SONY DSC

Percurso na Horta

Este percurso decorre maioritariamente no Faial, num total de cerca de 75 quilómetros. No entanto, para que fique mais completo, aconselha-se uma breve visita ao Pico. O que primeiro salta à vista em cada uma das ilhas é a exuberância da natureza, que marca fortemente a paisagem. Entre a vegetação luxuriante e os vestígios dos fenómenos vulcânicos, encontrará certamente algo do seu agrado. Para os amantes das caminhadas, a subida ao Pico será certamente um grande desafio. Comecemos então pela cidade da Horta…

802957

Capelinhos

Poderá agora deixar o carro estacionado no parque junto às piscinas e, virando logo à esquerda na estrada principal de acesso às mesmas, fazer um passeio a pé de cerca de 6 quilómetros até ao Vulcão dos Capelinhos. No entanto, se quiser poupar as pernas para a subida ao Pico, saiba que o trajecto também pode ser feito de automóvel, uma vez que o caminho de terra batida está em óptimo estado.

• Passará por um pequeno farol, construído para substituir o dos Capelinhos, que foi destruído durante as violentas erupções vulcânicas de 1957 e 1958. No fim da estrada, vire à direita e preste atenção às casas, enterradas em cinzas vulcânicas, cuja presença, em alguns casos, apenas é denunciada pelas telhas à superfície.

• Vire depois à esquerda, na direcção do farol em ruínas, bem visível no meio da paisagem. Este edifício, construído sobre um promontório sobranceiro ao mar, repousa agora, inútil, rodeado por um mar de lava solidificada que começa, aqui e ali, a ser colonizada pela primeira vegetação, especialmente caniços. Todo o terreno que se avista agora a sul e oeste do farol emergiu do mar durante as referidas erupções vulcânicas.

• Estacione junto ao farol e observe o que resta da cratera, na ponta oeste. O percurso até lá é mais fácil de fazer do que parece. Poderá apreciar um cenário quase lunar, mas também paisagens lindíssimas da costa. Seja prudente e não se aproxime muito da beira das falésias, porque o solo nessa zona é muito quebradiço.

SONY DSC

Parque Florestal do Capelo

No meio de uma mata cerrada de criptomérias, cedros e outro arvoredo, encontrará um excelente parque de merendas, equipado com mesas, bancos, instalações sanitárias, etc. Os grelhadores, diferentes das estruturas de alvenaria habituais, assemelham-se aqui a pequenos edifícios, construídos em pedra vulcânica bruta, agrupando vários fogos. Evita-se assim, de uma forma simpática, a proliferação de pequenos grelhadores pelo parque.

Os diversos caminhos e veredas que cruzam o parque permitem explorá-lo, a pé ou de bicicleta. Num grande cercado, um grupo de elegantes gamos, muito bem tratados, fará as delícias das crianças mais irrequietas.

Caldeira_Faial_2

Descida à Caldeira

Siga agora em direcção à Caldeira por uma estrada que atravessa prados sucessivos, onde pastam manadas de vacas leiteiras. De repente, a estrada acaba num largo, onde deverá estacionar. Entre pelo túnel escavado na parede rochosa, forrado interiormente com musgo, que desemboca num miradouro protegido por um varandim. Estará agora quase no lado oposto do bordo da cratera do Cabeço Gordo. Se o tempo estiver do seu lado, ficará certamente deslumbrado com a paisagem da Caldeira do Faial.

Existe um trilho íngreme, mas sem grande perigo, por onde poderá descer ao fundo da cratera através de cedros-do-mato, urzes e outro matagal que se manteve praticamente intacto desde o povoamento da ilha. No fundo, riachos atravessam o solo húmido, onde crescem essencialmente musgos e fetos. Vários núcleos de urzes, de porte arbóreo, povoam o solo. Em alguns troços é preciso quase rastejar por baixo da vegetação, o que não deixará de ser atractivo para os mais novos. A descida e exploração sumária da Caldeira demoram, em média, 3 horas.