Ocupando praticamente um terço do território português continental, a Região do Alentejo destaca-se pela imensidão dos seus campos e planícies, que quase parecem não ter fim. Esta é uma região em que ainda é bem perceptível o domínio da Natureza sobre o homem: quem olha para o horizonte alentejano, depressa compreende a diferença entre a magnitude da Terra e a pequenez dos seus ocupantes.

• O Alentejo é o local ideal para aqueles que pretendem descansar e relaxar. Contudo, desenganem-se os que têm a ideia pré-concebida de que esta região pouco mais tem para oferecer. Encantos não faltam nas terras alentejanas, pois há múltiplos oásis no meio daquilo a que podemos chamar “o deserto das planícies”. Além disso, as paisagens, minimalistas e quase monocromáticas, não são, de forma alguma, sinónimo de monotonia.

• Aprecie, por exemplo, a construção de muitas casinhas típicas alentejanas, com a sua combinação de azul e branco, contrastando inevitavelmente com o amarelo seco dos campos de trigo. Estas habitações encerram ainda um tesouro precioso: as simpáticas e afáveis gentes da terra.

• Este imponente território, quase sempre soalheiro, especialmente durante os meses de Verão, convida inevitavelmente a que se visite as águas e barragens fluviais, no interior, e as belas praias costeiras, no litoral. Apela também a agradáveis passeios (não esquecendo as necessárias precauções), de forma a desfrutar de tudo o que esta região põe ao dispor dos seus visitantes.

Anta de Pavia - Capela de São Dinis

Anta-Capela de São Dinis

O monumento mais interessante de Pavia é, sem dúvida, a Anta-Capela de São Dinis, uma curiosa, mas não única adaptação de uma construção megalítica ao culto cristão. O aspecto bruto da pedra foi mantido sem qualquer pintura, tendo apenas sido tapadas as brechas entre os monólitos e acrescentado o portal e a torre sineira. Além da curiosidade da adaptação do monumento, é de referir que se trata de uma das maiores antas do país. Entrar na capela é, decididamente, uma experiência quase mágica.

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Museu Municipal de Santiago do Cacém

De regresso ao centro da cidade, não deixe de visitar este espaço museológico, onde poderá apreciar uma excelente colecção arqueológica, distribuída por três salas. É aqui, na sala dois, que estão expostos alguns dos artefactos encontrados durante as escavações realizadas nas ruínas de Miróbriga, entre outras preciosidades. O período compreendido entre o Paleolítico e a ocupação romana está também representado.

• Além do núcleo arqueológico, o museu possui também um rico espólio etnográfico, que ilustra, sobretudo, o modo de vida das populações rurais, embora se apresente igualmente a reconstituição de um quarto tipicamente burguês.

• Numa das dependências, uma das celas da prisão foi mantida intacta, lembrando a utilização original do edifício, antes de ter sido transformado em museu. Existem ainda outras áreas que podem ser visitadas, onde decerto encontrará motivos de interesse.

Local: Praça do Município.
Contacto: 269 82 73 75.
Horário: de terça a sexta, das 10.00 h às 12.00 h e das 14.00 h às 17.00 h. Sábado e domingo, das 14.00 h às 17.00 h. Encerra à segunda e dias feriados.
Preço: gratuito.

• Se encontrar o museu ainda fechado, poderá esperar a hora de abertura no jardim da Praça do Município, em frente. Este está muito bem cuidado, oferecendo alguma sombra e espaço para as crianças brincarem.

Barragem de Fonte Serne

Barragem de Fonte Cerne

Recue até ao cruzamento onde viu a indicação Barragem. Aqui, volte à esquerda e siga em frente, virando de novo à esquerda onde estiver indicado Fonte Gorjo e Chaparral. Depois, volte à direita antes de chegar a Caiada, mesmo em frente ao cruzamento onde se avista a tabuleta de Foros do Chaparral. Mais adiante, logo depois do primeiro casario, siga para uma estrada alcatroada à esquerda e depois sempre em frente, até chegar à Barragem de Fonte Cerne. Aqui, vire à esquerda imediatamente antes do paredão e procure um bom local junto à água para estacionar. As margens da barragem estão muito arborizadas, proporcionando boas sombras e um cenário muito agradável. Se gosta de pescar, tente enganar os enormes achigãs que povoam estas águas. Os caminhos em redor permitem explorar, a pé ou de bicicleta, a paisagem circundante.

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Conjunto Arqueológico do Escoural

Regresse à estrada de alcatrão, virando à direita no sentido de Santiago do Escoural. Se é um apreciador de arqueologia, não deixe de visitar o Conjunto Arqueológico do Escoural. Ainda em Santiago do Escoural, comece por fazer uma visita ao centro de interpretação, recentemente criado, que fica na rua principal da povoação. Aqui poderá encontrar alguma informação sobre a ocupação da gruta e dos terrenos adjacentes, bem como parte dos artefactos encontrados durante as escavações.

Local: Rua Dr. Magalhães de Lima, n.° 48, Santiago do Escoural.
Contacto: 266 85 70 00.
Horário: das 09.00 h às 12.00 h e das 13.30 h às 17.00 h. Encerra aos feriados principais.

• Para chegar à gruta, basta seguir as placas indicativas. Esta foi utilizada inicialmente, há 50 000 anos, como abrigo e, mais tarde, durante o Neolítico, como cemitério. Apesar da importância arqueológica de toda a área circundante, onde foram encontrados vestígios de ocupação até à Idade do Ferro, apenas a gruta pode ser visitada. No interior da galeria, poderá apreciar as primeiras gravuras rupestres encontradas em Portugal, representando sobretudo animais (em especial equídeos e bovídeos), mas também algumas figuras abstractas de interpretação complexa – pensa-se que estarão relacionadas com algum ritual religioso ou mágico.

Para além do aspecto arqueológico, os apreciadores de espeleologia poderão também observar as formações rochosas, as estalactites e estalagmites e os veios deixados pelo escorrer da água.

Local: EN 370, a 2 quilómetros de Santiago do Escoural.
Horário: das 09.00 h às 12.00 h e das 13.30 às 17.00 h. Encerra aos feriados principais.

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Castelo de Montemor-o-Novo

Suba até ao castelo, semi-arruinado, pelo menos para percorrer o caminho de ronda e apreciar uma alargada panorâmica da urbe e dos arredores. Trata-se, como muitos outros, de uma fortaleza arrebatada aos mouros na altura da reconquista, embora se pense que tenha uma origem ainda mais remota. Da muralha, que antigamente cingia todas as construções, já pouco resta. Ainda assim, vale a pena explorar os recantos que alberga.

• Perto da Porta da Vila, ou de Santarém, encontra-se o Convento da Saudação (séc. XVI), considerado uma das obras de maior importância da cidade. Se, na altura da visita, ainda estiverem a decorrer as obras de restauro do edifício, apenas poderá visitar os claustros e apreciar a azulejaria do antigo refeitório, perto da cozinha.

• Para a esquerda do convento, localiza-se a Igreja de Santiago (séc. XIV), que parece um pequeno oásis no meio deste deserto de ruínas, com algumas árvores, bancos e mesas de pedra em frente ao adro. Sensivelmente para a direita e por detrás do convento, situam-se mais alguns edifícios arruinados, como o Paço dos Alcaides e a Igreja de Santa Maria do Bispo (mais para oeste), antiga matriz. Se não tiver chovido recentemente e a temperatura estiver agradável, poderá dar um bom passeio até perto destas ruínas.