Museu de Arte Contemporânea

Instalado num edifício moderno e funcional, da autoria do arquitecto Siza Vieira, este museu possui uma importante colecção de obras de artistas contemporâneos nacionais e estrangeiros. Também promove diversas exposições temporárias, que procuram dar a conhecer as correntes fundamentais da arte contemporânea das últimas décadas. Além do espaço de exposição, o museu inclui um restaurante/cafetaria, uma loja especializada com livraria, uma biblioteca e um centro de documentação.

Local: Rua D. João de Castro, 210.
Contacto: 808 200 543.
Horário: terça, quarta e sexta, das 10.00 h às 19.00 h; quinta, das 10.00 h às 22.00 h; sábado, domingo e feriados, das 10.00 h às 19.00 h (de Outubro a Março) ou das 10.00 h às 20.00 h (de Abril a Setembro). Encerra à segunda.

Em Montemor-o-Novo

Ao chegar a Montemor, o melhor é estacionar perto do Largo Calouste Gulbenkian e visitar a cidade a pé. Para não se perder, aconselhamo-lo a dirigir-se ao Posto de Turismo, que fica justamente neste largo, e a pedir um folheto com a planta da cidade. Mesmo ao lado, observe a curiosa loja de artesanato, com os seus cabedais e cobres expostos sobre o passeio.

• Prepare-se agora para calcorrear a zona mais antiga da cidade, onde casas senhoriais convivem harmoniosamente com habitações de traça mais popular. Na Rua 5 de Outubro, por exemplo, no n.° 54, poderá admirar a fachada do solar dos Mouzinhos da Silveira Almadanins (séc. XVII). No Largo Alexandre Herculano, encontrará mais alguns solares, onde viveram, por exemplo, o conde de Safira e o visconde da Amoreira da Torre.

• Virando aqui à esquerda, em direcção ao largo onde se situam os paços do concelho, encontrará mais alguns pontos de interesse, como a Fonte de Nossa Senhora da Conceição (à esquerda) e a do Besugo (à direita), e uma curiosa lápide de mármore, com elementos que se pensa serem de origem romana e visigótica.

• Continuando sempre a subir, passará pelas ruelas estreitas do núcleo antigo, onde se destaca a arquitectura popular. Algumas casas ainda apresentam os robustos portais de granito. Há sempre pequenos pormenores que as tornam especiais, pelo que deve observar os edifícios com atenção, não vá escapar-lhe alguma coisa interessante.

Entroncamento

Siga na direcção do Entroncamento pela estrada principal. Poderá, eventualmente, entrar em Tancos e descer à zona ribeirinha, onde se encontram um agradável jardim e alguns bares. Em frente, fica o Arripiado, por onde passou anteriormente. Regressando à estrada principal, passará, pouco depois, por Vila Nova da Barquinha.

Nesta localidade, temos uma sugestão um pouco diferente: uma visita ao Museu Etnográfico Bar 21 que, como o nome indica, é um bar pitoresco, decorado à moda antiga. Para lá chegar, é necessário virar à esquerda à entrada da Barquinha, junto ao restaurante A Palmeira, e seguir a indicação Centro. O bar fica na Rua Marechal Carmona, n.° 21, depois da igreja e do edifício dos boinas verdes, e é facilmente reconhecível pela fachada, decorada com um santo e peixes de barro. Está aberto a partir das 20.30 h.

• O traçado do nosso percurso continua até ao Entroncamento, cidade que se orgulha da sua tradição ferroviária, já que foi o caminho-de-ferro que esteve na sua origem. Considerada um autêntico museu vivo do comboio, verá que por toda a cidade se encontram vestígios desta actividade, desde os bairros dos antigos trabalhadores ferroviários aos jardins enfeitados por antigas locomotivas a vapor.

• Ao entrar na cidade, seguindo para a direita e virando, novamente, à direita, encontrará um espaço verde em estado razoável, o Parque Dr. José Pereira Caldas, com uma torre-miradouro e um curioso coreto, com um pequeno retiro, adornado por uma fonte, escondido na base.

Castelo e Burgo Medieval

Continue agora pela Rua da Fonte em direcção ao castelo, que está bem assinalado ao longo do caminho. Já dentro da muralha, suba à torre de menagem, a partir da qual, através de grandes janelas, conseguirá apreciar uma bela perspectiva da vila, da Ermida da Senhora da Penha e mesmo de Marvão.

• Depois de descer a torre, entre no antigo burgo medieval pela Porta da Vila. Seguindo pela Rua Direita do Castelo, é de salientar o bom estado de conservação em que se encontram as casas, com as suas portas ogivais, algumas brasonadas, a limpeza das ruas (algo tão pouco comum no nosso país que acaba por saltar à vista…) e o silêncio, apenas perturbado pelo piar das aves. Virando à esquerda, encontrará a Igreja de Nossa Senhora da Alegria, que poderá visitar para admirar os azulejos policromáticos do séc. XVII que revestem o seu interior.

• Com o tempo, o burgo tornou-se pequeno demais e a povoação acabou por se expandir para fora das muralhas, pela colina oposta à da judiaria, que se estende para leste até ao Forte de São Roque. Poderá visitar este monumento e a Igreja de São Roque, que se encontra no interior. No entanto, aconselhamos primeiro uma pausa, no centro da cidade, numa das esplanadas dos cafés que povoam a Rua Bartolomeu Álvares da Santa e a Rua de Olivença. Isto porque, tal como as ruas da judiaria, as que levam ao forte são bastante íngremes, o que pode tornar a subida algo penosa, sobretudo em dias muito quentes. Mesmo assim, poderá sempre parar a meio do caminho para descansar.

Ponte filipina

A seguir, encontrará uma tabuleta, à direita, indicando ponte filipina. Estacione do lado direito da estrada, num caminho, agora cortado ao trânsito automóvel, que vai dar à antiga ponte. Antes de passar sobre ela, aproveite uma vereda que aí se encontra para descer ao rio, cujo leito está “atapetado” de seixos rolados. A montante, descobrirá recantos apetecíveis, onde passará, certamente, momentos muito agradáveis.