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Monsaraz

Depois da breve visita a Mourão, regresse a Monsaraz, não sem se deter, durante alguns minutos, no Cromeleque do Xarez, que fica a cerca de 200 metros da estrada, do lado esquerdo. É um recinto megalítico quadrangular, composto por 50 menires de granito, muitos deles quebrados. No centro, ergue-se um bloco de configuração fálica, com quase 4 metros de altura e 7 toneladas de peso. Mais uma vez, do sítio onde o cromeleque se encontra, vê-se perfeitamente Monsaraz, que aparece ao longe como uma colina sagrada, olhando para o céu. Será que foi nisso que pensaram os nossos antepassados?
Sagrada ou não, Monsaraz espera-o para um último momento antes da despedida. Num dos óptimos restaurantes que se encontram dentro das muralhas, talvez possa reflectir calmamente sobre tudo o que viu durante o percurso. Mas, atenção: Monsaraz deita-se cedo! Por isso, faça o possível para não chegar ao restaurante depois das 21 horas!

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Menir fálico do Outeiro

Voltando ao carro, siga pela mesma estrada. Ao passar pela aldeia do Outeiro, vá sempre em frente, até chegar a um entroncamento, onde deve virar à esquerda, na direcção de Barrada (nota: não está indicado!). Continue em frente. Logo à entrada da aldeia de Barrada, verá, à direita, a indicação Menir. Siga pela estrada indicada, que é de terra batida e está em estado razoável. Percorridos cerca de 800 metros, chegará ao menir do Outeiro. Trata-se de um enorme bloco de pedra, de forma visivelmente fálica, com quase 6 metros de altura e 8 toneladas de peso. As gentes da terra apelidaram-no de Penedo Comprido. A reforçar as semelhanças com o órgão sexual masculino, apresenta, no vértice, uma pequena fenda, que faz lembrar o meato urinário. Repare como é bem visível no horizonte, a nascente, o recorte da vila de Monsaraz.

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Mourão

Volte a Reguengos e, na primeira rotunda, siga a direcção Mourão. Chegará novamente à Praça da Liberdade, onde deve voltar à direita e, depois, à esquerda. Continue em frente, sempre na direcção de Mourão. Entrará numa estrada tipicamente alentejana (a EN 266), rodeada de campos de cultivo, onde, ao fim da tarde, nos dias quentes, muitas cegonhas passeiam e procuram alimento. Se possível, vá devagar, procurando interiorizar a serenidade que é transmitida pela paisagem. Vinte quilómetros depois, chegará a Mourão. Actualmente, Mourão é uma terra sem muitos atractivos, mas, mesmo assim, vale a pena conhecê-la. Encontra-se dentro da zona de intervenção da Barragem do Alqueva e, por isso, sofrerá certamente grandes modificações nos próximos anos. Um pequeno passeio pela vila permitir-lhe-á, mais tarde, perceber as diferenças. Dirija-se, primeiro, ao castelo, passando pela Ermida de São Bento, um templo do séc. XVIII, antecedido por alguns cruzeiros de pedra de xisto. No castelo, suba ao passeio de ronda e aproveite para fazer o reconhecimento do horizonte: a vila de Monsaraz, o traçado do Guadiana, a estrada para Atalaia das Ferrarias, o espelho de água da Albufeira de Mourão. Saindo do castelo, dê uma vista de olhos à Igreja de Nossa Senhora das Candeias, mesmo ali ao lado. Finalmente, vá até ao centro da vila, a Praça da República, onde encontrará um agradável jardim. No caminho, não se esqueça de reparar nos Passos da Via Sacra.

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Herdade do Esporão

Ainda na Praça da Liberdade, contorne o pequeno jardim que aí se encontra e vire na direcção do Esporão. Siga sempre as indicações. Chegará sem problemas de maior à herdade (apesar de, nalguns pontos, a estrada estar em mau estado). Será acolhido, num primeiro momento, por mais de 500 hectares de vinha, que lhe darão certamente as boas-vindas a este empreendimento enoturístico. Depois, passará pela Torre do Esporão, um antigo solar, com ar de fortaleza, do séc. XVI, e pela Ermida de Nossa Senhora dos Remédios, um templo da mesma época. Por enquanto, estes monumentos não estão visitáveis, mas há projectos para a sua recuperação e posterior abertura ao público.

Chegando à Casa do Enoturismo, poderá fazer uma visita guiada às caves, seguida, se assim o desejar, de uma prova de vinhos. Da casa tem-se uma óptima vista sobre uma barragem pertencente à herdade. Dispõe igualmente de um restaurante regional (só almoço; jantar, só com marcação).

Local: Herdade do Esporão, Reguengos de Monsaraz.
Contacto: 266 50 92 80.
Horário: Recepção e loja de vinhos, todos os dias, das 09.30 h às 18.00 h. Visitas às caves, todos os dias, às 12.00 h, 15.00 h, 16.00 h e 17.00 h. Sala de provas, só com marcação.
Preço: depende do tipo de visita. Contacte o número acima, s.f.f.

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Reguengos de Monsaraz

Saindo de São Pedro do Corval, encontrará, alguns quilómetros depois, as instalações da TEAR, uma assodação de artesãos e mestres de ofícios tradicionais da região, fundada em 1984. As artes representadas são muito diversificadas e vão da cerâmica à tecelagem (as mantas alentejanas de Reguengos são famosas em todo o país), passando pela olaria, curtumes e trabalhos em ferro forjado, para citar apenas algumas.

Local: Estrada de Monsaraz, km 0,8.
Contacto: 266 50 37 10.
Horário: de terça a sábado, das 09.00 h às 13.00 h e das 14.30 h às 18.30 h. Encerra ao domingo e segunda-feira.

Siga depois para o centro de Reguengos. Chegará à Praça da Liberdade, onde se encontra a Igreja Matriz ou de Santo António, um templo dos finais do séc. XIX, com um certo ar de palácio. Logo a seguir à praça, na Rua 1.° de Maio, fica o Posto de Turismo (contacto: 266 50 33 15 – Câmara Municipal de Reguengos).