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Flor da Rosa

Nas proximidades do Crato, também poderá visitar a povoação Flor da Rosa, seguindo as placas que indicam Alpalhão e Mosteiro. Ao chegar a Flor da Rosa, dirija-se primeiro ao Posto de Turismo, na Rua do Mosteiro. Aí, para além de informações importantes sobre o concelho, poderá visitar a reconstituição de uma casa alentejana típica, com uma cozinha e um quarto antigos, e uma mostra de trajos da região. No fumeiro, procura-se explicar aos mais novos (e não só…) como era viver no campo sem electricidade.

• Aqui poderá também alugar bicicletas, disponibilizadas por uma empresa privada, e percorrer a zona, visitando, por exemplo, os pontos de interesse megalítico que se encontram espalhados um pouco por todo o concelho.

• Além disso, se estiver interessado no artesanato da região, poderá obter informações sobre algumas oficinas de olaria de Flor da Rosa, que ainda estão em laboração utilizando os métodos tradicionais. Poderá não só acompanhar o processo de fabrico, mas também adquirir algumas peças de carácter utilitário, consideradas excelentes pela forma como conservam a água fresca ou pela sua resistência ao fogo.

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Regresso a Nisa

Regresse agora a Nisa, passando por Alpalhão, onde poderá, eventualmente, fazer uma pausa e percorrer as suas ruas pacatas. Já no ponto de chegada, aproveite para descansar da viagem num dos restaurantes, provando o delicioso queijo de aroma forte e os maravilhosos enchidos, acompanhados por um bom vinho da região.

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Mosteiro de Flor da Rosa

Perto do Posto de Turismo, encontrará o Mosteiro de Flor da Rosa, o monumento mais emblemático da povoação. Este mosteiro fortificado foi mandado construir no séc. XIV pelo Prior da Ordem de Malta, D. Álvaro Gonçalves Pereira, pai de D. Nuno Álvares Pereira. No interior, existe uma igreja, onde se encontra o túmulo do seu fundador. O edifício sofreu várias alterações, mas, a partir do séc. XVII, altura em que deixou de ser habitado, começou um longo período de deterioração, que culminou com a derrocada da igreja, em finais do séc. XIX. Felizmente, a população conseguiu retirar o recheio a tempo, que se encontra actualmente exposto no Museu Municipal do Crato. Só no séc. XX é que foram iniciadas as obras de recuperação. Actualmente, o mosteiro funciona como pousada, mas ainda pode ser visitado.

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Museu Municipal do Crato

O museu está instalado num antigo palácio setecentista, que só por si merecia a visita – de destacar nesta construção são as pinturas que ornamentam os tectos, a azulejaria monocromática, o altar e o arco que dá nome à rua. Para além do interesse arquitectónico do edifício, o museu apresenta ainda uma exposição permanente que documenta a história da zona, desde a pré-história até sensivelmente ao período barroco, procurando esclarecer as dúvidas que possam assaltar os turistas que visitam o Crato – os vestígios megalíticos, a presença romana ou a construção do Mosteiro de Flor da Rosa são apenas alguns dos assuntos explorados.

Local: Rua do Arco, n.° 3.
Contacto: 245 99 73 00 (Câmara Municipal do Crato).
Horário: das 09.00 h às 12.30 h e das 14.00 h às 17.30 h.
Encerra à segunda.

• O Castelo do Crato, insolitamente caiado de branco, seria outro ponto a recomendar aos visitantes, se não fosse uma tarefa tão difícil – o edifício, que se encontra em ruínas, pertence à Fundação do Castelo do Crato, estando vedado ao público enquanto decorrerem as obras de beneficiação.

• Passando pela Rua da Sobreira, não deixe de entrar na Casa do Forno Comunitário. Trata-se de uma casa de origem medieval, de apenas um piso, com uma grande chaminé e sem janelas. Era nesta casa que se fazia o fumeiro, que reflecte a importância do porco na economia da região.

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Crato

Saia de Portalegre em direcção ao Crato, seguido a indicação Ponte de Sôr. Ao chegar, estacione perto do Largo Dr. Belo Morais, que fica perto da entrada da vila, e explore as ruelas a pé. O que mais se destaca é a brancura das casas caiadas, debruadas a amarelo, e o silêncio das ruas, apenas interrompido ocasionalmente pelo piar das aves ou pelas conversas das idosas, sentadas à porta de casa.

• Para além dos edifícios tipicamente alentejanos, não deixe de admirar as fachadas de alguns palácios, que atestam o passado nobre da vila. Poderá encontrá-los, por exemplo, na Praça do Município, na Rua José da Gama ou na Rua do Arco.

• Uma das mais conhecidas construções da vila é a chamada Varanda do Grão-Prior e respectiva janela, que se encontra na Praça do Município. A varanda, suportada por três arcos, fazia parte do palácio do Grão-Prior, mandado construir pelo infante D. Luís no séc. XVI, e que foi destruído, provavelmente, durante a Restauração.