos assuntos explorados.

Local: Rua do Arco, n.° 3.
Contacto: 245 99 73 00 (Câmara Municipal do Crato).
Horário: das 09.00 h às 12.30 h e das 14.00 h às 17.30 h.
Encerra à segunda.

• O Castelo do Crato, insolitamente caiado de branco, seria outro ponto a recomendar aos visitantes, se não fosse uma tarefa tão difícil – o edifício, que se encontra em ruínas, pertence à Fundação do Castelo do Crato, estando vedado ao público enquanto decorrerem as obras de beneficiação.

• Passando pela Rua da Sobreira, não deixe de entrar na Casa do Forno Comunitário. Trata-se de uma casa de origem medieval, de apenas um piso, com uma grande chaminé e sem janelas. Era nesta casa que se fazia o fumeiro, que reflecte a importância do porco na economia da região.

Judiaria de Castelo de Vide

Comece por explorar o antigo bairro judeu a pé, descendo primeiro até à Fonte da Vila, que é a mais antiga, datando provavelmente do séc. XVI, e onde figuram as armas de Portugal e de Castelo de Vide. É aqui que vêm confluir as ruas íngremes da judiaria. No Largo da Fonte, encontrará também uma pequena loja de artesanato e artes plásticas.

• Suba a Rua da Fonte, prestando atenção à arquitectura dos edifícios, que se encontram ainda bem preservados, sobretudo as portas em arco ogival, algumas com mais de 500 anos. Aliás, a vila apresenta o conjunto mais importante de portas ogivais do país!

• Consta que foi para esta zona da cidade, voltada para nascente, que os judeus foram remetidos, enquanto o burgo medieval se encontrava protegido pelas muralhas do castelo. Crê-se que a sua presença na zona remonte, pelo menos, ao séc. XV. Um dos vestígios mais importantes da passagem dos judeus por esta área é a sinagoga medieval, situada na Rua da Judiaria, que irá encontrar à direita, ao subir a Rua da Fonte. Trata-se de um edifício de pequenas dimensões, bem conservado, com duas portas ogivais, e duas divisões distintas (provavelmente uma para os homens e outra para as mulheres). No seu interior, para além de um altar, encontrará alguma informação sobre a sinagoga, a judiaria e o modo de vida dos judeus de Vide.

Museu Arqueológico e Ruínas de Ammaia

Depois de passar o campo de golfe, irá chegar a Aramenha. Vire à esquerda, onde estão indicadas as Ruínas de Ammaia. Pouco depois, à direita, com o Rio Sever por perto, encontrará o museu. É provável que fique surpreendido com a qualidade do museu, num local tão remoto do Alentejo. Num espaço amplo, poderá apreciar cerâmica utilitária, moedas, lápides e um interessante moinho de cereais de grandes dimensões. A maioria das peças está em óptimo estado de conservação. Além disso, a exposição é complementada por legendas explicativas e, em cada sala, por várias informações históricas sobre esta importante cidade romana. Fora do museu, poderá ainda visitar as suas ruínas, nomeadamente as portas da cidade, o fórum e as termas, ao longo de um trajecto bem assinalado.

Local: Estrada da Calçadinha, São Salvador de Aramenha.
Contacto: 964 06 99 31 (Dr. J. Carvalho).
Horário: dias úteis, das 09.00 h às 13.00 h e das 14.00 h às 18.00 h. Fins-de-semana, das 10.00 h às 13.00 h e das 14.00 h às 18.00 h.
Preço: gratuito.

Flor da Rosa

Nas proximidades do Crato, também poderá visitar a povoação Flor da Rosa, seguindo as placas que indicam Alpalhão e Mosteiro. Ao chegar a Flor da Rosa, dirija-se primeiro ao Posto de Turismo, na Rua do Mosteiro. Aí, para além de informações importantes sobre o concelho, poderá visitar a reconstituição de uma casa alentejana típica, com uma cozinha e um quarto antigos, e uma mostra de trajos da região. No fumeiro, procura-se explicar aos mais novos (e não só…) como era viver no campo sem electricidade.

• Aqui poderá também alugar bicicletas, disponibilizadas por uma empresa privada, e percorrer a zona, visitando, por exemplo, os pontos de interesse megalítico que se encontram espalhados um pouco por todo o concelho.

• Além disso, se estiver interessado no artesanato da região, poderá obter informações sobre algumas oficinas de olaria de Flor da Rosa, que ainda estão em laboração utilizando os métodos tradicionais. Poderá não só acompanhar o processo de fabrico, mas também adquirir algumas peças de carácter utilitário, consideradas excelentes pela forma como conservam a água fresca ou pela sua resistência ao fogo.