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Aljustrel

Regresse à EN 18, seguindo sempre no sentido de Aljustrel. Pelo caminho, à entrada de Santa Vitória, encontrará a indicação Mina da Juliana, à esquerda. Trata-se de uma pequena povoarão, que serviu de residência aos trabalhadores das minas de cobre e ouro, encerradas em 1910. Quando a Barragem do Roxo foi construída, as casas escaparam, por pouco, à submersão. Se aprecia a arquitectura tradicional do Alentejo, não deixe de passar por esta pequena aldeia, mesmo junto às águas do Roxo, e de percorrer as suas ruelas, por entre o casario imaculadamente branco.

• Antes de chegar a Aljustrel, já na EN 2, poderá, eventualmente, parar na Barragem do Roxo. Para tal, basta voltar à esquerda quando vir a placa indicativa. Embora a albufeira não convide propriamente a um mergulho, poderá, apesar disso, praticar alguns desportos náuticos não motorizados (vela, remo, etc), pescar ou simplesmente atravessar o paredão da barragem para observar a paisagem. No local, existe ainda uma zona de caça associativa, um parque de merendas razoável sob o arvoredo, e um restaurante.

• Regresse à estrada principal e vire à esquerda, no sentido de Aljustrel. Chegado à vila, siga primeiro a indicação Centro, depois Serviços Públicos e estacione. Aí perto, ao lado do parque desportivo, encontrará o Parque 25 de Abril, uma zona ajardinada, com muita sombra, onde poderá fazer uma pequena pausa durante as horas mais quentes do dia. No mesmo local, existe também um parque infantil razoável.

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Castelo e Torre de Menagem

As muralhas do castelo, que ainda hoje podem ser apreciadas, foram mandadas construir por D. Afonso III, sobre os caboucos da antiga muralha romana. São poucos os vestígios que restam desta primeira fortificação – até nós chegaram apenas as portas romanas de Évora e de Avis. No início do séc. XIV, D. Dinis manda construir a magnificente torre de menagem, com quase 40 metros de altura. Para além do seu inegável interesse arquitectónico, que se pode admirar quer do exterior, quer no interior das três salas, distribuídas ao longo da subida, vale realmente a pena escalar os mais de 180 degraus, até ao topo da torre, de onde se pode observar, sem obstáculos, toda a paisagem circundante. Atente, por exemplo, no emaranhado de ruas que se estende a partir do castelo, ou na planície, que parece coberta de remendos.

Local: Largo Dr. Lima Faleiro.
Horário: castelo – Verão, das 10.00 h às 13.00 h e das 14.00 h às 18.00 h. Inverno, das 09.00 h às 12.00 h e das 13.00 h às 16.00 h. Torre de menagem – Verão, das 10.00 h às 12.30 h e das 14.00 h às 17.30 h. Inverno, das 09.00 h às 11.30 h e das 13.00 h às 15.30 h.
Preço: gratuito.

• Na Praça da República, repare na curiosa arcada manuelina, com os seus arcos todos diferentes, e no pelourinho manuelino. Ao fundo, encontra-se a Igreja da Misericórdia, inicialmente construída para albergar um açougue. Devido à sua qualidade arquitectónica, acabou por se dar outro destino ao edifício.

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Beja

A maioria dos encantos que a cidade de Beja tem para oferecer encontra-se no seu centro histórico. O ideal é deixar o carro perto de qualquer entrada e percorrer o emaranhado de ruas a pé. Habitada por romanos, bárbaros, mouros, cristãos e judeus, por toda a cidade poderá encontrar marcas da sua presença, sobretudo na zona intramuros – arcos romanos, vestígios românicos, portais góticos, uma ou outra janela manuelina ficaram para testemunhar a passagem da história.

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Ervidel

Volte a Aljustrel e siga para Ferreira do Alentejo, pela EN 2. Poderá parar agora em Ervidel, por onde passou anteriormente, a caminho de Aljustrel. Esta é mais uma aldeia típica, com alguns pontos de interesse. Repare, por exemplo, nas belas chaminés que, para além da sua função utilitária, ornamentam os telhados de algumas casas.

Na Rua do Poço, nas instalações de um antigo lagar de azeite, funciona actualmente o Núcleo Rural de Ervidel, um espaço museológico que pretende preservar a memória do passado agrícola da região, e que inclui, por exemplo, a reconstituição de um quarto e uma cozinha de uma casa rural.

Local: Rua do Poço, Ervidel.
Contacto: 284 64 52 47.
Horário: Inverno – terça, das 14.00 h às 17.00 h; quarta a sexta, das 10.00 h às 12.00 h e das 14.00 h às 17.00 h; sábado e domingo, das 14.00 h às 17.30 h. Verão -terça a sábado, das 14.00 h às 17.30 h; domingo, das 10.00 h às 12.30 h e das 14.00 h às 17.00 h. Encerra à segunda.
Preço: gratuito.

• Suba à Igreja Matriz, para contemplar a vasta planície que se estende aos seus pés. Ao longe, avista-se a albufeira da Barragem do Roxo. Poderá também visitar uma das várias adegas da aldeia (Adega do Lóio, Adega Moreira, Adega Barbosa) e provar o afamado tinto da região, obtido a partir de castas como Periquita, Trincadeira, Moreto ou Alcochofreiro.

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Ferreira do Alentejo

Quem chega pela entrada oeste de Ferreira do Alentejo vê, em primeiro lugar, um curioso templo, tipicamente alentejano, caiado de branco e debruado a azul. É a Igreja de Nossa Senhora da Conceição, construída em meados do séc. XVII. Lá dentro, encontra-se um painel de azulejos da mesma época, considerado único em toda a Península Ibérica. Infelizmente, não pode ser admirado pelos visitantes, já que, por falta de pessoal, não há quem venha abrir a porta. Terá assim de se contentar com a fachada.
O cruzeiro que se encontra em frente ao templo data de 1940, marcando os centenários da fundação de Portugal e da Restauração.

• Continuando pela Avenida Gago Coutinho e Sacadura Cabral, chegará a um cruzamento, onde se encontra o ex libris da vila e, provavelmente, também o monumento mais estranho: a Capela do Calvário ou de Santa Maria Madalena, talvez mais conhecido como Igreja das Pedras. Este pequeno edifício, de planta circular e abóbada em cúpula, rematada por um lanternim, foi inicialmente construído a sul da vila, na Rua do Calvário. Só no séc. XIX foi trazido para a localização actual. As dezenas de pedras que cravejam as paredes exteriores simbolizam as que foram atiradas a Cristo no caminho para o Calvário.

• A partir daqui, poderá percorrer as ruelas estreitas da vila, admirando as casinhas tipicamente alentejanas. Na Praça Comendador Infante Passanha, repare nos belos edifícios que aí se encontram, como o da câmara municipal ou o da sociedade recreativa. Na Rua da República, em frente, observe as fachadas de estilo Arte Nova. Aí próximo, encontra-se a Igreja Matriz, que data de 1320, embora as constantes reformas não deixem transparecer a sua antiguidade.