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Castelo de Montemor-o-Novo

Suba até ao castelo, semi-arruinado, pelo menos para percorrer o caminho de ronda e apreciar uma alargada panorâmica da urbe e dos arredores. Trata-se, como muitos outros, de uma fortaleza arrebatada aos mouros na altura da reconquista, embora se pense que tenha uma origem ainda mais remota. Da muralha, que antigamente cingia todas as construções, já pouco resta. Ainda assim, vale a pena explorar os recantos que alberga.

• Perto da Porta da Vila, ou de Santarém, encontra-se o Convento da Saudação (séc. XVI), considerado uma das obras de maior importância da cidade. Se, na altura da visita, ainda estiverem a decorrer as obras de restauro do edifício, apenas poderá visitar os claustros e apreciar a azulejaria do antigo refeitório, perto da cozinha.

• Para a esquerda do convento, localiza-se a Igreja de Santiago (séc. XIV), que parece um pequeno oásis no meio deste deserto de ruínas, com algumas árvores, bancos e mesas de pedra em frente ao adro. Sensivelmente para a direita e por detrás do convento, situam-se mais alguns edifícios arruinados, como o Paço dos Alcaides e a Igreja de Santa Maria do Bispo (mais para oeste), antiga matriz. Se não tiver chovido recentemente e a temperatura estiver agradável, poderá dar um bom passeio até perto destas ruínas.

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Lagoas Empadadas

Alguns quilómetros depois, suba ao Miradouro do Carvão, a partir do qual poderá apreciar a paisagem magnífica da costa norte da ilha, sobretudo da região de Capelas. Depois, encontrará, no lado esquerdo da estrada, um charco, junto a uma estranha encosta de escórias vulcânicas negras. Um cenário dramático, a lembrar que, sob o exuberante manto vegetal da ilha, se esconde a sua verdadeira natureza vulcânica.

• Retomando o caminho, encontrará logo a seguir, à esquerda, a indicação Lagoas Empadadas, junto a um portão de ferro que dá acesso às mesmas. Seguindo, logo à entrada, a indicação Ribeira Rasa, chegará ao Miradouro do Pico do Paul. Descendo do miradouro, vire para as lagoas, que podem ser circundadas de carro, através de um caminho de terra batida em bom estado. Perto de uma das lagoas, existe um parque de merendas que apresenta a particularidade de as mesas e respectivos bancos serem feitos de blocos de terra com o assento forrado com relva.

• Encontrará vários trilhos que lhe permitirão visitar estas e outras lagoas da região, através de um percurso pedestre muito agradável. Outra opção, também eventualmente interessante, será percorrer a estrada das lagoas e trilhos das redondezas de bicicleta, até porque os desníveis são, em regra geral, pouco acentuados.

Horário: Maio a Setembro – dias úteis, das 08.30 h às 16.00 h; sábado, domingo e dias feriados, das 10.00 h às 18.00 h.

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Mosteiro de São Martinho de Tibães

A igreja deste mosteiro é justamente considerada um dos marcos da arte barroca em Portugal. Por isso, a visita a este templo é altamente recomendável. Quanto aos restantes espaços do mosteiro, igualmente imponentes, estão actualmente sujeitos a uma profunda intervenção, após um abandono de longos anos. Além da igreja, apenas é possível visitar uma sala de exposições temporárias. Mas pensamos que, mesmo assim, não se arrependerá de passar por este local, destinado a tornar-se, num futuro próximo, um importante centro de difusão cultural no norte do país.

Local: Lugar do Convento, Mire de Tibães.
Contacto: 253 62 26 70 / 62 39 50.
Horário, terça a domingo, das 10.00 h às 12.30 h e das 14.00 às 17.30 h. As visitas são guiadas.

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Parque Aventura Diverlanhoso

Fora dos roteiros estivais dos amantes da praia, o Parque Aventura Diverlanhos é um projecto nasceu e tem crescido à sombra do Gerês. Propõe um turismo activo, que combina Natureza e aventura na perfeição. Sem cedências ao improviso ou à falta de qualidade.

O DiverLanhoso é um dos maiores parques de desporto aventura da Península Ibérica. Ocupando uma área total de 170 hectares, junto do Parque Nacional da Peneda Gerês, está dotado das infraestruturas e equipamentos necessários para a prática de 30 actividades diferentes.

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Dispõe de casas feitas de troncos de madeira de diferentes tipologias para alojamento no parque, um restaurante panorâmico em troncos de madeira com capacidade para 300 pessoas, um mini-centro de congressos, um lago artificial, um parque infantil, um polidesportivo, uma piscina, uma zona de acantonamento, parque de merendas e uma loja de equipamentos para desporto e actividades de ar livre. À beleza da paisagem envolvente associa-se uma oferta diversificada, que vai desde os passeios pedestres, de bicicleta, jipes e moto 4, passando pela descida de cursos de água em canoa e a prática de kartcross, slide, escalada, rappel, tiro com arco e arma de caça, paintball em diferentes cenários e de jogos populares…

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Portinho da Arrábida

Continue o caminho em direcção ao Portinho da Arrábida. Pouco depois, passará por uma estrutura industrial, de aspecto sinistro, completamente coberta por um pó cinzento – trata-se “apenas” de uma cimenteira, que, infelizmente, continua a fumegar no coração de um dos nossos melhores parques naturais. Ainda bem que, alguns quilómetros depois, esta má recordação acaba por se desvanecer, à vista da excelente Praia da Figueirinha. A praia de areia fina é banhada por um mar de água cristalina, onde apetece passar o dia inteiro a nadar. Durante a maré baixa, é costume formar-se uma língua de areia, que delimita uma enorme poça de água muito apreciada pelas crianças.

• Seguindo caminho, passará por um elegante túnel que atravessa a falésia rochosa, dando acesso a uma estrada lindíssima que acompanha, de perto, a costa. Do lado oposto, eleva-se a Serra da Arrábida, coberta pelo matagal típico das regiões mediterrânicas. Nesta altura, se tiver a janela do carro aberta, poderá deleitar-se com uma agradável mistura de aromas, onde normalmente sobressaem o rosmaninho e a esteva. Depois, vire à esquerda no cruzamento onde aparecem as indicações Portinho da Arrábida e Museu Oceanográfico. Irá ter à baía do Portinho da Arrábida, graças a uma estrada estreita que, nalguns locais, não permite o cruzamento de dois automóveis – por isso, convém sinalizar a sua presença buzinando algumas vezes, nomeadamente junto à fortaleza, de forma a evitar manobras complicadas. Chegando à baía, estacione no parque, que é pago. Existe outro parque no lado oposto da baía, mas, deste lado, a paisagem é bem mais agradável.

• Atente bem na curva pronunciada da linha costeira, na praia de areia branca e no ilhéu da Pedra da Anicha, a rematar o conjunto. Trata-se de um local com uma beleza única no nosso país. Experimente dar um passeio, à beira-mar, até à zona de areal em frente ao ilhéu. Aí, forma-se uma rampa natural de areia, quase irresistível para os especialistas em rebolar pela encosta abaixo – as crianças. As águas, geralmente cristalinas e pouco agitadas, também são relativamente seguras para os mais novos.
Se preferir ficar apenas a apreciar a paisagem, há excelentes esplanadas, semelhantes a varandins sobre o mar, pertencentes aos restaurantes que aí se encontram. Durante a maré cheia, bandos de gaivotas vêm até muito perto dessas esplanadas, com a esperança de conseguirem algum alimento.