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Scrimshaw

John van Opstal, que assina os seus trabalhos apenas por John, dedica-se há 10 anos à arte de gravar imagens do quotidiano das gentes do mar em dentes de cachalote. Num português suficientemente perceptível ou num inglês escorreito, John explica com genuíno prazer os segredos da arte e as dificuldades que tem para encontrar matéria-prima. Como já não há caça ao cachalote, é preciso recorrer a mergulhadores, que passam a pente fino os fundos marinhos nas proximidades das antigas fábricas de transformação da baleia para encontrar dentes ainda em bom estado, o que é cada vez mais difícil. A reserva de que dispõe não lhe permitirá trabalhar mais do que 2 anos. John vende os seus trabalhos literalmente ao quilo, não cobrando nada pela gravação, já que, segundo afirma, se dedica a este passatempo apenas pelo prazer de transformar um dente informe numa obra de arte. Ainda assim, os preços variam entre os 50 e o 1 250 euros. A visita é gratuita.

Local: Banda da Vila, n.° 17 C, Espalamaca.
Contacto: 292 39 27 20.

• Voltando à estrada e continuando a subir, encontrará à esquerda o Miradouro de Nossa Senhora da Conceição. Depois de passar pela casa de John, a vista do miradouro até pode parecer banal, mas, se puder passar por aqui ao pôr do Sol, quando as luzes da cidade já estiverem acesas, verá que vale a pena.

• Continuando o caminho para norte, passará pouco depois por três moinhos típicos do Faial. Note que, ao contrário dos moinhos do continente, em que só o telhado e as velas rodam para procurar uma melhor direcção ao vento, neste caso todo o edifício roda, para obter o mesmo efeito. Os paus enormes que se unem na parte traseira do moinho servem, justamente, para o moleiro o empurrar para a posição desejada.

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Castelo Branco

Inicie agora o passeio de automóvel pela região a oeste da Horta, em direcção ao aeroporto. Para ter uma ideia da violência do último terramoto, ocorrido em finais dos anos 90, repare nas fachadas de algumas casas, em avançado estado de ruína ou ostentando profundas brechas. Pouco depois de passar pelo aeroporto, entrará em Castelo Branco, onde existe um império, com um portal de azulejos azulados.

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Percurso na Horta

Este percurso decorre maioritariamente no Faial, num total de cerca de 75 quilómetros. No entanto, para que fique mais completo, aconselha-se uma breve visita ao Pico. O que primeiro salta à vista em cada uma das ilhas é a exuberância da natureza, que marca fortemente a paisagem. Entre a vegetação luxuriante e os vestígios dos fenómenos vulcânicos, encontrará certamente algo do seu agrado. Para os amantes das caminhadas, a subida ao Pico será certamente um grande desafio. Comecemos então pela cidade da Horta…

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Capelinhos

Poderá agora deixar o carro estacionado no parque junto às piscinas e, virando logo à esquerda na estrada principal de acesso às mesmas, fazer um passeio a pé de cerca de 6 quilómetros até ao Vulcão dos Capelinhos. No entanto, se quiser poupar as pernas para a subida ao Pico, saiba que o trajecto também pode ser feito de automóvel, uma vez que o caminho de terra batida está em óptimo estado.

• Passará por um pequeno farol, construído para substituir o dos Capelinhos, que foi destruído durante as violentas erupções vulcânicas de 1957 e 1958. No fim da estrada, vire à direita e preste atenção às casas, enterradas em cinzas vulcânicas, cuja presença, em alguns casos, apenas é denunciada pelas telhas à superfície.

• Vire depois à esquerda, na direcção do farol em ruínas, bem visível no meio da paisagem. Este edifício, construído sobre um promontório sobranceiro ao mar, repousa agora, inútil, rodeado por um mar de lava solidificada que começa, aqui e ali, a ser colonizada pela primeira vegetação, especialmente caniços. Todo o terreno que se avista agora a sul e oeste do farol emergiu do mar durante as referidas erupções vulcânicas.

• Estacione junto ao farol e observe o que resta da cratera, na ponta oeste. O percurso até lá é mais fácil de fazer do que parece. Poderá apreciar um cenário quase lunar, mas também paisagens lindíssimas da costa. Seja prudente e não se aproxime muito da beira das falésias, porque o solo nessa zona é muito quebradiço.

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Parque Florestal do Capelo

No meio de uma mata cerrada de criptomérias, cedros e outro arvoredo, encontrará um excelente parque de merendas, equipado com mesas, bancos, instalações sanitárias, etc. Os grelhadores, diferentes das estruturas de alvenaria habituais, assemelham-se aqui a pequenos edifícios, construídos em pedra vulcânica bruta, agrupando vários fogos. Evita-se assim, de uma forma simpática, a proliferação de pequenos grelhadores pelo parque.

Os diversos caminhos e veredas que cruzam o parque permitem explorá-lo, a pé ou de bicicleta. Num grande cercado, um grupo de elegantes gamos, muito bem tratados, fará as delícias das crianças mais irrequietas.