Alandroal_(Portugal),_pueblo_hermanado_con_Brenes.

Alandroal

Regresse ao local onde deixou o carro e rume em direcção ao Alandroal. No caminho encontrará, a determinada altura, uma pequena placa que indica a existência, à direita, de um Castelinho Endovélico. Nesta região, parece ter existido, na Idade do Bronze, o culto a uma divindade, de nome Endovélico, cujas origens são difíceis de traçar. Sabe-se apenas que este culto se centrava no lugar vizinho de São Miguel da Mota, onde há ainda um santuário, em ruínas. Infelizmente, o trajecto para o Castelinho está muito mal assinalado e a estrada, de terra batida, está em muito mau estado.

Depois de percorrer mais alguns quilómetros, chegará ao Alandroal. O nome da povoação parece advir do facto de aí ter existido uma importante mata de alandros ou aloendros. É uma localidade relativamente pequena, onde sobressai de forma evidente o castelo medieval. Trata-se de uma fortaleza do séc. XIII, mandada construir por um dos mestres da Ordem de Avis. Possui quatro torres, incluindo a de menagem, com mais de 20 metros de altura. Na praça em frente ao castelo, encontra-se também, ao fundo, uma fonte em mármore, de estilo barroco. Possui seis bicas, que têm os seguintes nomes: Feiticeiras, Santo Antônio, São Pedro, São João, Namorados e Reis. No topo da fonte, há dois bustos com inscrições. O da esquerda diz: “Aqui chora Tetis: Para que te lastimas, viandante sitibundo? Ela, que te ama, verte lágrimas para que te rias. Bebe.” E o da direita: “Aqui o Deus que reina sobre as águas abriu as bocas do mar, para que fuja do peito a cruel sede de Tântalo.”

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