Descida à Caldeira

Siga agora em direcção à Caldeira por uma estrada que atravessa prados sucessivos, onde pastam manadas de vacas leiteiras. De repente, a estrada acaba num largo, onde deverá estacionar. Entre pelo túnel escavado na parede rochosa, forrado interiormente com musgo, que desemboca num miradouro protegido por um varandim. Estará agora quase no lado oposto do bordo da cratera do Cabeço Gordo. Se o tempo estiver do seu lado, ficará certamente deslumbrado com a paisagem da Caldeira do Faial.

Existe um trilho íngreme, mas sem grande perigo, por onde poderá descer ao fundo da cratera através de cedros-do-mato, urzes e outro matagal que se manteve praticamente intacto desde o povoamento da ilha. No fundo, riachos atravessam o solo húmido, onde crescem essencialmente musgos e fetos. Vários núcleos de urzes, de porte arbóreo, povoam o solo. Em alguns troços é preciso quase rastejar por baixo da vegetação, o que não deixará de ser atractivo para os mais novos. A descida e exploração sumária da Caldeira demoram, em média, 3 horas.

Horta

Ao regressar à cidade da Horta, verá uma baía onde se anicha uma praia paradisíaca de areia fina. É a praia de Porto Pim, considerada por muitos a melhor da ilha. Para lá chegar, deverá virar à direita logo à entrada do porto e, ao chegar ao molhe, voltar de novo à direita, prosseguindo até encontrar, também à direita, um jardim. A praia dispõe de instalações sanitárias e um duche de água doce e é ideal para as crianças, já que a inclinação do areal é muito gradual, permitindo que tenham pé até a uma certa distância. A água é cristalina e tépida, como é habitual nestas paragens.

Parque Florestal do Capelo

No meio de uma mata cerrada de criptomérias, cedros e outro arvoredo, encontrará um excelente parque de merendas, equipado com mesas, bancos, instalações sanitárias, etc. Os grelhadores, diferentes das estruturas de alvenaria habituais, assemelham-se aqui a pequenos edifícios, construídos em pedra vulcânica bruta, agrupando vários fogos. Evita-se assim, de uma forma simpática, a proliferação de pequenos grelhadores pelo parque.

Os diversos caminhos e veredas que cruzam o parque permitem explorá-lo, a pé ou de bicicleta. Num grande cercado, um grupo de elegantes gamos, muito bem tratados, fará as delícias das crianças mais irrequietas.

Scrimshaw

John van Opstal, que assina os seus trabalhos apenas por John, dedica-se há 10 anos à arte de gravar imagens do quotidiano das gentes do mar em dentes de cachalote. Num português suficientemente perceptível ou num inglês escorreito, John explica com genuíno prazer os segredos da arte e as dificuldades que tem para encontrar matéria-prima. Como já não há caça ao cachalote, é preciso recorrer a mergulhadores, que passam a pente fino os fundos marinhos nas proximidades das antigas fábricas de transformação da baleia para encontrar dentes ainda em bom estado, o que é cada vez mais difícil. A reserva de que dispõe não lhe permitirá trabalhar mais do que 2 anos. John vende os seus trabalhos literalmente ao quilo, não cobrando nada pela gravação, já que, segundo afirma, se dedica a este passatempo apenas pelo prazer de transformar um dente informe numa obra de arte. Ainda assim, os preços variam entre os 50 e o 1 250 euros. A visita é gratuita.

Local: Banda da Vila, n.° 17 C, Espalamaca.
Contacto: 292 39 27 20.

• Voltando à estrada e continuando a subir, encontrará à esquerda o Miradouro de Nossa Senhora da Conceição. Depois de passar pela casa de John, a vista do miradouro até pode parecer banal, mas, se puder passar por aqui ao pôr do Sol, quando as luzes da cidade já estiverem acesas, verá que vale a pena.

• Continuando o caminho para norte, passará pouco depois por três moinhos típicos do Faial. Note que, ao contrário dos moinhos do continente, em que só o telhado e as velas rodam para procurar uma melhor direcção ao vento, neste caso todo o edifício roda, para obter o mesmo efeito. Os paus enormes que se unem na parte traseira do moinho servem, justamente, para o moleiro o empurrar para a posição desejada.

Castelo Branco

Inicie agora o passeio de automóvel pela região a oeste da Horta, em direcção ao aeroporto. Para ter uma ideia da violência do último terramoto, ocorrido em finais dos anos 90, repare nas fachadas de algumas casas, em avançado estado de ruína ou ostentando profundas brechas. Pouco depois de passar pelo aeroporto, entrará em Castelo Branco, onde existe um império, com um portal de azulejos azulados.