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Lagoas Empadadas

Alguns quilómetros depois, suba ao Miradouro do Carvão, a partir do qual poderá apreciar a paisagem magnífica da costa norte da ilha, sobretudo da região de Capelas. Depois, encontrará, no lado esquerdo da estrada, um charco, junto a uma estranha encosta de escórias vulcânicas negras. Um cenário dramático, a lembrar que, sob o exuberante manto vegetal da ilha, se esconde a sua verdadeira natureza vulcânica.

• Retomando o caminho, encontrará logo a seguir, à esquerda, a indicação Lagoas Empadadas, junto a um portão de ferro que dá acesso às mesmas. Seguindo, logo à entrada, a indicação Ribeira Rasa, chegará ao Miradouro do Pico do Paul. Descendo do miradouro, vire para as lagoas, que podem ser circundadas de carro, através de um caminho de terra batida em bom estado. Perto de uma das lagoas, existe um parque de merendas que apresenta a particularidade de as mesas e respectivos bancos serem feitos de blocos de terra com o assento forrado com relva.

• Encontrará vários trilhos que lhe permitirão visitar estas e outras lagoas da região, através de um percurso pedestre muito agradável. Outra opção, também eventualmente interessante, será percorrer a estrada das lagoas e trilhos das redondezas de bicicleta, até porque os desníveis são, em regra geral, pouco acentuados.

Horário: Maio a Setembro – dias úteis, das 08.30 h às 16.00 h; sábado, domingo e dias feriados, das 10.00 h às 18.00 h.

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Ilhéu de Vila Franca

Desça até ao pequeno porto, onde poderá apanhar o barco até ao Ilhéu de Vila Franca, classificado como reserva natural. No entanto, só poderá fazer este passeio entre finais de Junho e Setembro. O percurso dura cerca de 5 minutos e o barco parte sensivelmente de hora a hora. A última carreira de regresso parte por volta das 17.30 h. O bilhete custa cerca de 1,5 euros para adultos, mas as crianças têm desconto (contacto: 296 58 39 11 – Posto de Turismo).

• Um dos pontos de interesse do ilhéu reside numa enorme piscina natural, ligada ao mar por um canal pouco profundo, que mais não é do que uma pequena caldeira de um vulcão, actualmente extinto. Poderá explorar o ilhéu a pé, mas deve abster-se de assustar as aves.

• Após o divertimento aquático, encontrará certamente bons locais para tomar uma refeição perto da água. No entanto, uma vez que não existem lojas no ilhéu, será necessário levar um farnel. Alguns cafés junto ao porto vendem almoços embalados, cujo preço já inclui o custo da passagem de barco. No porto, há também vários restaurantes agradáveis, para quem preferir esperar confortavelmente pelos excursionistas embarcados.

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Fábrica de Chá da Gorreana

Pouco depois do cruzamento com a estrada que vem de nordeste, passará pela Gorreana, onde está instalada a única fábrica de chá da Europa, perto das respectivas plantações. As plantações de chá ocuparam o espaço deixado vago pelos laranjais, quando este fruto deixou de ser cultivado. Poderá visitar a Fábrica de Chá da Gorreana, acompanhado pelo próprio dono da fábrica, que explicará, pormenorizadamente, todas as fases do fabrico do chá.

Contacto: 296 44 23 49.
Horário: todos os dias, das 08.00 h às 17.00 h.
Preço: gratuito.

• Chegado à Ribeira Grande, comece por visitar o Fontanário de Ribeira Seca, a única construção visível após a erupção vulcânica de 1563. Nessa altura, um manto de lava cobriu a região, formando o Pico do Sapateiro. Atravesse a rua cheia de movimento e olhe para dentro do buraco, no fundo do qual se vê uma fonte, três metros mais abaixo: era àquele nível que antigamente ficava a estrada.

• Dê um passeio pelo centro da Ribeira Grande, visite o bonito jardim central e observe, ali perto, a fachada barroca da Igreja do Espírito Santo. Se tiver tempo, visite o Museu Etnográfico, onde se encontra preservada a memória das tradições da região.

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Capelas

Siga na direcção de Capelas, continuando a viagem pela estrada que segue junto à costa, onde quase em cada curva surge um cenário diferente. Pelo caminho, passará por diversos retiros e parques de merendas, onde poderá parar um pouco para apreciar melhor a paisagem ou tomar uma refeição ligeira.
Atravessando a vila, passará por uma praça central muito simpática, com um óptimo jardim e uma igreja. Dirija-se ao porto, onde existe uma piscina natural protegida das vagas, normalmente fortes nesta costa, mas com poucos equipamentos de apoio. Um pouco mais à frente, situam-se as ruínas da antiga Fábrica da Baleia. Em finais dos anos setenta, existia aqui um pequeno museu, que actualmente se encontra abandonado. Ainda assim, pode entrar e observar as caldeiras onde era derretida a gordura de baleia e outros equipamentos de apoio. Poderá visitar ainda a Oficina-Museu M. J. Melo e observar ao vivo a faina do oleiro, do sapateiro, do barbeiro e do ferreiro.

Local: Rua do Loural, n.° 56.
Horário: segunda a sábado, das 14.00 h às 18.00 h.
Preço: gratuito.